11
04
2024

Por que ter um journal diário?

Eu tenho um journal diário há 3 anos. Já comentei sobre ele algumas vezes aqui no blog, mas sim, é basicamente um diário. Eu todos os dias durante os últimos três anos paro e escrevo pelo menos alguns parágrafos sobre o que aconteceu. Às vezes eu escrevo tudo o que aconteceu naquele dia, mas também tem dias que só escrevo sobre o que estou sentindo. Meu objetivo é registrar alguma coisa daquele momento para lembrar depois. Mas pode ser que você aí esteja em dúvida. Afinal, por que ter um journal diário?

Meu Journal

Vamos ao começo: eu não chamo meu journal de diário, apesar de essa ser a melhor definição para ele. E por quê? Simples. Quando eu era criança e adolescente tentei algumas vezes manter um diário, mas ser obrigada a escrever todos os dias nunca funcionou. Então, no fim, eu acabava esquecendo e abandonando o projeto após poucas semanas. Cheguei mesmo a tentar usar a agenda para isso e quem tem mais ou menos a minha idade lembra disso de “fazer agenda”. Para simplificar, era escrever um diário nas páginas da agenda, colando papéis de bombom, fazendo desenhos nas páginas… enfim, manter um journal na agenda. Porém, nem isso funcionou para mim.

Então, o nome “diário” tinha um significado de fracasso na minha vida. Quando em 2021 resolvi que iria começar a registrar minha vida num caderno, diariamente, usei o nome journal. Já coloquei os nomes em inglês “daily journal” ou “life journal”, mas no fundo são todos a mesma coisa. Todos os meus journals são diários.

Por que ter um journal diário?

Depois de toda essa explicação, vem a hora de responder a pergunta do post: por que ter um journal diário? Eu mantenho o meu por dois motivos principais. O primeiro deles é manter um registro diário da minha vida. Eu fiz tantas viagens que às vezes não lembro de um detalhe, ou então sei que uma amiga veio me visitar, mas não sei o dia exato. Com o journal isso fica registrado. Melhora a memória, já que estou escrevendo sobre os acontecimentos e isso reforça tudo na minha mente. Mas mesmo que eu não lembre, exatamente, se eu pegar o journal, posso ler sobre aquele dia, sobre como me senti naquele momento, e isso é insubstituível.

O segundo motivo é que ter um journal me ajuda a processar as minhas emoções. Eu tenho que parar para pensar em como estou me sentindo e colocar isso em palavras. E dar nome ao sentimento ajuda e muito a sua mente a reconhecer melhor o que está se passando. Quando eu tenho que escrever sobre meus sentimentos, eu também tenho que entender o que está me fazendo sentir assim. É um processo de autoconhecimento e, embora não substitua uma boa terapia, pelo menos ajuda e muito nas sessões.

Fora que também é mais uma maneira de exercitar minha criatividade, mas isso é porque eu amo decorar as folhas do journal. Então, é um momento de usar minhas washi tapes, meus adesivos e meus papéis para colagem. Muitas vezes eu uso páginas desse journal para simplesmente colar lembranças do dia, fotos, ingressos, panfletos, etiquetas… Tudo vira material para o journal.

Vamos começar um?

Aconselho muito a você ter um journal. É um momento seu e somente seu. Ninguém precisa saber o que você escreve, ninguém ali vai julgar os seus pensamentos. E você pode fazer o que quiser no seu journal, aquele é seu domínio. Sem pressão nenhuma, se não der para escrever todo dia, escreva quando conseguir. Não dá para escrever à noite? Tudo bem, escreva logo depois de acordar.

Espero que tenha te convencido a começar um.  Se você começar, depois venha aqui me contar o que achou.

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10
04
2024

O Que É Romance?

Engraçado conversar sobre isso, né? Acho que pra muita gente a resposta vai ser muito fácil. Mas a verdade é que não é tão simples assim. Afinal, para se discutir o que é romance, a gente precisa formar uma definição clara que diferencie esse gênero dos outros. E também existem outras definições de romance que não tem nada a ver com literatura. Então para deixar bem claro, hoje a gente vai discutir o que é romance como gênero literário. Porque romance pode significar apenas uma história de ficção. Romance pode ser o que ocorre entre pessoas que querem embarcar num relacionamento afetivo. Mas quando a gente quer falar do romance como gênero literário, o que é.

