Categoria "Acabei de Ler"
04
04
2016

Acabei de Ler: Todo Dia – David Levithan

Sim, eu sei: a Galera Record acabou de lançar o próximo livro da série, Outro Dia, que basicamente traz a mesma história do ponto de vista da Rhiannon, que é a outra metade desse livro.  Mas eu acabei de ler Todo Dia e esse livro é tão diferente de todos os Young Adult que eu já li que simplesmente preciso falar sobre ele.

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Título Original: Every Day
Série: Every Day #1
Autor:
David Levithan
Editora: Galera Record
Páginas: 322
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Todo dia vai contar a história de A, que é um ser sem forma física definida, sem gênero, sem família… Explico: ele acorda todo dia num corpo diferente e vive um dia no corpo daquela pessoa. À meia-noite, ele é arrancado daquele corpo e acorda no dia seguinte em um corpo totalmente diferente. A única coisa em comum entre as pessoas que A ocupa o corpo por um dia é que elas são todas da mesma idade e não moram muito longe umas das outras.

A vive bem sua vida solitária, já criou alguns mecanismos para não atrair problemas e não se envolver co a vida da pessoa que ele está vivendo, até que ocupa o corpo de Justin por um dia e conhece sua namorada, a Rhiannon. E ao conhecê-la, acaba se apaixonando por ela. A partir daí, começa a sempre tentar voltar para ela, independentemente de que corpo está ocupando.

É uma história bem singular, uma ideia totalmente nova e criativa do autor que consegue, explorando todas as particularidades de A, colocar em discussão, por exemplo, o quanto o amor depende de uma rotina, depende de que a mesma pessoa esteja lá com você todos os dias. Já que A não tem nem ao menos um corpo para chamar de seu, como criar esse sentimento de permanência?

Outro ponto que é discutido durante o desenvolvimento do enredo é quanto o corpo pode controlar a mente. Alguns dos corpos ocupados por A são de usuário de drogas ou de pessoas que sofrem de depressão, e isso influencia e muito no que A efetivamente consegue fazer naquele dia. A maneira como A descreve como o corpo toma o controle em situações como essa abre a discussão: será que basta querer parar de usar drogas para parar ou a dependência química é mais forte que isso?

Gostei muito da diversidade de tipos de vidas pelas quais A passa, e por serem todos adolescentes da mesma idade vivendo numa mesma região, também conseguimos parar para refletir como a nossa história de vida faz quem nós somos. Além disso, vários tipos de sexualidade são explorados e é interessante ver todos os tipos de amor que nos são apresentados.

O interessante da Rhiannon, personagem pela qual A se apaixona, é observar como um ponto fixo na história de A acaba trazendo questionamentos sobre a sua existência e a maneira como vive. Com esse contraponto, é possível acompanhar todo o seu questionamento e todas as suas dúvidas.

Enfim, é realmente um livro único e uma leitura envolvente. Quero ler Outro Dia e conhecer melhor a Rhiannon e tudo o que ela estava passando durante a história. E já ouvi por aí que teremos um terceiro livro na série. Meus sentimentos em relação a isso são dúbios, já que apesar de estar curiosa para saber mais sobre A, ainda assim gostei muito da maneira como esse livro acaba.

Já leram esse livro? O que acharam?

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31
03
2016

Acabei de Ler: Ligações – Rainbow Rowell

Minha primeira experiência com a Rainbow Rowell foi com o livro Fangirl, mas também já li outros títulos da autora, como Anexos, Eleanor & Park e o mais recente deles, Carry On. O livro Ligações entrou na minha TBR de Março para o projeto #MulheresParaLer e foi o primeiro da autora que eu li em livro físico, até então só tinha lido as obras dela em ebook ou audiobook. Essa é uma história dirigida ao público adulto e devo dizer que, apesar de contar com um elemento meio mágico na história, ainda assim é uma obra que traz uma discussão muito forte sobre relacionamentos e como nós nos vemos dentro deles.

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Título Original: Landline
Autor:
Rainbow Rowell
Editora: Novo Século
Páginas: 304
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Georgie finalmente está chegando cada vez mais perto de realizar um sonho muito antigo: ter sua série de TV produzida, a série que ela e o melhor amigo Seth estão escrevendo desde a época da faculdade. Porém, há um problema: o produtor quer que eles apresentem o piloto da série escrito um pouco antes do Natal, o que obriga Georgie a dizer adeus para os seus planos de viajar com a família para visitar a mãe do marido.

