Categoria "Acabei de Ler"
16
02
2013

Acabei de Ler: Meet Me at the Cupcake Café – Jenny Colgan

Que eu amo chick-lit, já deu para perceber. Mas é sempre um prazer muito grande encontrar novas autoras do gênero que façam a gente se apaixonar por seus livros e suas histórias. Resolvi ler o livro por indicação da Lany, minha sis, que o recomendou lá na sua lista de melhores livros de 2012 no blog Por Essas Páginas.
 cupcakecafe
Gostei bastante. O livro conta a história da Issy, neta do Joe, que nos seus tempos de glória foi um daqueles padeiros de mão cheia, que ama o que faz e sempre tem uma boa história para contar e uma boa receita para fazer. Do avô Issy herdou essa alegria em fazer bolos e cupcakes, mas apesar disso ela trabalhava em um escritório de incorporações de imóveis.
Na vida amorosa, Issy também não está tão bem quanto poderia estar: tem um relacionamento com o chefe, que faz de tudo para esconder a relação dos dois.
A vida de Issy começa a mudar com um baque: a empresa em que trabalha resolve fazer cortes no pessoal e uma das primeiras a perder o emprego é justamente ela. Após passar por um período bem parado, Issy resolve arriscar numa empreitada nova e montar o Cupcake Café do título do livro. E que empreitada… Issy vai tendo que lidar com clientes mal educados, com amigas/funcionárias que quase se pegam de tão diferentes que são(e você, lendo, não sabe se ri ou se chora), com o relacionamento com o chefe, que de repente acaba, de repente volta e claro, com o bendito do banco, que pode ou não tornar seu sonho realidade.
O mais interessante é que a Issy nunca tinha tentado nada tão arriscado. Sempre tinha tomado as decisões mais seguras, aquelas que não tinham como dar errado. Mas com a reviravolta que acontece na sua vida, ela decide arriscar. Algumas mudanças são boas, outras simplesmente necessárias, algumas ela tem que voltar atrás.
Algumas coisas devem ser ditas a respeito do livro: ele traz um monte de receitas de cupcake, o que te faz ficar morrendo de vontade de comer (hummmm). Então, leia preparada. É um livro bem fofo (não há como não descrever esse livro como fofo) e que te faz ter vontade de jogar tudo pro alto e tentar seguir seus sonhos. E as crianças do livro são engraçadíssimas.christmascupcake
Um livro que é uma delícia de ler. Recomendo também a sequência, Christmas at the Cupcake Café. Ah, como eu queria ter coragem para me arriscar na cozinha com alguns dos cupcakes… foto3
31
08
2012

Sobre o Desânimo de Ler

Eu amo ler. Se você der uma passeada aqui pelo blog, você percebe como isso é verdade. Mas de uns tempos pra cá, parei um pouco com todo aquele entusiasmo. Nem fiz mais post de livros do mês. Por quê?

Quero deixar bem claro que não parei pura e simplesmente de ler: li The Golden Lily, o segundo livro da série  Bloodlines, da Richelle Mead, e gostei muito. Acho que a autora criou personagens bem interessantes dentro dessa mitologia de vampiros e alquimistas e tudo o mais. Enfim, não vou me aprofundar muito.

Voltando às minhas explicações a respeito de todo o desânimo. Primeiro, a vida me pegou de jeito: passei uma boa parte dos últimos meses escrevendo meu artigo da pós-graduação. Claro, li muito para isso, mas nenhum livro de literatura mesmo, desses que mostram como a leitura é um prazer, não uma obrigação.

Depois, com o artigo da pós entregue, até consegui ler um livro: o This Lullaby, da Sarah Dessen. O livro é bem gostosinho de ler e consegue ser um romance adolescente que escapa de alguns clichés e que não tem um final felizes para sempre, como num conto de fadas, mas um final mais pé no chão.

