02
03
2016

Acabei de Ler: Pétreos – Everton Moreira

petreos

Exemplar cedido pelo autor para resenha.

Sir John Taurio, Conde de Alandes e comandante do exército de Rehn, era o melhor amigo do Rei Beath desde a infância e juntos tornaram seu reino o mais forte de todos os conhecidos. A amizade, vista como a base de uma era de ouro, se rompe de maneira inconciliável diante de uma praga agrícola. O Conde acredita que todos devem racionar qualquer suprimento para que o povo consiga sobreviver à crise, enquanto o monarca deseja que os impostos sobre a produção subam para preservar os luxos da nobreza.
John não consegue aceitar as ordens de seu antigo amigo e lança seu condado em uma luta desesperada para se separar do reino. Os homens do condado de Alandes têm a escolha de lutar por um mundo novo que ainda não conseguem entender ou aceitar a exploração imposta pela monarquia. Com poucos aliados, Sir John decide não se render ao mundo que até então tinha defendido. Alandes, seu líder e seu povo buscam ser algo maior do que um simples território, eles precisam se tornar um sentimento de liberdade.

Autor: Everton Moreira
Editora: Garcia
Páginas: 264
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5 Estrelas

Quando o autor entrou em contato comigo para uma possível parceria, logo fiquei bem interessada no estilo de história que Pétreos conta. Além disso, acho importantíssimo sempre divulgar o trabalho de escritores nacionais, pois sinto que às vezes não é dado o valor necessário à nossa literatura. Claro, na escola somos obrigados a ler os clássicos (que também são importantes) mas a literatura contemporânea brasileira não recebe o destaque merecido. Fico feliz de poder falar do livro Pétreos aqui no blog, ajudando a divulgar o trabalho do Everton Moreira.

Pétreos é uma história medieval e seu personagem principal é Sir John, Conde, comandante do exército e amigo de infância do Rei Beath, do Reino de Rehn. Porém, quando uma praga diminui a quantidade de comida que será produzida, prevendo uma crise, Sir John propõe ao seu Rei que cortes sejam feitos, principalmente quanto ao privilégio dos nobres, garantindo assim a sobrevivência de todos. Porém, a solução dada por Beath é o aumento de impostos para os agricultores (qualquer semelhança com a história do nosso país é mera coincidência). Diante da negativa do Monarca, ele se vê na difícil posição de enfrentá-lo e com isso acaba declarando seu condado, Alandes, um reino e ele mesmo, seu relutante Rei.

Claro que essa traição não é bem vista pelo Rei Beath, que declara guerra ao povo de Alandes. O que observamos a partir daí é o início de um reino em Alandes, onde novos personagens serão apresentados e pessoas do povo, camponeses e artesãos, serão envolvidos nessa guerra e trarão cada qual seus conhecimentos para vencer o exército muito melhor treinado do Rei de Rehn.

Fiquei bastante envolvida na leitura, principalmente pela maneira como as relações familiares de Sir John e também aquelas de amizade entre os seus súditos são apresentadas. É difícil não torcer por Alandes, especialmente porque a construção do Reino, visualizada por John, é feita de forma a valorizar todos os que fazem parte dele, sem se deixar levar por títulos de nobreza. Para o Rei John, todos devem ter a mesma importância, não importando a sua nascença.

Fui pega de surpresa com algumas perdas ao longo da história, mas achei bem pertinentes também, já que estamos falando de uma guerra e seria irreal se as perdas acontecessem somente para um dos lados. Achei muito interessante como o Rei John lidera suas tropas e as estratégias que ele se utiliza para que, mesmo com menos homens, ele possa ter uma chance.  Mesmo as mulheres foram bem utilizadas e fazem sua presença ser reconhecida.

Gostei muito da leitura e definitivamente recomendo para todos que quiserem conhecer um pouco mais sobre essa história. Existe algum livro nacional que você recomenda? Deixe nos comentários para que eu possa conhecer também!

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Cris

Achei a história super interessante! Eu não li muito livro nacionais que estão surgindo agora, mas esse me chamou a atenção e vou tentar ler 🙂
Beijos! =**

Dai Castro

Eu leio pouquissimos autores nacionais o que é uma pena, essa história me interessou bastante e sim, há muita semelhança com a realidade do nosso país. Também gosto de livros de guerra e trama política, então fica mais fácil de gostar da história 😉 Beijos!
Colorindo Nuvens

Bruna

Oi Mari ^^ eu ando tendo tão pouqinho tempo pra ler =( doi até o coração… Apesar de não gostar muito de livros de guerra vou procurar pois vale a pena dar a chance pra autores nacionais, já li livros muito bons nacionais e parece que o pessoal não dá valor neles… Beijos linda!

Maeve

Esse livro parece legal! Um universo medieval que já vê a possibilidade de igualdade entre todos é bem interessante e o fato de ter mortes inesperadas deve deixar ainda mais emocionante. Eu adoro a autora brasileira Carolina Munhóz, todos os livros dela tem fadas e seres encantados <3 Se você tiver oportunidade recomendo demais a leitura do O Reino das Vozes que Não se Calam e do O Inverno das Fadas.

Beijoss

http://www.fadamoderna.com