Ela está certa de que o marido (que é um pai que cuida da casa e das filhas dos dois) irá ficar bravo mas que cancelará a viagem. Porém, é surpreendida pela atitude dele: ele e as filhas vão na viagem planejada e deixam Georgie para trás. (mais…)

27
03
2016

Acabei de Ler: Para Todos os Garotos que Já Amei – Jenny Han

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Lara Jean guarda suas cartas de amor em uma caixa azul-petróleo que ganhou da mãe. Não são cartas que ela recebeu de alguém, mas que ela mesma escreveu. Uma para cada garoto que amou — cinco ao todo. São cartas sinceras, sem joguinhos nem fingimentos, repletas de coisas que Lara Jean não diria a ninguém, confissões de seus sentimentos mais profundos.

Até que um dia essas cartas secretas são misteriosamente enviadas aos destinatários, e de uma hora para outra a vida amorosa de Lara Jean sai do papel e se transforma em algo que ela não pode mais controlar.


Título Original: To All the Boys I’ve Loved Before
Autor:
Jenny Han
Série: To All the Boys I’ve Loved Before #1
Editora: Intrínseca
Páginas: 320
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(mais…)

23
03
2016

Acabei de Ler: Os Dois Mundos de Astrid Jones – A.S. King

astridjones“O movimento é impossível.” É o que Astrid Jones, 17 anos, aprendeu na sua aula de filosofia. E, vivendo na pequena cidade em que mora, ela começa a acreditar que isso é mesmo verdade. São sempre as mesmas pessoas, as mesmas fofocas, a mesma visão de mundo limitada, como se estivessem todos presos em uma caverna, nunca enxergando nada além.

Nesse ambiente, ela não tem com quem desabafar suas angústias, e por isso deita-se em seu jardim, olha os aviões no céu, e expõe suas dúvidas mais secretas aos passageiros, já que eles nunca irão julgá-la. Em seu conflito solitário, ela se vê dividida entre dois mundos: um em que é livre para ser quem é de verdade e dar vazão ao que vai em seu íntimo, e outro em que precisa se enquadrar desconfortavelmente em convenções sociais.

Em um retrato original de uma garota que luta para se libertar de definições ultrapassadas, este livro leva os leitores a questionarem tudo e oferece esperança para aqueles que nunca deixarão de buscar o significado do amor verdadeiro.
 


 

Título Original: Ask the Passengers
Autor:
A.S. King
Editora: Gutenberg
Páginas: 287
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19
03
2016

Acabei de Ler: Perdida – Carina Rissi

perdidaSofia vive em uma metrópole e está acostumada com a modernidade e as facilidades que ela traz. Ela é independente e tem pavor à mera menção da palavra casamento. Os únicos romances em sua vida são aqueles que os livros proporcionam.

Após comprar um celular novo, algo misterioso acontece e Sofia descobre que está perdida no século dezenove, sem ter ideia de como voltar para casa – ou se isso sequer é possível. Enquanto tenta desesperadamente encontrar um meio de retornar ao tempo presente, ela é acolhida pela família Clarke.

Com a ajuda do prestativo – e lindo – Ian Clarke, Sofia embarca numa busca frenética e acaba encontrando pistas que talvez possam ajudá-la a resolver esse mistério e voltar para sua tão amada vida moderna. O que ela não sabia era que seu coração tinha outros planos…

Autor: Carina Rissi
Série: Perdida #1
Editora: Verus
Páginas: 364
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Quando escrevi sobre O Refúgio do Marquês, lembro que comentei sobre a minha vontade de ler romances históricos nacionais que se passassem no Brasil. Após a leitura de Perdida, da autora Carina Rissi, posso dizer que esse livro é o mais próximo que já cheguei de um romance histórico brasileiro. Só não consigo classificá-lo totalmente como romance histórico por suas particularidades.

Perdida conta a história de Sofia, uma jovem moderna que, como todo mundo, é totalmente dependente de seu celular. Ela vive uma vida agitada numa metrópole (que o livro nunca chega a identificar), trabalha, vai para o barzinho com sua melhor amiga… Enfim, mais século 21 impossível. Até que derruba seu celular dentro da privada e sai desesperada à procura de um novo aparelho para chamar de seu.

