30
05
2016

[Blogueiros Geeks] 03 Indicações de Livros Nacionais

Para fechar o mês aqui no blog, resolvi escrever sobre mais um dos temas sugeridos pelo grupo Blogueiros Geeks: 03 indicações de livros escritos por autores daqui do Brasil. Gostei bastante da ideia, já que estou sempre procurando ler mais livros nacionais e desfrutar melhor da nossa literatura. nacionais

Um dos grandes problemas é que muitas vezes acabamos relacionando literatura nacional com os grandes clássicos que lemos no colégio ou para o vestibular, que claro também são muito bons e devem ser lidos, mas os livros nacionais não se limitam somente aos escritos há muitos anos atrás. Temos ótimos títulos nacionais bem mais atuais e de qualidade, em vários gêneros.

Nesse post, vou indicar três livros que têm mais a cara do blog e foram escritos por autores brasileiros e se passam no Brasil que eu acredito que exemplifiquem bem a diversidade de novos trabalhos dos escritores brasileiros.

1. A Marca de Uma Lágrima – Pedro Bandeira.

Quando há alguns anos eu falei aqui no blog sobre livros que marcaram a minha história, A Marca de Uma Lágrima estava entre eles. Acredito que a maioria das meninas que foram adolescentes na mesma época que eu já pelo menos ouviram falar sobre esse exemplo de jovem adulto.umalagrima

Essa obra, que se passa num colégio e conta a história de Isabel, uma garota com vários problemas de auto-estima que se apaixona por seu primo Cristiano, só para ver ele se apaixonar por sua melhor amiga Rosana e ainda por cima, numa dessas armadilhas do destino, acaba tendo que escrever as cartas de amor de Cristiano para Rosana e de Rosana para Cristiano, numa bela situação estilo Cyrano de Bergerac, tem romance mas tem mistério também. Isabel acaba envolvida nas investigações do assassinato da diretora do seu colégio e passa por poucas e boas por conta disso.

Como eu leio até hoje muito livro jovem adulto, achei interessante indicar essa história, que já é mais velha, mas ainda assim é uma das histórias que mais me marcaram e é escrita de uma forma muito original, já que Pedro Bandeira chega a escrever os poemas de Isabel no livro. Vale muito a pena.

2. Até O Fim da Queda – Ivan Mizanzuk

Essa leitura foi inspirada pela resenha em vídeo que a Iara Picolo, do canal Conto em Canto, postou. Nunca tinha ouvido falar desse título mas a maneira como a Iara apresentou a história me deixou muito curiosa. O livro acompanha, através de uma transcrição de uma entrevista dada por um escritor de terror chamado Daniel Farias, a história de como o livro escrito por ele aparentemente tem sido a causa de vários suicídios por todo o país. O mais interessante é que esse livro que ele escreveu é uma história de ficção que foi baseada no resultado de uma pesquisa sobre um grupo que se suicidou coletivamente anos antes. ateofimdaqueda

Além da transcrição da entrevista, o livro ainda é intercalado por notícias de jornal acerca dos suicídios, trechos da pesquisa de Daniel Farias e estranhos diálogos entre duas pessoas que você só fica sabendo quem são no fim do livro. Aliás, isso é o mais interessante dessa história: são várias informações e parecem que não vão se encaixar, mas no fim, tudo faz sentido. Definitivamente, um livro muito diferente e que intriga de uma forma que não se consegue parar de ler.

3. Mentira Perfeita – Carina Rissimentira03

Bom, esse daqui tem até resenha aqui no blog (e o sorteio tá nos últimos dias, se você ainda não se inscreveu, agora é a hora), mas eu não poderia deixar de indicar a leitura. É chick-lit, outro gênero que eu realmente gosto muito de ler, e é Carina Rissi, uma autora que eu conheci melhor e me apaixonei por ela esse ano. Não vou me alongar muito, já que se vocês quiserem saber mais sobre a história, basta ler o post sobre ele, mas recomendo bastante para quem gosta desse tipo de leitura, já que é uma autora nacional e seus personagens são brasileiríssimos. 

Qual o livro nacional preferido de vocês? Existe algum que vocês morrem de vontade de ler? Deixe aí nos comentários, amo conhecer livros novos!

