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11
2015

Pelo Direito de Ser Quem Eu Quiser

Estava eu navegando na internet por esses dias, quando num instagram de uma blogueira até bem famosa, me deparo com a seguinte mensagem:

Num mundo cheio de Kardashians, seja Diana.

Num mundo cheio de Kardashians, seja Diana.

E aí isso me incomodou. A mensagem obviamente implica que ser uma Kardashian significa ser menos do que ser uma Diana. E como todos nós sabemos, as Kardashians são rotuladas pela mídia como espalhafatosas, usando roupas que mostram demais o corpo, publicando fotos nas redes sociais seminuas e por aí vai. Logo, a mensagem era “é melhor ser clássica e comportada do que ser desesperada por atenção”.

Mas aí eu lhe pergunto: por que? Obviamente, as mulheres comparadas na imagem acima são bem diferentes uma da outra. Vivem estilos de vida bem diferentes. Mas o que exatamente define que é melhor ser uma Diana do que ser uma Kardashian?

Mais ainda, pensando na vida que elas levaram/levam, o que seus comportamentos acabaram por definir em suas vidas? Dá para a gente determinar se Diana, em sua curta vida, foi mais ou menos feliz que Kim Kardashian?

Mas claro que para a nossa sociedade, é melhor ser uma Diana. Aguentar calada as humilhações impostas e tentar sempre sair por cima, porém sem provocar escândalos. Veja bem, não estou aqui dizendo que ela estava errada. Apenas que a maneira como ela agiu talvez funcionasse para a vida dela, mas isso nunca vai significar que ela era melhor que Kim Kardashian ou qualquer uma de suas irmãs.

E sim, uma Kardashian incomoda muito mais que uma Diana. Ao usar as roupas que quer, emitir suas opiniões de uma maneira muito mais direta e procurar sua felicidade de uma maneira não convencional, as mulheres acabam tendo esse efeito na sociedade. A sociedade em que vivemos coloca mulheres que se comportam como Diana num pedestal, simplesmente porque elas não enfrentam suas regras.

No fim do dia, sabe o que vai te fazer feliz? Ser quem você é. Se você gosta de roupas mais clássicas, se prefere lidar com seus obstáculos de maneira mais discreta, se um meio sorriso diante de uma opinião atravessada é mais a sua cara do que discutir com todas as suas forças… Maravilha. Seja essa pessoa porque é assim que você é. Lembre-se porém de que as suas opiniões importam, então não deixe ninguém te fazer de capacho.

Por outro lado, se você fala alto, gosta de roupas mais provocantes e de usar uma maquiagem mais pesada, se você se admira e gosta de publicar fotos mostrando as suas curvas… Vá em frente. Não deixe ninguém pensar menos de você por isso. O seu corpo é seu, e você escolhe o que quer fazer com ele. Você e mais ninguém.

E adivinhe só? O MUNDO NÃO SE DIVIDE EM DIANAS E KARDASHIANS, EM BOAZINHAS E MÁZINHAS. Pelo contrário, cada pessoa pode ser quem quiser ser, de acordo com suas convicções. Se não vai interferir diretamente na vida de outra pessoa, por favor, seja quem você é. Só tem um de você no mundo.

arrumei

Num mundo cheio de Kardashians, seja quem você quiser ser.

Pronto, arrumei.

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4 Comentários
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Bela
4 anos atrás

Até mesmo se você quiser ser um unicórnio. Seja um fucking unicórnio!

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2 anos atrás

[…] 2. Pelo Direito de Ser Quem Eu Quiser.  […]

Jennifer
Jennifer
5 meses atrás

Você olhou Diana de um prisma diferente, Diana foi humilhada e sofreu sim, mas peitou a realeza e fez onque queria, quebrou varios protocolos e fazia o que podia pra ser feliz, e sim ser clássica traduz a elegancia e a fineza, e nao se compara com o estilo oposto de qur vc trata no texto… Enfim, nao levem tão a sério as comparações…

Mari
Mari
Reply to  Jennifer
5 meses atrás

Desculpe, acho que você perdeu um pouco o sentido do texto. Não estava aqui discutindo sobre a vida da Diana e tudo o que ela passou, nem mesmo critica isso. O texto leva em consideração o que o meme estava insinuando e como essas cobranças da sociedade em cima das mulheres são prejudiciais. Essa é a reflexão. E se você não consegue entender como não levar a sério comparações como essa vira uma bola de neve e pode machucar mulheres por todo o mundo, talvez seja a hora de começar a olhar para isso de uma maneira mais profunda. Fingir… Ler mais