Porém, o que ela não sabia é que seu novo e moderno telefone celular possuía uma função única e a manda de volta no tempo, para o século 19. Ali, acolhida pela família Clarke, que conta com Ian e sua irmã Elisa, Sofia começa a procurar uma maneira de voltar para casa.

Não é difícil entender qual rumo o livro vai tomar, mas não é tão fácil adivinhar o desfecho final. Confesso que conforme o livro ia chegando ao fim, ainda estava em dúvida sobre qual caminho a história tomaria. Também achei interessante a maneira como Carina Rissi nos apresenta seus personagens. Ela os constrói de maneira a torná-los cativantes. Além disso, acredito que eles são personagens com os quais é fácil se identificar. Fora que o fato de não existir um vilão propriamente dito ajuda bastante.

O grande problema para mim foi a insistência de Sofia em utilizar gírias modernas. Talvez tenha sido uma forma encontrada pela autora para enfatizar as diferenças entre as duas épocas, mas em alguns momentos as palavras utilizadas por Sofia pareceram bem forçadas. Afinal, para alguém que viajou duzentos anos no tempo, e mais ainda, que se diz fã de livros de Jane Austen, quão difícil seria parar de usar a palavra “valeu” e trocá-la por um simples “obrigada”? Ninguém fala tanto “valeu” ou “tipo” assim. Um deslize ou outro em seus diálogos teria sido suficiente.

Foi uma leitura gostosa e divertida. O fato de ser uma autora nacional também ajuda bastante. Pretendo continuar a ler os livros da série.

Vocês já leram Perdida? Gostaram da escrita da Carina Rissi?

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10
03
2016

[Book Club] TAG: Mulheres Na Literatura

Lá no Book Club, a postagem coletiva sugerida para o mês de Março é uma tag criada pela própria equipe do grupo, onde nós responderemos algumas perguntas sobre a nossa relação com as mulheres na literatura.tagbookclub

1. Minha autora preferida

Eu tenho várias autoras que eu amo de paixão, que acho super talentosas e que recomendo a leitura de seus livros sempre, mas a preferida mesmo sempre será a JK Rowling. A série Harry Potter me acompanhou na adolescência e por causa dela conheci pessoas que são até hoje importantíssimas na minha vida. Minha admiração só aumenta quando penso em como ela vive ajudando instituições de caridade e como faz questão de se posicionar sobre assuntos sérios.

chimamanda2. Uma autora que eu gostaria de ler

Eu tive que pesquisar para escrever o nome dela corretamente, mas se existe uma autora que eu simplesmente tenho que ler é a nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie, autora de Americanah. Conheci essa mulher maravilhosa através de seu discurso “Sejamos Todos Feministas“, no TEDx Euston, que inclusive foi adaptado e publicado no Brasil.

3. Um livro com uma protagonista feminina incrível

Tive que pensar bem para escolher aqui e acabei escolhendo os livros da série Addicted. Acho as irmãs Calloway simplesmente sensacionais (embora deva confessar que a minha preferida sempre será a Rose) e extremamente bem construídas como personagens. Elas tem falhas, elas são fortes e elas são fracas, elas acertam e elas erram, elas são apaixonadas e elas odeiam com todas as suas forças… São personagens incríveis e eu queria que mais pessoas conhecessem os livros e se apaixonassem por elas também.

4. Uma personagem feminina que me inspira

 A Mia, da série O Diário da Princesa. Acho a Mia super atrapalhada, mas muito natural e acho as convicções da personagem, ainda que apresentadas de forma bem adolescente (afinal, a Mia começa a série com 14 anos) bem inspiradoras. Como foi uma série que eu cresci lendo, posso dizer que com certeza em muitos pontos a Mia me inspirou.

fangirl5. Uma personagem com a qual me identifico muito

Quando eu li Fangirl, lembro de ter me identificado muito com a Cath, personagem principal, o que só foi reforçado pelo fato de que eu também tinha passado grande parte da minha adolescência escrevendo e lendo fanfics. Mas todos os medos pelos quais ela passa, suas inseguranças, é algo com que eu me identifico muito.