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19
03
2016

Acabei de Ler: Perdida – Carina Rissi

perdidaSofia vive em uma metrópole e está acostumada com a modernidade e as facilidades que ela traz. Ela é independente e tem pavor à mera menção da palavra casamento. Os únicos romances em sua vida são aqueles que os livros proporcionam.

Após comprar um celular novo, algo misterioso acontece e Sofia descobre que está perdida no século dezenove, sem ter ideia de como voltar para casa – ou se isso sequer é possível. Enquanto tenta desesperadamente encontrar um meio de retornar ao tempo presente, ela é acolhida pela família Clarke.

Com a ajuda do prestativo – e lindo – Ian Clarke, Sofia embarca numa busca frenética e acaba encontrando pistas que talvez possam ajudá-la a resolver esse mistério e voltar para sua tão amada vida moderna. O que ela não sabia era que seu coração tinha outros planos…

Autor: Carina Rissi
Série: Perdida #1
Editora: Verus
Páginas: 364
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Quando escrevi sobre O Refúgio do Marquês, lembro que comentei sobre a minha vontade de ler romances históricos nacionais que se passassem no Brasil. Após a leitura de Perdida, da autora Carina Rissi, posso dizer que esse livro é o mais próximo que já cheguei de um romance histórico brasileiro. Só não consigo classificá-lo totalmente como romance histórico por suas particularidades.

Perdida conta a história de Sofia, uma jovem moderna que, como todo mundo, é totalmente dependente de seu celular. Ela vive uma vida agitada numa metrópole (que o livro nunca chega a identificar), trabalha, vai para o barzinho com sua melhor amiga… Enfim, mais século 21 impossível. Até que derruba seu celular dentro da privada e sai desesperada à procura de um novo aparelho para chamar de seu.

Porém, o que ela não sabia é que seu novo e moderno telefone celular possuía uma função única e a manda de volta no tempo, para o século 19. Ali, acolhida pela família Clarke, que conta com Ian e sua irmã Elisa, Sofia começa a procurar uma maneira de voltar para casa.

Não é difícil entender qual rumo o livro vai tomar, mas não é tão fácil adivinhar o desfecho final. Confesso que conforme o livro ia chegando ao fim, ainda estava em dúvida sobre qual caminho a história tomaria. Também achei interessante a maneira como Carina Rissi nos apresenta seus personagens. Ela os constrói de maneira a torná-los cativantes. Além disso, acredito que eles são personagens com os quais é fácil se identificar. Fora que o fato de não existir um vilão propriamente dito ajuda bastante.

O grande problema para mim foi a insistência de Sofia em utilizar gírias modernas. Talvez tenha sido uma forma encontrada pela autora para enfatizar as diferenças entre as duas épocas, mas em alguns momentos as palavras utilizadas por Sofia pareceram bem forçadas. Afinal, para alguém que viajou duzentos anos no tempo, e mais ainda, que se diz fã de livros de Jane Austen, quão difícil seria parar de usar a palavra “valeu” e trocá-la por um simples “obrigada”? Ninguém fala tanto “valeu” ou “tipo” assim. Um deslize ou outro em seus diálogos teria sido suficiente.

Foi uma leitura gostosa e divertida. O fato de ser uma autora nacional também ajuda bastante. Pretendo continuar a ler os livros da série.

Vocês já leram Perdida? Gostaram da escrita da Carina Rissi?

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02
03
2016

Acabei de Ler: Pétreos – Everton Moreira

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Exemplar cedido pelo autor para resenha.

Sir John Taurio, Conde de Alandes e comandante do exército de Rehn, era o melhor amigo do Rei Beath desde a infância e juntos tornaram seu reino o mais forte de todos os conhecidos. A amizade, vista como a base de uma era de ouro, se rompe de maneira inconciliável diante de uma praga agrícola. O Conde acredita que todos devem racionar qualquer suprimento para que o povo consiga sobreviver à crise, enquanto o monarca deseja que os impostos sobre a produção subam para preservar os luxos da nobreza.
John não consegue aceitar as ordens de seu antigo amigo e lança seu condado em uma luta desesperada para se separar do reino. Os homens do condado de Alandes têm a escolha de lutar por um mundo novo que ainda não conseguem entender ou aceitar a exploração imposta pela monarquia. Com poucos aliados, Sir John decide não se render ao mundo que até então tinha defendido. Alandes, seu líder e seu povo buscam ser algo maior do que um simples território, eles precisam se tornar um sentimento de liberdade.