Aí, como eu sou dessas que diz que a gente nunca pode basear as próprias opiniões no que a gente ouve falar, encarei o desafio e li 50 Shades of Grey (50 Tons de Cinza, na edição brasileira) da E.L. James. Para não ficar aqui descascando o verbo em cima do livro, tudo o que vou dizer é que a única razão que eu consigo visualizar para que esse livro tenha feito o sucesso que fez é que se trata de um assunto tabu (mas que as pessoas tem muita curiosidade) de uma forma bem romantizada, o que faz quem lê se sentir mais confortável. Mas em termos de escrita, de vocabulário e de desenvolvimento de personagens? É, o livro deixa muito a desejar. Muito.

Comecei então a ler O Guia do Mochileiro das Galáxias, do Douglas Adams. Eu amo esse tipo de leitura, mas acho que o 50 Shades me quebrou um pouco e qualquer entusiasmo que eu possa ter foi pelo ralo. Eu ainda estou tentando reencontrá-lo (é Douglas Adams!!!) mas por enquanto…

Uma notícia feliz para mim é que amanhã, finalmente, começa a sétima temporada de Doctor Who! Estou esperando ansiosamente que essa temporada seja melhor que a anterior (que foi, sinceramente, a pior desde que a série voltou em 2005), até porque o nome do segundo episódio é “Dinosaurs on a Spaceship” e isso é basicamente a minha infância descrita em um episódio! Muitas esperanças mesmo!

02
06
2012

Os Livros de Maio

E mais um mês se passou, e aqui estou eu para falar sobre os livros que eu li nesse mês de Maio. Primeiro, devo admitir que só segui o Projeto 50 Páginas ou Mais até o meio do mês: depois, minha vida começou a correr, meu trabalho mudou de lugar e eu tive que me adaptar a toda uma nova rotina (e eu sou uma aquariana muito ligada à rotina, o que me atrapalhou um pouco)…

Enfim, em Maio eu mantive a média e li quatro livros, o que pra mim não é o ideal, mas é o que tem pra hoje. O primeiro deles foi “Dash and Lily’s Book of Dares” que eu amei, como vocês podem ler na resenha que eu escrevi aqui no blog, do David Levithan e da Rachel Cohn.

O livro é leve, gostoso de ler e não tem como não se apaixonar pelos personagens: o Dash e a Lily são tão diferentes e ao mesmo tempo tão parecidos… enfim, esse é um livro que eu recomendo mesmo.

Já que eu tinha acabado de ler Dash and Lily’s, acabei decidindo continuar com os mesmos autores e ler “Nick and Norah’s Infinite Playlist”. Como eu também já falei por aqui, não me entusiasmou tanto quanto o primeiro. Talvez eu tivesse gostado mais se reconhecesse mais as músicas citadas durante o livro, mas outras coisas também me incomodaram: achei que faltou um pouco de desenvolvimento dos personagens, um pouco mais da história de cada um. O livro se passa todo em uma noite, o que talvez explique o porquê de tudo ser meio apressado, mas mesmo assim… não foi um dos meus preferidos.

Aí eu finalmente tirei da minha estante o aclamado “The Fault in Our Stars” (doravante abreviado carinhosamente de TFioS), do John Green. Já disse em algum lugar que tenho uma quedinha pelo John Green né? O Looking for Alaska (também dele) e o Will Grayson, Will Grayson, que ele escreveu com o David Levithan, são dois livros muito, mas muito bons mesmo. Também li Paper Towns, mas apesar de ter gostado, não me empolgou tanto quanto os outros.

Bem, tudo isso para falar que The Fault in Our Stars é provavelmente meu livro preferido do John Green. Eu ainda quero escrever um post só para ele (sério, já comecei algumas vezes, mas é muito difícil falar sobre esse livro), mas deixo nesse post que é um livro que consegue falar sobre algo sério sem fazer da situação um conto de fadas, mas também não transformando a história em uma tragédia sem fim.