6. Uma personagem forte/ corajosa

Ginny Weasley, de Harry Potter. Poderia citar a Hermione aqui também, claro, mas sou fã demais da Ginny, que começa a história como a irmãzinha do Ron, que perde a língua quando o Harry chega perto, e aos poucos vai se revelando, enfrentando o grande Harry Potter quando ele começa a ficar chato demais, dizendo-lhe o que ele precisa ouvir. Enquanto o trio está caçando as relíquias da morte no último livro, lá está Ginny, com Neville e Luna, enfrentando os professores em Hogwarts e organizando a Armada de Dumbledore.

7. Meu livro preferido com uma protagonista feminina

São tantos… um bom exemplo são os livros de As Crônicas Lunares, da Marissa Meyer. Cada um dos quatro livros da série (e também o livro lançado para contar a história anterior a Cinder) tem como protagonista uma personagem feminina diferente, inspirada por um conto de fadas: Cinderela (Cinder), Chapeuzinho Vermelho (Scarlet), Rapunzel (Cress) e Branca de Neve (Winter). E a história se passa num futuro onde existe uma peste matando grande parte da população terrestre e os grandes inimigos dos terráqueos são os lunares, que moram na lua. Quer saber mais? Clica aqui!

alma8. Um livro com uma mulher decidida

Alexia Tarabotti, da série O Protetorado da Sombrinha. Se tem uma personagem literária decidida (para não dizer teimosa) nessa vida, é Alexia. Nesse universo steampunk, Alexia é uma sem alma e seu poder é anular o poder dos seres sobrenaturais que ela toca. Mas ela nunca faz nsda de maneira delicada e coloca a todos nos seus devidos lugares, fazendo o que quer, do seu jeito.

9. Um livro com uma mulher inteligente

Emma Woodhouse, personagem principal do romance Emma, de Jane Austen, é extremamente inteligente. Talvez até um pouco demais para o seu próprio bem. Emma é uma das minhas personagens preferidas de Jane Austen, que sempre fez questão de criar suas personagens cheias de falhas e por isso Emma é claramente mimada e arrogante, mas também tem o coração no lugar e aprende muito no decorrer da história.

damebyhercover10. Uma personagem que faz tudo por amor

Para esse item, escolhi a Lady Georgiana, personagem principal de Nunca Julgue Uma Dama por Sua Aparência. Ela é uma personagem que faz tudo por amor… à filha. Ela fugiu da sociedade para ser mãe solteira (algo impensável na época, principalmente para uma irmã de Duque) e poder criar a filha sem ter que dá-la para adoção. Depois, sentindo que a filha precisará de um título para conseguir ser ao menos aceita na sociedade, ela se dispõe a achar um Visconde que preencha o requisito e logo mexe seus pauzinhos para conseguir que o seu pretendente aceite se casar com ela. Gosto muito da personagem e da maneira prática como vê tudo, mas que sabe que sua filha é sua maior prioridade.

Quem quiser pode participar do Book Club também! Confira na fanpage do grupo como fazer parte! 😉

Venha discutir com a gente a leitura do mês, além de conhecer pessoas muito legais que também amam ler e conversar sobre livros, personagens e autores diferentes.

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09
03
2016

TBR: Os Livros Para Serem Lidos em Março

Não sou de fazer TBR (to be read – para serem lidos), ou seja, aquela listinha de livros que você pretende ler num determinado período. Não faço isso porque sinceramente não sou lá muito organizada e acabo pulando livros, incluindo outros e no fim das contas, acabo lendo o que me dá na telha e me sentindo culpada porque não completei minha TBR. tbr

Mas esse mês acabei me inspirando pelos vários projetos que incentivam a ler mais mulheres e decidi dividir com vocês alguns dos meus planos de leitura para março, com os livros escritos por mulheres que quero ler. Quem sabe assim não me animo a me manter dentro da programação?

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1. O primeiro deles, Os Dois Mundos de Astrid Jones, da A.S. King, eu acabei me interessando por ler depois de ouvir várias pessoas falando muito bem sobre a história. Parece ser o tipo de livro que toca em assuntos bem pessoais, como a descoberta e aceitação da sexualidade, de uma forma delicada. Pelo menos, é o que a maioria das resenhas que eu li fala e eu quero muito ler para poder entender melhor porque tantas pessoas gostam tanto dessa autora.