O Que é Romance?

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09
04
2024

Precisamos Aprender a Falar Mal dos Livros

Nossa, acho que talvez alguém queira me matar quando ler o título do post. Mas eu não estou mentindo: precisamos aprender a falar mal dos livros que lemos. E isso vale para qualquer livro, inclusive para os nacionais. Se você fala de livros na internet, provavelmente não se sente tão à vontade para falar mal dos livros que lê. Vamos ser sinceros: ninguém quer ler livros ruins. Pelo contrário, sempre que pego um livro, eu quero muito que ele seja o melhor que já li na vida. Obviamente, isso não é o que acontece. E algumas vezes a questão não é que o livro é mediano ou não era para você. Às vezes o livro é ruim mesmo. E eu, como alguém que fala de livros na internet, não posso mentir e fingir que aquela leitura foi boa.

Positividade Tóxica

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08
04
2024

Minha Jornada Com a Taylor Swift

Então, todo mundo conhece a Taylor Swift, não é mesmo? A cantora parece ter ganho o mundo nesses últimos anos, além de sua turnê, The Eras Tour, ter dado o que falar. No Brasil, infelizmente, o primeiro show foi marcado por uma tragédia, pela qual eu acredito que a produtora brasileira tenha sido mais responsável. Mas enfim, o que quero conversar sobre nesse post não é a turnê nem as polêmicas. Até porque eu não tenho todas as informações para falar sobre com propriedade. Não: nesse post eu vou contar a minha história pessoal com a cantora, ou sobre como me tornei uma fã meio que do nada. Sério, essa é minha jornada com a Taylor Swift.

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07
04
2024

O Audible Não Vale A Pena

O Audible, serviço de audiobooks da Amazon, chegou ao Brasil no segundo semestre do ano passado. Eu ouço muito audiobook: na maioria das vezes, consigo ouvir durante minhas atividades diárias. E o catálogo do Audible é bem legal, porém da maneira como chegou aqui, simplesmente o Audible não vale a pena.

A Amazon trouxe o Audible ao Brasil com duas maneiras de se usar. A primeira é a opção de pagar uma assinatura de R$ 19,90 por mês. Sendo assinante, você pode ouvir todos os audiobooks do catálogo geral e tem desconto na compra de qualquer audiobook que seja do que eles chamam de catálogo adicional. Ou você pode pagar o valor cheio do audiobook sem ser assinante.

O Problema do Audible no Brasil

O grande problema é que o catálogo geral da Audible no Brasil é extremamente limitado. Não existem muitos títulos conhecidos que não sejam parte desse catálogo adicional, ou seja, muitos dos audiobooks realmente interessantes você deve pagar um valor adicional para ouvir. Isso porque o desconto que é dado para os assinantes é muito pequeno.

Quando foi anunciada a chegada do Audible ao Brasil, eu fiquei bastante animada. Já fui assinante do Audible dos EUA, porque na verdade você podia ser já, mas aí o valor era em dólar. Porém, naquela época, o sistema era diferente. Eu ganhava um crédito da Audible todo mês e podia trocar esse crédito por um audiobook que me interessasse. A maior parte dos audiobooks custava um créditos, apesar de alguns serem um pouco mais caros. Aí valia a pena, porque mesmo que naquele mês eu não encontrasse nada de interessante para ouvir no catálogo geral, a minha assinatura valia esse crédito.

Eu tenho que deixar claro aqui que realmente, o valor da assinatura era bem mais do que os R$ 19,90 da assinatura nacional. Na verdade, girava em torno de R$ 45 – 50. Talvez isso meio que inviabilize o serviço dessa maneira no Brasil. Porém, quando eu faço as contas, acabo percebendo que pagar essa assinatura mais barata não vale a pena. Afinal, para comprar um audiobook no Brasil que seja do catálogo adicional, você tem que desembolsar uma média de R$ 60.

Eu ouço audiobooks pelo Storytel. A assinatura do Storytel é aproximadamente R$ 15 (isso porque a cobrança é feita em dólares). Porém, é mais barata que a assinatura do Audible. E você tem acesso ao catálogo inteiro, sem exceções. Claro que o Audible tem alguns audiobooks exclusivos, que não ficam disponíveis em nenhuma plataforma. Mas aí eu simplesmente opto por pegar o livro em ebook, por exemplo.