Para fechar o mês, li “The Perks of Being a Wallflower” do Stephen Chbosky. Esse é um livro todo escrito em forma de cartas de Charlie, um adolescente que está começando o high school, que é considerado estranho pelos seus colegas e que tem um modo de processar seus pensamentos que é no mínimo peculiar, para um estranho que nós não conhecemos. Ao narrar o que acontece no cotidiano de sua escola, Charlie vai mostrando quais as vantagens de ser invisível, somente observando tudo o que acontece à sua volta. Aos poucos, ele faz amigos (principalmente Sam, uma garota um pouco mais velha que ele por quem ele acaba tendo uma queda quase que instataneamente, e Patrick, o meio-irmão gay dela) e vai tentando participar do que acontece à sua volta. Vou ser sincera: demorei um pouco para me acostumar com a narrativa. Em alguns momentos, dá pra pensar que o Charlie não é muito normal, ele parece inocente demais para um menino que já está no colegial. Mas todas essas estranhezas você vai entendendo ao longo do livro. Existe um porque para ele agir dessa maneira, existe uma razão para parecer que às vezes ele só faz o que outra pessoa manda. O que no começo você estranha acaba fazendo sentido no fim.

O livro já tem sua versão em português pela editora Rocco, com o título “As Vantagens de ser Invisível” e também está sendo transformado em filme, em que o próprio autor está sendo responsável pela adaptação, com Logan Lerman (o Percy Jackson de “O Ladrão de Raios”) no papel de Charlie e Emma Watson (preciso mesmo falar que ela interpretou a Hermione?) no papel da Sam. Fiquei bem interessada em ver o filme.

E esses foram os meus livros lidos em maio. Em junho, tenho mais um livro do John Green para ler (“An Abundance of Katharines”), além da Maureen Johnson (“13 Little Blue Envelopes” tá gritando na minha estante) e do “The Scorpio Races”, da Maggie Stiefvater. Ah, e como aproveitei a promoção do Dia da Toalha, no Submarino, finalmente tenho toda a coleção do “Mochileiro das Galáxias”, do Douglas Adams. Ou seja, a lista de livros para ler tá recheada de livros muito bons.

E vocês, leram muito em Maio?

06
05
2012

Acabei de Ler: Nick e Norah: Uma Noite de Amor e Música – Rachel Cohn e David Levithan

O que pode acontecer quando dois adolescentes se conhecem por acaso em um caótico show de punk rock? Eles se apaixonam, é claro. Depois de um beijo, Nick e Norah vivem uma aventura pelos bastidores de NYC – um encontro repleto de alegria, ansiedade, confusão e entusiasmo, como deve ser a primeira vez.

Apesar de ter lido esse livro em inglês, sei que a Galera Record já publicou o livro em português com o título de “Nick & Norah: Uma Noite de Amor e Música”, o que é um título bem apropriado, considerando a maneira como a história é contada. Basicamente, o livro é sobre a noite em que Nick e Norah se conhecem e todas as aventuras que acabam enfrentando. Claro, como o título sugere, tudo se passa conectado à músicas e bandas.

Esse não foi um livro favorito para mim. Dash and Lily’s Book of Dares é muito melhor na minha opinião. Acho que alguns dos motivos são o fato de que existem muitas referências musicais no livro que eu não conheço (apesar de não ser obrigatório para entender a história, talvez tivesse sido mais interessante sabendo sobre que música os personagens estavam falando)… também que tudo acontece em uma noite. Para mim, é rápido demais, acaba focado demais nos personagens principais e de uma maneira bem superficial, e o relacionamento deles acaba parecendo meio que fabricado. É muito drama e muito sentimento para ter acontecido em apenas uma noite.

Além disso, acho que qualquer livro, mesmo um que se propõe a contar uma noite na vida de dois adolescentes, devia usar um pouco mais de desenvolvimento dos dois personagens principais, ou talvez até contar um pouco mais dos outros personagens que aparecem na história.

No fim das contas, acho que o livro simplesmente não me empolgou. É o tipo de livro que daqui há alguns meses já não sei mais sobre o que é, e eu acredito que isso é o mais triste que pode acontecer com o livro.

Vocês já leram? Tem alguma opinião diferente sobre o livro?

04
05
2012

Acabei de Ler: Dash and Lily's Book of Dares – Rachel Cohn e David Levithan

Dash and Lily’s Book of Dares conta a história do Dash, um garoto que está passando o Natal longe de seu pai e de sua mãe por opção e que odeia o feriado festivo e tudo o que o acompanha e da Lily, uma garota que está passando seu primeiro Natal longe dos pais (que estão numa segunda lua-de-mel em Fiji) e que simplesmente ama e abraça o espírito natalino em todas as suas formas e cores.