Autor: Everton Moreira
Editora: Garcia
Páginas: 264
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5 Estrelas

Quando o autor entrou em contato comigo para uma possível parceria, logo fiquei bem interessada no estilo de história que Pétreos conta. Além disso, acho importantíssimo sempre divulgar o trabalho de escritores nacionais, pois sinto que às vezes não é dado o valor necessário à nossa literatura. Claro, na escola somos obrigados a ler os clássicos (que também são importantes) mas a literatura contemporânea brasileira não recebe o destaque merecido. Fico feliz de poder falar do livro Pétreos aqui no blog, ajudando a divulgar o trabalho do Everton Moreira.

Pétreos é uma história medieval e seu personagem principal é Sir John, Conde, comandante do exército e amigo de infância do Rei Beath, do Reino de Rehn. Porém, quando uma praga diminui a quantidade de comida que será produzida, prevendo uma crise, Sir John propõe ao seu Rei que cortes sejam feitos, principalmente quanto ao privilégio dos nobres, garantindo assim a sobrevivência de todos. Porém, a solução dada por Beath é o aumento de impostos para os agricultores (qualquer semelhança com a história do nosso país é mera coincidência). Diante da negativa do Monarca, ele se vê na difícil posição de enfrentá-lo e com isso acaba declarando seu condado, Alandes, um reino e ele mesmo, seu relutante Rei.

Claro que essa traição não é bem vista pelo Rei Beath, que declara guerra ao povo de Alandes. O que observamos a partir daí é o início de um reino em Alandes, onde novos personagens serão apresentados e pessoas do povo, camponeses e artesãos, serão envolvidos nessa guerra e trarão cada qual seus conhecimentos para vencer o exército muito melhor treinado do Rei de Rehn.

Fiquei bastante envolvida na leitura, principalmente pela maneira como as relações familiares de Sir John e também aquelas de amizade entre os seus súditos são apresentadas. É difícil não torcer por Alandes, especialmente porque a construção do Reino, visualizada por John, é feita de forma a valorizar todos os que fazem parte dele, sem se deixar levar por títulos de nobreza. Para o Rei John, todos devem ter a mesma importância, não importando a sua nascença.

Fui pega de surpresa com algumas perdas ao longo da história, mas achei bem pertinentes também, já que estamos falando de uma guerra e seria irreal se as perdas acontecessem somente para um dos lados. Achei muito interessante como o Rei John lidera suas tropas e as estratégias que ele se utiliza para que, mesmo com menos homens, ele possa ter uma chance.  Mesmo as mulheres foram bem utilizadas e fazem sua presença ser reconhecida.

Gostei muito da leitura e definitivamente recomendo para todos que quiserem conhecer um pouco mais sobre essa história. Existe algum livro nacional que você recomenda? Deixe nos comentários para que eu possa conhecer também!

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14
03
2015

Acabei de Ler: De Repente Ana – Marina Carvalho

Eu gostei muito do primeiro livro da série, Simplesmente Ana, e até falei sobre ele por aqui.a história de uma brasileira que descobre que seu pai é o governante de um pequeno país da Europa, a Króskia, pode parecer meio familiar no começo (oi, Diário da Princesa da Meg Cabot) mas conforme você vai lendo você percebe que as semelhanças param por aí.
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30
07
2014

Acabei de Ler: Azar o Seu! – Carol Sabar

Comprei esse livro no Kindle há algum tempo e ele acabou ficando lá embaixo na minha lista enorme de livros para serem lidos. Sempre que vejo um livro de autor brasileiro fico um pouco mais curiosa, e aproveito que normalmente o ebook sai mais barato para conhecer novos autores nacionais.