2. Persépolis é uma graphic novel , que é uma autobiografia de Marjane Satrapi, sobre a época em que, com dez anos, foi obrigada a usar o véu islâmico e a estudar numa sala só de meninas. Achei a história interessantíssima e quero muito ler. Acho que vai cair como uma luva no tema do mês das mulheres.

3. Por fim, vou incluir nessa minha TBR o livro Ligações, da Rainbow Rowell, porque parece ser uma história envolvente que vai falar de relacionamentos e das prioridades que a gente se dá na vida. Com muitos problemas no casamento e passando o Natal longe de sua família por motivos de trabalho, a personagem principal, Georgie, acaba descobrindo que consegue falar com seu marido pelo telefone… mas no passado. A história promete.

Espero que eu consiga ler esses três livros até o fim de Março. E vocês, já fizeram suas TBR ou são como eu, que quase nunca faz? Deixe seu planejamento para as leituras aí nos comentários!

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07
03
2016

#MulheresParaLer – Mulheres Escritoras e o Mundo Literário

mulheresA Iara, do canal Conto em Canto, está com um projeto maravilhoso nesse mês de março, chamado “Mulheres Para Ler”. Basicamente, o projeto tem como objetivo incentivar os leitores a lerem livros dos mais diferentes gêneros literários escritos por mulheres.

Como ela mesmo explica aí no vídeo, existe uma certa ilusão que as mulheres já são tratadas da mesma forma que os homens no mundo literário. Mas isso não é bem assim. Então, é muito comum que acreditemos que uma escritora tenha a mesma chance de ser publicada e levada a sério em sua profissão, quando a verdade é que as mulheres que escrevem acabam tendo que se contentar com certos gêneros literários que não são considerados literatura, porque a verdadeira cultura literária – hahaha – seria um privilégio masculino. *pausa para fazer cara feia aqui*

Quando eu fiz o que a Iara sugere, contar quantas autoras eu tenho na minha estante, ao contrário dela, tive um resultado que num primeiro momento parece promissor: eu tenho muitos livros escritos por mulheres na minha estante. Porém, ao analisar esse resultado, percebi que isso se deve ao fato de que o meu perfil como leitora inclui muitos livros de gêneros que não são levados a sério (algo que eu acho muito errado) como o chick-lit e livros young adult, já que a maioria deles são direcionados ao público feminino. Como são gêneros que não são considerados “literatura”, tudo bem para as mulheres escreverem.

Afinal de contas, são raríssimas as vezes que vemos um homem escrevendo chick-lit. Como se esse tipo de livro não fosse literatura. Nesse exato momento, não consigo lembrar de nenhum. E mesmo quando escrevem algo parecido (estou aqui pensando nos romances cheios de drama de Nicholas Sparks) parece que são levados mais a sério que mulheres escrevendo o mesmo gênero.

Na categoria young adult, temos uma outra situação: a maioria dos livros escritos por mulheres trazem personagens principais femininas, mas já vi alguns personagens masculinos que foram escritos por autoras. Porém, o contrário é mais difícil de encontrar: um homem que escreva uma personagem feminina principal. Para não dizer que não existem, eu me lembro da série His Dark Materials, do Phillip Pullman, que tem a Lyra como protagonista. Mas é bem menos comum. Como se escrever protagonistas femininas fosse algo inferior e o autor perdesse credibilidade ao colocar uma garota como principal em sua história. *pausa para outra cara feia*

Harry Potter - JK Rowling

Até a situação da JK Rowling é um exemplo claro disso: quando seus livros foram publicados, seu nome foi alterado para as suas iniciais, pois existia o medo de que seus livros de história de magia e aventura não vendessem tão bem se logo de cara as pessoas soubessem que se tratava de uma mulher escrevendo.

Mas como mudar isso? O que você e eu, leitores, podemos fazer para mudar a situação? A resposta é simples: leia mais mulheres. Procure por autores do sexo feminino, principalmente ao escolher livros em áreas que não tem muitos exemplos de escritoras mulheres. Assim, aos poucos, o mercado editorial talvez vá dar mais chances para que outras mulheres sejam autoras publicadas.