Lily então, como uma forma de sair um pouco de seu mundinho, acaba, por incentivo do irmão, deixando entre os livros de uma estante em sua livraria preferida um caderno vermelho com alguns desafios. Quem encontra o caderno é Dash que, intrigado pelo caderno e por sua dona, acaba entrando na brincadeira. Então, o caderno vai passando de um para o outro, que, mesmo sem se conhecerem cara-a-cara, vão se conhecendo através das palavras anotadas no caderno.

O legal do livro é que ele discute bastante aquela coisa que todo mundo tem de confrontar a fantasia com a realidade. Será que a pessoa que o Dash imagina que a Lily é condiz com a realidade? Ou será que ele está criando essa garota perfeita na cabeça e no fim das contas a Lily é alguém totalmente diferente (e vice-versa)? Como o livro conta com capítulos alternados entre o Dash e a Lily (mesmo formato de Will Grayson, Will Grayson, que David Levithan escreveu com John Green) você vai vendo no que eles acertam um sobre o outro e no que eles erram também.

Esse não é um conto de fadas. No meio do livro, você não sabe se os dois vão ficar juntos ou não, ou se todas as diferenças servirão para uní-los ou para afastá-los de vez. O interessante é ver como a amizade deles começa, como epes lidam com as diferenças… e ficar na expectativa: será que eles vão ficar juntos ou não?

Com algumas cenas bastante inusitadas, um melhor amigo que é ótimo para dar risadas (conheçam o Boomer e vejam se eu estou mentindo) e com os membros da grande e louca família da Lily, o livro é leve, divertido e muito bom de ler. Amei os personagens e sinceramente, quero achar um caderninho vermelho com desafios na livraria também.

01
05
2012

Os Livros de Abril

Quarto mês do ano passou correndo, e ainda bem, consegui colocar um pouco mais em dia as minhas leituras. Claro, para me encorajar um pouco mais, comecei o projeto “50 Páginas ou Mais”, cujo título é bem auto-explicativo e por isso nem fiz um post sobre ele. Basicamente, o projeto consiste em eu ler pelo menos 50 páginas por dia do atual livro que estiver na cabeceira da minha cama. Sem mais, sem menos. Depois, eu estou mantendo um tipo de “Diário de Leitura” lá no meu Livejournal, e quem quiser pode acompanhar o meu progresso e ver pequenos comentários sobre os livros que estou lendo por lá. Estou tentando manter meus comentários “spoiler free”, então pode ler tranquilo.

O primeiro livro do mês foi o lindo, maravilhoso, “O Circo da Noite” da Erin Morgenstern. Gostei muito do livro (que inclusive tem resenha aqui), principalmente por ser um livro bem poético. Gostei também como os cenários são parte da história, se confundem com os personagens… até as cores nesse livro acabam tendo um significado maior. Não vou me estender muito, afinal já escrevi tudo sobre ele na resenha, mas fica aí a dica. Segundo livro do mês foi Feios, o primeiro livro da trilogia do autor Scott Westerfeld. Quando eu li “Amores Infernais” lá no começo do ano, me apaixonei pelo conto do autor, “Abominável Mundo Perfeito” e devo admitir que foi por causa desse conto que fui atrás de ler “Feios”. O primeiro livro da série, que conta a história de Tally, uma menina que vive numa sociedade futurística onde todos são submetidos a uma cirurgia aos 16 anos para ficarem basicamente perfeitos, é muito bom. A trama principal se concentra na amiga que Tally faz poucos meses antes de sua cirurgia, a Shay. O problema é que Shay não acha a cirurgia essa maravilha toda que todo mundo acredita ser e mostra para Tally que existem opções.