Enfim, achei um roubo essa vinda da Audible para o Brasil. Para mim, o Audible não vale a pena. Eu encontro opções muito melhores para ouvir meus audiobooks.

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06
04
2024

Brush Lettering: O Que Eu Queria Ter Sabido Quando Comecei

Você já ouviu falar em brush lettering? Ele aparece bastante nos resumos que os perfis no instagram postam. Esses títulos em letra cursiva que são todo elegantes estão cada vez mais famosos. E por isso pode ser que você tenha vontade de aprender para deixar seu caderno mais bonito. Pelo menos, foi assim que aconteceu comigo. Mas conforme fui aprendendo e treinando, descobri várias informações que gostaria de ter sabido desde o começo e que não são tão facilmente encontradas. Por essa razão decidi escrever esse post. Então aqui vai o que eu queria ter sabido quando comecei a aprender brush lettering.

Só lembrando que não sou de maneira alguma profissional e ainda estou aprendendo.

Brush Lettering

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05
04
2024

Os Pacotes Que Mudam Todo O Seu Jogo – The Sims 4

Faz tempo que eu não falo de The Sims 4 nesse blog, não é? Desde o último post sobre o jogo, vários outros pacotes chegaram para aumentar ainda mais o preço. É por isso que eu resolvi aproveitar o BEDA para falar um pouco mais sobre eles. No post de hoje vou contar para vocês quais os pacotes que mudam todo o seu jogo. São muitos pacotes para se escolher, logo pode ser que você se sinta um pouco perdido. E como esses pacotes são caros, especialmente quando pagamos em real, talvez seja uma boa pensar bem antes de escolher. Lembre-se sempre que você não precisa ter todos os pacotes para ter uma boa experiência no The Sims 4. Pelo contrário, use o sistema contra a própria EA e só compre os pacotes que realmente se encaixam no seu estilo de jogo.

Vamos lá? Vamos ver quais são os pacotes que mudam todo o seu jogo?

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04
04
2024

Eu Não Vou Usar Planner Em 2024- E Essa é A Razão

Quem me acompanha já deve ter visto os meus posts sobre planner, planejamento pessoal e como uso o meu planner. Eu passei anos usando planner diariamente e gosto muito dessa forma de organização. Apesar de em alguns anos ter usado mais de um planner, na maioria das vezes eu tinha o planner da Paperview como meu planejador principal. Já fiz até posts sobre o planner da Paperview aqui no blog. Porém em 2024 eu não vou usar planner. E resolvi compartilhar minhas razões para ter tomado essa decisão aqui no blog. Afinal, foi aqui que eu sempre conversei sobre o assunto, então faz sentido que eu também conte sobre porque parei.

Agenda aberta, decorada com um cartão postal ilustrado com uma mulher de cabelos castanhos e vestido vermelho, e com adesivos de abóboras e folhas caídas.

Cartão postal: @nahtoff Adesivos: @clubedagabibox Desagenda: @affthehype

Porque Em 2024 Eu Não Vou Usar Planner

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03
04
2024

Não Espalhe Fake News – O Caso Kindle

Pode parecer o contrário, mas eu não costumo me envolver em tretas. E quem acompanha a comunidade literária online, sabe que sempre surge uma  treta diferente. Às vezes é editora que contrata publi de influencer que simplesmente não lê o livro. Outras vezes é autor que faz lista das influencers que não contrata e essa lista vaza. É livro romantizando o que não deve, é gente demonizando o hot e falando que é tudo pornô literário. E pra você que participa dessa comunidade, vou pedir uma coisa: não espalhe fake news.

A Treta

A treta literária que inspirou esse post aconteceu há algumas semanas. Começou-se um boato no Twitter que o Kindle não aceitaria mais documentos no formato ePub e PDF. Essa notícia por si só já era estranha. Há mais ou menos um ano, o Kindle começou a enviar um aviso a quem usava o “Send to Kindle” de que arquivos Mobi deixariam de ter suporte do aparelho. O “Send to Kindle” é basicamente um endereço de e-mail pessoal para onde você envia em anexo os documentos que quer no seu Kindle. Pelo que eu me lembro, esse e-mail  de resposta com a informação sobre o Mobi ficou sendo enviado por mais de um ano e mesmo assim, o Kindle continuou a aceitar Mobi.