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23
07
2014

Maratona Literária 3.0: Dias #2 e #3

Maratona2Já estamos no terceiro dia da Maratona Literária e cá estou eu, registrando meu progresso de leitura. Hoje de manhã acabei de ler Simplesmente Ana, da Marina Carvalho. O livro foi bem gostoso de ler, e apesar de não ser uma grande fã da maneira como os e-mails foram diagramados no corpo das páginas, com direito a moldura e tudo (acho que ocupa espaço demais na página, sem motivo, e que poderia ter sido diagramado de uma maneira que facilitasse mais a leitura), ou da maneira como as conversas de telefone eram escritas como se fosse num script, gostei da cor das páginas e do tamanho das letras.
A história em geral é muito legal, e o livro realmente vai ficando cada vez melhor. Mas o começo ainda me incomodou um pouco. Também achei que se fosse um livro que não tivesse continuação (De Repente, Ana será lançado na Bienal do Livro desse ano) teria deixado algumas dúvidas, mas nada que impeça o leitor de se satisfazer somente com esse primeiro livro.
Enfim, Ana é uma ótima personagem, não, o livro não é a versão brasileira de O Diário da Princesa e eu particularmente amei as várias menções à cultura pop, tanto brasileira como internacional. O Alex, o mocinho da história, também é cativante e um par e tanto para Ana, o que me deixou feliz ao saber que nós também teremos o ponto de vista dele no próximo livro.
Não acredito que a situação “sou uma princesa – meu pai é um rei” foi lidada de forma convincente, mas mesmo assim, dá para relevar. Recomendo a leitura para todo mundo que ama romances em que a personagem principal não é boazinha, mas também sabe reconhecer quando está errada.
E agora vou começar a ler o livro de Doctor Who, o Shada. Nunca li nenhum livro sobre o quarto Doctor, mas amo assistir os episódios da série com o Tom Baker e com a personagem Romana, que é uma das minhas companions preferidas da série clássica.mari-transp
22
07
2014

Maratona Literária 3.0 – Dia #1

Hoje eu comecei a ler Simplesmente Ana, da Marina Carvalho. Li 105 páginas, o que está dentro do meu cronograma para a maratona, então estou feliz.

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Simplesmente Ana é até agora uma leitura gostosa de ler. A personagem principal, a Ana, parece muito com uma pessoa real (ajuda que ela é brasileira, então dá para se identificar bem com ela). Só achei a idéia de que um professor da faculdade de direito podia dar suspensão para ela e a amiga dela por estarem conversando na aula um pouco colegial demais, já que a minha experiência numa faculdade foi bem diferente – o professor podia até ficar bravo e pedir pra você sair da sala, mas suspensão? ele tava lidando com adultos já.

Também devo dizer que achei que qualquer outra pessoa no lugar da Ana ficaria um pouco mais fora do prumo. Ela pareceu aceitar tudo muito bem, o pai dela também, a mãe, a vó… Gente, a menina acabou de descobrir que é uma princesa! Dá para ser normal e ter um bom chilique? Obrigada.

Gostei muito que a Marina Carvalho cita indiretamente O Diário da Princesa, da Meg Cabot. A premissa das duas histórias é parecida demais, e simplesmente ignorar ia parecer estranho. E as histórias são diferentes, o formato também, então não dá para dizer que Simplesmente Ana é uma versão brasileira de O Diário da Princesa.

Até agora, estou gostando. Quero ver se consigo manter o ritmo de leitura, assim logo logo completarei a meta que me propus. mari

E as leituras de todo mundo como estão?

20
07
2014

Maratona Literária 3.0

Tá quase no último minuto para fazer a inscrição para a Maratona Literária 3.0, mas aqui vai a minha lista para a maratona.

Basicamente, a idéia é você se colocar uma meta de leitura para ler um pouco mais do que você normalmente lê. Durante a semana da maratona (essa vai do dia 21/07 até 27/07) os blogs organizadores vão promover desafios diários, com sorteio de prêmios e tudo o mais para quem completa os desafios. Se você se interessou, vale a pena dar uma olhadinha no post de apresentação da maratona. Lá tem todas as explicações sobre como funciona e o que você tem que fazer para participar.

Maratona2

Como eu tenho um lido mais ou menos um livro físico por semana (eu leio mais em ebook, é mais fácil de carregar) minha lista de livros para ler dos físicos tá precisando de um gás. Por isso, escolhi dois livros físicos para ler durante essa semana.  (mais…)