Bem, não vou dizer que é um livro pelo qual me apaixonei na sua integralidade: existiram partes que eu devo confessar, me irritaram um pouco. Mas no fim até achei que eles explicaram a maioria das minhas dúvidas e por isso (e também porque eu já tinha comprado a trilogia inteira) acabei decidindo continuar a ler a série. O terceiro livro do mês foi o segundo livro da série, “Perfeitos”. Eu sinceramente queria que as explicações fossem um pouco melhores. Mas acho que depois de ler “Jogos Vorazes”, você acaba sendo mais exigente com qualquer outra distopia que acabar nas suas mãos. Nesse livro Tally passa pela cirurgia e vai morar em Nova Perfeição. O livro então se concentra em como os acontecimentos do final do primeiro livro vão influenciar na vida e nas escolhas de Tally como perfeita. Nesse livro conhecemos Zane, um perfeito que teve a chance de escapar da cirurgia, mas que acabou desistindo de última hora. As aventuras de Zane e Tally em Nova Perfeição são ótimas, mas a grande fuga dos dois é melhor.

De novo, existiram partes que eu gostei, achei ótimas, e outras que sinceramente achei meio chatas. A explicação de como acontecem as pesquisas para que se desenvolva a cirurgia é muito boa. Mas o final desse segundo livro me incomodou um pouco, principalmente por ser basicamente o final do primeiro, só com algumas circunstâncias diferentes. Aí você chega no último livro da série, Especiais, que na minha opinião tem a capa mais bonita dos três, e… se decepciona. Acho que essa foi minha pior decepção do ano até agora. Por mais que existissem alguns pontos em “Feios” e em “Perfeitos” que eu não fosse a maior fã, ainda assim achei bons livros. Mas Especiais… bem, não bateu com meu gosto de leitura, achei a personagem principal especialmente fraca e o fim que o autor dá para ela bem decepcionante. Nesse livro, Tally é uma Especial, alguém que passou por uma cirurgia e vira um tipo de super humano, com visão infravermelha, super velocidade, ossos de cerâmica flexíveis e mais resistentes… até um software interno que a ajuda a se recompor e a se curar ela tem.

Só isso já me deixou com um pé atrás a respeito do livro. Depois, a Shay (que nunca foi uma personagem que me agradou muito, para começo de conversa) acaba aparecendo demais nesse livro, o que me irrita. E aí tem o fim, que eu não vou comentar aqui por medo de soltar algum spoiler sério, mas que eu posso dizer que quase não acreditei quando eu li. Enfim, não gostei.

E esses foram meus quatro livros lidos em abril. Em maio, é quase certo que eu só vá ler livros em inglês: nas duas últimas semanas, chegaram seis livros aqui em casa, entre eles “Dash & Lily’s Book of Dares” da Rachel Cohn e do David Levithan (o mesmo autor que escreveu “Will Grayson, Will Grayson” com o John Green), “The Fault in Our Stars” do John Green,  e “The Scorpio Races”, da Maggie Stiefvater. Ou seja, terei bastante material de leitura em maio.

E vocês, quais livros leram em abril?

21
04
2012

Acabei de Ler: O Circo da Noite – Erin Morgenstern

Sob suas tendas listradas de preto e branco uma experiência única está prestes a ser revelada: um banquete para os sentidos, um lugar no qual é possível se perder em um Labirinto de Nuvens, vagar por um exuberante Jardim de Gelo, assistir maravilhado a uma contorcionista tatuada se dobrar até caber em uma pequena caixa de vidro ou deixar-se envolver pelos deliciosos aromas de caramelo e canela que pairam no ar. Por trás de todos os truques e encantos, porém, uma feroz competição está em andamento: um duelo entre dois jovens mágicos, Celia e Marco, treinados desde a infância para participar de um duelo ao qual apenas um deles sobreviverá. À medida que o circo viaja pelo mundo, as façanhas de magia ganham novos e fantásticos contornos. Celia e Marco, porém, encaram tudo como uma maravilhosa parceria. Inocentes, mergulham de cabeça num amor profundo, mágico e apaixonado, que faz as luzes cintilarem e o ambiente esquentar cada vez que suas mãos se tocam. Mas o jogo tem que continuar, e o destino de todos os envolvidos, do extraordinário elenco circense à plateia, está, assim como os acrobatas acima deles, na corda bamba.