Existem muitas mulheres que escrevem os mais diferentes gêneros, entre romance policial, horror, ação e aventura, livros técnicos… o que elas precisam é serem lidas, para que cada vez mais possam quebrar essa barreira de que mulher só escreve chick-lit (o que, volto a frisar, não é algo ruim, já que é um gênero literário que merece a mesma importância que todos os outros e não ser considerado inferior), de que uma mulher escrevendo um gênero que não é direcionado para mulheres não deve escrever bem.

Você concorda? Discorda? E afinal, quanto da sua estante foi escrito por mulheres? Deixe sua resposta nos comentários e participe desse projeto. Vamos ler mais mulheres!

06
03
2016

Acabei de Ler: Obsidiana – Jennifer L. Armentrout

obsidianaComeçar de novo é uma porcaria.

Quando nos mudamos para West Virginia antes do último ano de curso, eu tinha me resignado ao sotaque engraçado, ter conexão de internet ruim e me cansar da vida monótona como uma ostra… Até que eu vi meu vizinho sexy, tão alto e com esses impressionantes olhos verdes. As coisas pareciam estar melhorando.

E então ele abriu a boca.

Daemon é insuportável e arrogante. Nós não nos damos bem. Nada, nada bem mesmo. Mas quando um estranho me atacou e Daemon congelou o tempo, literalmente, com um movimento de sua mão… Bem, algo aconteceu… Inesperado.

O sexy alienígena que vive do outro lado da rua.

Sim, você ouviu direito. Alien. Acontece que Daemon e sua irmã têm uma galáxia cheia de inimigos que querem roubar suas habilidades, e o toque de Daemon fez com que eu parecesse um daqueles sinais luminosos em Las Vegas. A única maneira de sair dessa viva é ficar colada a Daemon até que minha “luz” extraterrestre se apague.

Isso se eu não matar a Daemon antes, claro.

Título Original: Obsidian
Série: Lux #1
Autor: Jennifer L. Armentrout
Editora: Valentina
Páginas: 320
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Modelo2-4

Você já deve ter ouvido essa história antes. A menina que gosta de livros se muda para um lugar novo e então conhece um cara lindo, maravilhoso, gostoso, daquele tipo que não existe, e aí ela descobre que ele aparentemente não gosta dela, até o momento que ele tem que salvar a sua vida e então um grande segredo vêm à tona.

Clichê? Com certeza. Mas é a maneira como o clichê é utilizado em Obsidiana, despretensiosamente, que faz toda a diferença. Katy está se mudando para uma cidade no interior de West Virginia com sua mãe, que decidiu que uma mudança de ares seria boa para as duas. Ao chegar na casa nova, a mãe dela logo descobre que elas serão vizinhas de dois adolescentes que parecem ter a mesma idade da Katy e por isso incentiva a filha a ir até lá e conhecê-los.

O problema é que Daemon (que aparece logo de cara sem camisa) apesar de ser lindo, gostoso, etc. é muito mal educado e logo de cara já cria uma impressão muito ruim. A irmã gêmea dele, a Dee, é justamente o contrário: é super simpática e logo faz amizade com a Katy.

Conforme a história de Obsidiana se desenrola, Katy descobre o segredo dos dois irmãos: eles não são desse planeta. Algo que não é, obviamente, um spoiler, já que está na capa do livro, na sinopse… E conforme ela vai entendendo melhor o universo dos dois, ela consegue entender também todos os medos de Daemon em relação à aproximação dela com Dee e todos os perigos que ela corre. O problema é que cada vez mais Katy e Daemon devem ficar juntos, para que ele possa protegê-la.

O enredo tem vários problemas. As explicações dadas pela autora tem muitas falhas, parece não haver nada que os aliens conseguem fazer (esqueça Superman: o negócio é ter um Luxen te protegendo, ok?) e os vilões da história não parecem ter um motivo muito claro para atacar, apenas… inveja?

Existiram muitas partes do livro inacreditáveis. Mas como a escrita da autora é leve e descontraída, sem maiores dramas apesar das cenas de ação, a leitura acaba sendo envolvente e divertida. As brigas entre Katy e Daemon são rápidas, nada de dramalhão mexicano.