Por isso era tão estranha a notícia. O Kindle estaria deixando de aceitar mobi para priorizar o uso de ePub. Por que parar logo depois? Apesar de os arquivos de ebook comprados diretamente pela Amazon não serem ePub, é de se pensar que o aparelho aceitasse o tipo de documento mais popular. E mesmo que a Amazon cortasse o uso do arquivo ePub ou PDF no Kindle, pelo menos deveria avisar com antecedência, como fez com o Mobi. Mas não era isso que o boato dizia.

Com grandes influenciadores literários comentando sobre o assunto, me senti na obrigação de verificar a procedência dessa informação. E eu só queria que outras pessoas tivessem o mesmo instinto, essa confusão nunca teria acontecido.

Indo Atrás da Fonte

A primeira coisa que fiz foi tentar enviar um ePub para meu Kindle, para ver se eu receberia um aviso da Amazon. Mas o envio foi feito normalmente, inclusive o epub apareceu na minha biblioteca, no aparelho e no aplicativo do Kindle, logo depois. Então fui pesquisar no site da Amazon ou no Google para ver se tinha alguma notícia. Nada, inclusive em inglês também não havia ninguém falando sobre o assunto. No site da Amazon, o epub continuava a aparecer na lista dos arquivos aceitos pelo Kindle. Aí vi que tinha algo estranho. Afinal, da onde tinha surgido a notícia?

Fui então procurar no próprio Twitter, onde vários outros perfis já anunciavam com certeza que o Kindle deixaria de aceitar o epub e o PDF. Depois de muito procurar, achei um tweet  com um print de uma conversa com um atendente da Amazon que afirmava exatamente isso. A pessoa que estava conversando tirou o print e postou em seu Twitter. E a partir daí toda a confusão se armou.

Eu não sei qual a origem desse print. Talvez seja um print honesto e o atendente da Amazon se confundiu na hora de passar a informação, o que aliás eu acho mais provável. Pode existir um uso de photoshop também, afinal é só um print. Ou ainda ser apenas uma parte da conversa. Não dá para ter certeza. Exatamente por isso, também não dá para sair afirmando que é verdade, sem sequer procurar a fonte.

Não Espalhe Fake News

Eu sei que irritei algumas pessoas no mundo literário, mas esse compartilhamento em massa dessa notícia me tirou do sério. Mesmo depois de ter sido desmentido pela Amazon, inclusive em sites de tecnologia, muitos tweets com a informação errada continuavam disponíveis. Entendo que o tópico estava em alta e tais tweets traziam engajamento, mas a custo de se espalhar fake news?

Acredito que algumas pessoas tenham realmente tido boas intenções, mas ao ficar claro que era uma informação errada, por que não deletar o tweet ou o Threads para evitar mais desinformação? Alguém em uma comunidade literária deveria ter esse entendimento de como funciona a internet, não?

Enfim, fica a dica: não espalhe fake news. Sempre procure fontes confiáveis antes de publicar algo na internet. Tenha responsabilidade pelo que você publica.

E que fique bem claro: esse post não é para defender a Amazon ou o Kindle. Muito menos estou afirmando que o Kindle sempre aceitará epub e que não existam planos para tirar o tipo de arquivo da lista. A Amazon é uma empresa que visa o lucro e se para ter mais lucro ela precisar deixar de usar epub, eles não vão pensar duas vezes. Tanto faz o incômodo dos clientes. Nós iremos sofrer. Pode ser que num futuro bem próximo isso aconteça, por mais que seja estranho. Mas, até o momento que eu escrevo esse post, não há nenhuma notícia oficial e por isso, eu não posso afirmar o contrário.

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02
04
2024

Autores Não Devem Ler As Resenhas de Seus Próprios Livros

Eu vou começar o mês de abril com uma polêmica. Se você é do meio literário na internet, pode ter acompanhado a notícia do que uma autora nacional fez há algumas semanas. Basicamente, ela não ficou feliz com a resenha que uma de suas leitoras postou sobre seu livro e instigou um grupo de suas fãs para mandar mensagens desagradáveis para essa menina. Triste, mas verdadeiro. Foi um ponto baixo na literatura nacional contemporânea. Por isso, eu digo que autores não devem ler as resenhas de seus próprios livros.

Sobre a Polêmica em Si

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