Há muito tempo não lia um livro como “O Circo da Noite”. Essa é uma história de amor, um Romeu e Julieta cheio de encanto e magia que acaba trazendo um mundo impressionante à imaginação de quem a lê. Com certeza, se tivesse que definir esse livro em uma única palavra, seria rico.

Não há dúvidas, a história é rica em detalhes, em descrições, em magia e em sentimentos. Tudo é muito bem planejado, até a descrição do circo, todo em preto e branco, das suas tendas e das sensações que passam seus expectadores… Nada está ali por acaso, cada detalhe, por menor que possa parecer, serve para complementar a história.

Dito isso, devo avisar aos meus quatro leitores (se você é o quinto novato, se manifeste nos comentários e seja bem vindo!): essa não é uma leitura leve. Não digo que seja pesada por conter muita violência ou temas adultos, mas sim porque é uma leitura que deve ser saboreada. Esse livro foi o primeiro que li dentro do projeto “50 Páginas ou Mais”, em que me comprometi a ler ao menos 50 páginas por dia e postar sobre meu avanço na leitura diária no meu Livejournal, e garanto que raramente cheguei a ler mais de 50 páginas por dia. Achava melhor ler com calma, pois perder um detalhe é perder uma parte da história.

Essa narrativa é bastante visual, contendo muitas informações a respeito do cenário, que podem parecer uma bobeira para quem não está acostumado, talvez até seja cansativo, mas as descrições a respeito do cenário ou mesmo do que vestem os personagens influem muito na história, por isso deixo a dica: se quiser vivenciar a magia desse livro por completo, mergulhe nele e em seus cenários.

Definitivamente, vale a pena a leitura.

06
04
2012

Com Spoilers ou Sem Spoilers?

O que é um spoiler? Spoiler é um termo que acabou ‘evoluindo’ dentro dos fandoms para determinar aquelas informações sobre o futuro de um filme, série ou livro que você ainda não sabe, porque ainda não viu ou leu. É basicamente algo que pode estragar sua experiência quando for ler o livro ou assistir o filme/série, exatamente por tirar a surpresa. Tem gente que lê spoilers, tem gente que foge deles.

Estou meio sumida do blog, do Twitter, do Tumblr… e isso tem tudo a ver com meu mais novo vício: Doctor Who! Foi minha amiga Vania, do blog Por Essas Páginas, que me viciou nessa série. E tudo começou exatamente por causa de um post no blog dela, que tinha muitos spoilers de uma personagem em especial de Doctor Who e que ela não me deixou ler antes de assistir a série.

Aí, eu fiquei pensando: é melhor ver (ou ler) algo sabendo spoilers ou sem nenhum, totalmente no escuro?

Acabei seguindo o conselho da minha amiga e estou assistindo Doctor Who (uma temporada em seguida da outra) sem ler spoilers. Foi ainda mais difícil para mim, porque Doctor Who vai começar sua sétima temporada ainda esse ano e eu só agora estou acabando a sexta. Então, o que era spoiler para mim já era algo do passado para os fãs da série, que falam sobre isso com naturalidade. Eu tive que tomar cuidado para não descobrir nada antes do tempo, já que existem posts no Tumblr e no Twitter sobre Doctor Who que eu simplesmente não pude ver para ficar livre dos benditos spoilers.

Para mim, é uma experiência nova. Eu não sou exatamente alguém que foge deles. Na verdade, na grande maioria das vezes, eu realmente não me importo com eles: se achar algum na internet, leio e nem por isso deixo de ler ou assistir o filme. Bem, ao menos não na maioria das vezes. E como eu sou uma pessoa curiosa por natureza, acabo lendo spoilers sem pensar duas vezes.

Mas devo admitir que está sendo uma experiência muito boa. Assistir algo sem ter idéia de para onde a história vai é uma surpresa atrás da outra. Uma das melhores vantagens é poder criar novas teorias e ficar imaginando qual o rumo dos seus personagens preferidos, e depois vibrar se você acertar ou então poder comparar a solução dada pelo programa com a que você tinha inventado e ver qual das duas era melhor (devo admitir que com Doctor Who, na maioria das vezes, era algo que eu nunca podia ter imaginado e melhor do que eu conseguiria criar, o que me faz ficar mais viciada ainda).