A Katy é uma personagem engraçada e real. Para você ter uma ideia, ela tem um blog literário e isso não é algo que some da vida dela quando ela se aproxima de Dee e Daemon. Ela não deixa de ter uma vida ou outras amizades por causa das confusões em que se mete por ter na vida essas pessoas de outro planeta. Katy também tem uma personalidade forte e nunca fica na posição de donzela indefesa, algo que me impressionou bastante, já que parece que o enredo inteiro de Obsidiana parecia estar caminhando para isso.

O Daemon é um típico protagonista de YA sobrenatural e só não é um saco de aguentar porque a Katy e a Dee acabam colocando ele nos eixos. Ele é o mais forte, o mais poderoso, o super hiper, o que tem todos os poderes e ainda olhos verdes e um peitoral de matar, sim, mas nem por isso ele escapa de ser alvo do sarcasmo da Katy. A dinâmica entre o casal flui de maneira diferente da maioria dos romances paranormais, o que é um ponto positivo e que acabou salvando o livro para mim.

Por toda a despretensão dessa história, eu me diverti bastante e com certeza vou querer ler o resto dos livros, até porque quero ver se a autora melhora em suas explicações a respeito dos aliens e suas motivações.

Já leram um livro assim? O que acharam?

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04
03
2016

Entrevista com Everton Moreira, autor de Pétreos

No post passado, vocês leram um pouco sobre o livro Pétreos, escrito pelo Everton Moreira, parceiro do blog. Agora, vocês vão ler uma pequena entrevista em que ele conta um pouco mais sobre como foi criar esse universo, suas inspirações e planos para o futuro.

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1. Quais os motivos que o levaram a ambientar a história de Pétreos naquele momento histórico?

Escolhi um ambiente medieval porque queria uma história simples sobre valores; honra, lealdade, amizade; e a temática medieval é confortável para histórias com este teor. O fato de ser professor de história e ser mais ligado a História Antiga e Medieval também contribuiu bastante.

2. Com qual personagem do seu livro você melhor se identifica? Existe algum personagem que foi mais complicado de escrever?

Acho que todos tem um pouco de mim, mas o personagem no qual me vejo está na sequência que está sendo escrita. Quase todos os personagens deste primeiro livro são baseados em pessoas que conheço e conheci, mas não é nenhum deles que me representa. Tenho um apego muito grande pela postura da Iren, baseada na minha avó materna, a verdade é que gostaria de ter a força dela, mais do que a de Sir John ( baseado em meu avô materno). Os dois personagens mais difíceis foram Virtuo e Bernard. Virtuo é inspirado em um ex-aluno e atual amigo, acredito que seja o personagem mais complexo do livro… seus valores e suas emoções… tudo isto torna ele um dos mais queridos, mas também trabalhoso. Bernard é um exceção, não é baseado em ninguém, o conceito dele nasce com a vontade de homenagear Bernard Cornwell que é meu autor contemporâneo favorito; o fato de não ter baseado ele em uma pessoa real fez com que fosse difícil eu imaginá-lo.

3. Como foi o processo de publicação do livro Pétreos? Como escritor, qual a sua visão em relação ao mercado editorial brasileiro?

Difícil. As editoras pequenas e de médio porte são as que realmente trabalham com escritores inciantes. As grandes editoras são inacessíveis. Já as editoras das quais temos respostas, as de pequeno e médio porte, precisam que você colabore financeiramente com a obra. O mercado editorial brasileiro escolhe o comercial, o produto certo da venda, não existe uma abertura real para o surgimento de novos nomes e coisas do tipo.

4. Você cogita a ideia de escrever uma continuação, já que o fim da história apresenta essa possibilidade, ou Pétreos foi concebido como um livro único?

A resposta da segunda pergunta já entrega. Há uma continuação, mas apenas uma, a história desde o inicio foi concebida para ser contada em duas gerações.

5. Pétreos foi o primeiro livro que você escreveu? Pretende se aventurar mais no mundo da literatura?

Pretendo escrever a continuação de Pétreos e tenho o desejo de ambientar uma história durante a Revolução Cubana, contaria a história de um pequeno fazendeiro durantes os eventos na ilha. Penso também sobre um livro com tons poéticos ambientado no mundo circense.


Se você tiver interesse sobre o livro Pétreos, dá uma passadinha na página do livro no Facebook. Para adicionar o livro à sua estante no Skoob, clique aqui. Para informações sobre como adquirir o livro, clique aqui.

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