Outro que eu me joguei sem saber de spoiler nenhum (muito embora na internet já estivesse cheio deles): o sexto livro de Harry Potter, Harry Potter and the Half-Blood Prince (título em português: Harry Potter e o Enigma do Princípe). Consegui escapar de todos os spoilers e ler o livro totalmente no escuro. Gritei muito de surpresa e alegria em algumas partes, chorei em outras.

Claro que li o sétimo (Harry Potter and the Deathly Hallows – título em português Harry Potter e as Relíquias da Morte) sabendo praticamente todo o livro, porque aí eu não aguentei e li tudo que é spoiler possível e imaginável. Enfim, sou uma pessoa de contradições.

Acho que no fim das contas, quando você decide ler spoilers, você tem que pôr na cabeça que você perde o elemento da surpresa (e muitas vezes ainda interpreta o spoiler errado). Mas, se a ansiedade for muita, talvez seja a única coisa que te acalme. Eu tento me segurar, mas às vezes é impossível.

Porém, se você quiser um conselho, SEMPRE leia o livro ou veja a série/filme, mesmo depois de ler os spoilers. Uma interpretação errada, um spoiler fora do lugar na linha do tempo, ou até mesmo uma palavra errada num spoiler podem mudar todo o sentido. Além de existir a possibilidade de o spoiler estar completamente errado e você deixar de descobrir o que realmente acontece por causa disso.

Vocês lêem spoilers?

02
04
2012

Os Livros de Março

Esse é um post rápido só para manter atualizada a minha lista de leituras realizadas em 2012. O mês de março, além de ter sido mais corrido (trabalho, aulas da pós-graduação, etc), ainda contou com mais um fator que me tirou o foco das leituras, me distraindo um pouco (por pouco, leia-se eu não conseguia fazer outra coisa): Doctor Who. Sério, eu não estou assistindo a série clássica e sim a que a BBC estreiou em 2005, mas em meio mês já cheguei na quinta temporada. Totalmente viciante e eu culpo a Vania (aliás, Ily, quem é a Vania?), do Por Essas Páginas.

Mas consegui completar em março a leitura de três livros, o que baixa um pouco minha média de leitura e me faz pensar que terei que compensar logo logo para voltar no ritmo e cumprir a meta de 50 livros esse ano.

O primeiro deles foi Paper Towns, do John  Green. Gosto muito de John Green, já falei isso por aqui. Paper Towns é um livro muito bom, mas fica em último na lista de três livros dele que eu já li. Looking for Alaska é melhor. Um dos problemas que eu tive com o livro foi o fato de que achei a Margo muito parecida com a Alaska em suas loucuras e trejeitos, e eu tive medo no meio do livro que seu destino fosse o mesmo da Alaska. Enfim, gostei, mas não amei o livro. 

Depois eu li Lola and the Boy Next Door, da Stephanie Perkins. Já fiz uma resenha do livro, mas se você ainda não leu, vou só dizer que é um livro muito fofo e gostoso de ler. Li muito rápido, não conseguia parar. Amei a Lola e o Cricket, e achei a história uma delícia. Recomendo para quem gosta de romances, como eu, que não são exatamente água com açúcar, mas que são bem açucarados mesmo assim.

Por fim, e esse também já tem resenha por aqui, li Will Grayson, Will Grayson, mais um do John Green, mas esse em parceria com o David Levithan. O livro é contado revezando os pontos de vista de dois garotos chamados Will Grayson. Mais informações no post da resenha, mas já adianto: não tem como ler esse livro e não se apaixonar pelo Tiny.

E são esses os livros de março. Em abril, além de querer ler a série Feios, do Scott Westerfeld, ainda pretendo ler os livros que andei comprando do Book Depository e que devem chegar durante o mês. Vêm por aí Maggie Stiefvater, que é uma autora que várias pessoas já me indicaram; Dash & Lily’s Book of Dares; The Perks of Being a Wallflower, entre outros.

Quais foram as suas leituras de março?

27
03
2012

Acabei de Ler: Lola e o Garoto da Casa ao Lado – Stephanie Perkins

Nesse livro que acompanha Anna e o Beijo Francês, dois adolescentes descobrem que o amor verdadeiro pode estar mais próximo do que eles imaginam. Para a aspirante a designer de roupas Lola Nolan, quanto mais extravagante for a roupa – com mais brilhos, mais divertida, mais fora do normal – melhor. Mas, ainda que o estilo da Lola seja totalmente fora do comum, ela é uma filha dedicada e uma amiga com alguns grandes planos para o futuro. E tudo parece estar perfeito (incluindo seu lindo namorado cantor de rock) até que os gêmeos Bell voltam a morar na casa ao lado da sua. Quando a família volta e Cricket – um inventor e engenheiro talentoso – sai da sombra de sua irmã gêmea e volta para a vida de Lola, ela deve finalmente lidar com seus sentimentos pelo garoto da casa ao lado. (Tradução livre da sinopse do livro).

Eu já tinha lido “Anna e o Beijo Francês” da mesma autora, e achei uma delícia de ler. É um livro bem leve, com personagens interessantes e que ainda se passa em Paris, descrevendo alguns dos seus pontos históricos e também um pouco da cultura, da gastronomia e do dia-a-dia na chamada Cidade-Luz. Foi por ter gostado tanto desse livro que acabei arriscando comprar via internet “Lola and The Boy Next Door”. E posso dizer que não me arrependi.

“Lola and The Boy Next Door” tem uma capa um pouco melhor do que “Anna e o Beijo Francês”, mas mesmo assim devo confessar que não é o tipo de capa que me atrai quando estou na livraria. Não sei porque, mas capas com fotos de pessoas são as que menos me chamam a atenção. Mas, como eu já tinha lido o primeiro livro da Stephanie Perkins, algo me dizia que valia a pena.

Lola é uma personagem que te conquista logo de cara. Ela adora moda e se veste como quer, não se importando com o que os outros vão pensar dela. É simplesmente parte do que ela é. Sua mãe biológica é cheia de problemas e logo que ficou grávida ligou para o irmão mais velho para que ele a tirasse da enrascada (algo que ela continua a fazer durante a vida, conforme a gente percebe na leitura) e então ele, junto com o seu companheiro, adotou Lola. O problema de seus dois pais é que eles são extremamente protetores e por isso não conseguem aceitar o namoro dela com Max, que é bem mais velho.

Os problemas de Lola só aumentam quando os Bells voltam a morar na casa ao lado da sua. Lola já tinha sido muito apaixonada pelo filho dos Bell, Cricket, mas devido a alguns fatos que ocorreram logo antes de eles se mudarem para acompanhar a irmã gêmea de Cricket, Calliope, que treina patinação artística, agora Lola não quer mais nada com ele… certo?

Vou confessar: não gostei do Max desde o princípio. Li várias resenhas de meninas que gostaram dele, mas pra mim, ele me pareceu arrogante e egoísta demais, apesar de ir (leia-se enfrentar) aos brunchs de domingo com os pais da Lola. E logo de cara já tive uma quedinha pelo Cricket, com as suas invenções e com seu jeitinho tímido. Sou muito mais o cara nerd. Lola trabalha no mesmo cinema que Anna, e aí a gente pode ver o casal Anna e Étienne St. Clair depois do final do primeiro livro e dar mais uns suspirinhos por esses dois.

Enfim, se você gostou de Anna e o Beijo Francês, vai amar esse livro. Não é um livro que vai mudar a sua vida, mas nem todo livro deve ser. É uma leitura gostosa, bonitinha, para relaxar e acabar o livro suspirando. Eu simplesmente não conseguia parar de ler e em dois dias já tinha chego ao fim (e isso que eu tive um monte de coisa para fazer nesses dias). O vocabulário é fácil também, por isso, se você quiser arriscar ler em inglês, vá em frente, vale a pena arriscar! Ou também você pode esperar, o lançamento da versão em português do livro está prevista para sair ainda esse ano pela Editora Novo Conceito.

Se você tiver algum livro desse gênero para recomendar, deixe nos comentários, por favor.

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