19
04
2017

Acabei de Ler: O Rei Corvo – Maggie Stiefvater

Sim, eu sei: eu só falei sobre o primeiro livro dessa série aqui. Os Garotos Corvo tem um post aqui no blog, onde eu explico porque me apaixonei pela história. Já passamos pelo O Ladrão de Sonhos e por Azul Lírio, Lírio Azul. Chegamos agora ao desfecho da história, O Rei Corvo. Como em toda série de livros, o último tem uma baita responsabilidade. Ele deve fechar toda a história, trazer as respostas que todos os leitores estão esperando. Além disso, não pode deixar cair a qualidade da história. Quantas séries são estragadas pelo último livro? (Sim, Crepúsculo, estou olhando para você). Ainda bem que isso não acontece aqui.

Título Original: The Raven King
Série: The Raven Cycle #4
Autor: Maggie Stiefvater
Editora: Verus
Páginas: 373
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Para comprar, clique: O Rei Corvo

(mais…)

09
02
2017

Acabei de Ler: Série A Garota do Calendário – Audrey Carlan

Já citei aqui que gosto de ler um romance hot de vez em quando. É uma leitura divertida… Se não me irrita. Tem histórias bem contadas, com personagens interessantes. O problema é que quando dá para ser ruim, é muito ruim. Por isso, sempre acabo com um pé atrás na hora de ler. A Garota do Calendário eu resolvi dar uma chance, aproveitando que o primeiro livro da série, Janeiro, estava disponível no Kindle Unlimited. A série conta com doze livros, um para cada mês do ano. Mas depois de ler, posso dizer que dá para considerar como um livro só, com doze capítulos.

a garota do calendárioTítulo Original: Calendar Girl 
Autor: Audrey Carlan
Editora: Verus
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A História de A Garota do Calendário

A Garota do Calendário em questão é Mia Saunders. Ela tem uma tarefa difícil: pagar a dívida de um milhão de dólares (já ia escrever reais, hahahahaha) do seu pai, um viciado em jogo que mora em Las Vegas, com um agiota. Para piorar a situação, esse agiota é um ex-namorado dela. Quando o pai não conseguiu pagar a dívida, levou uma surra que o deixou em coma. Mia ainda teve que aguentar uma ameaça sobre ela e a irmã mais nova.

Para conseguir o dinheiro e livrar sua família, Mia resolve ser acompanhante de luxo. Ser acompanhante não é se prostituir, mas sua tia, dona da agência, deixa bem claro que se ela quiser, pode transar com o cliente. E isso acontecendo, ela ganha um extra. E é nesses termos que Mia começa a trabalhar, um mês com cada um dos clientes.

A Leitura e seus Pontos Positivos

Quando comecei a ler o primeiro livro, não sabia bem o que pensar. Afinal de contas, ela ia transar com doze homens diferentes ao longo do ano? Era essa a história? Foram essas perguntas que acabaram me deixando curiosa o suficiente para embarcar.

Primeiro: lendo os livros, você entende que não, Mia não vai transar com todos eles. Ela é porém uma mulher sexualmente resolvida, ou seja, se se sentir atraída, ela não vai se fazer de rogada. Isso é um ponto positivo, afinal é interessante ter uma personagem que sabe que a decisão é dela. E ninguém vai cobrar dela outra coisa, o que devia acontecer também na vida real.

Outro ponto: cada um dos clientes vai ensinar uma coisa diferente para Mia. Ela vai descobrir muitas coisas sobre ela mesma. Vai resolver muita coisa na cabeça dela. Os livros não são sexo, sexo, sexo. Tem muito isso? Tem, afinal um livro desse gênero tem que ter. Mas as cenas hot são parte da história, ao invés de ter uma história só para justificar as cenas de sexo. E a jornada da personagem é interessante.

O Que Eu Não Gostei Tanto Assim

Nem tudo são flores, porém. Algumas cenas dá para sentir vergonha. Definitivamente não é um livro que dê para ler em público. Mas não tem nada de tão estranho, é só muito explícito. Outra coisa que me incomodou em certos pontos: é dramático demais. Alguns acontecimentos não dá nem para acreditar. E envolve extremos, ou seja, tem gente boazinha demais, tem gente má ao extremo… Certos personagens são unidimensionais, o que pode cansar um pouco o leitor.

A série, no fim, cumpre o seu papel: uma leitura interessante para quem procura uma distração. A Mia acaba sendo uma boa contadora de histórias (que é contada em primeira pessoa) e você se interessa o bastante para querer saber o resto. Se você não ler, não vai perder muita coisa, mas se for um gênero que te atrai (como acontece comigo) se joga.

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06
05
2016

Acabei de Ler: No Mundo da Luna – Carina Rissi

A escrita de Carina Rissi mais uma vez me envolveu com a história de No Mundo da Luna. Apesar de muitos detalhes do enredo possam talvez desanimar o leitor, por ser algo que já foi usado antes em outros livros, ainda assim a autora provou que consegue criar algo empolgante e surpreendente.

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Autor:
Carina Rissi
Editora: Verus
Páginas: 476
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O livro conta a história de Luna, que, recém-formada em jornalismo, trabalha em uma revista feminina como secretária. Tudo muda quando, por um acaso do destino, faltam colunistas e seu chefe resolve colocá-la como responsável pelo horóscopo da revista. Vendo nessa incumbência a oportunidade de mostrar seu valor como jornalista, Luna tenta voltar às raízes familiares, já que sua avó é cigana. Porém, como era de se esperar, suas brilhantes ideias acabam a metendo em muitas divertidas confusões e ela acaba encontrando algo que ela nem imaginava que estava logo ali, na frente dela.luna02

Um dos pontos mais encantadores na escrita de Carina Rissi são seus personagens. O leitor é tragado para dentro da história por eles, já que eles são apaixonantes. É o caso de Luna que desde o começo da obra já parece alguém próximo de você, uma amiga mesmo. Os demais personagens e seus relacionamentos colaboram para que você se sinta cada vez mais envolvido. Um bom exemplo é o irmão de Luna, Raul, e as brigas que os dois tem. Também gostei da forma como o relacionamento dela com a família, mais especificamente com a avó, é explorado.

Não vou entrar muito na parte do romance, porque existe sim uma certa dúvida até um ponto da história sobre quem será seu par romântico, por assim dizer, mas eu gostei do desenvolvimento do relacionamento dos dois. Uma crítica que eu faço, porém, é que a maior parte dos desentendimentos que ocorrem entre o casal se dá por pura falta de comunicação, do tipo ouvir uma conversa e depois não querer por tudo às claras. Isso é um pouco cansativo, já que vários romances acabam se utilizando dessa ferramenta. Algo que poderia ser melhorado, definitivamente.luna03

Mas essa falha não é suficiente para tirar o brilho da história. Eu simplesmente não conseguia parar de ler e fui surpreendida várias vezes porque não previa as reviravoltas e, nesse gênero, é muito fácil cair na mesmice, então ponto para a Carina. Quem estiver procurando um romance gostoso de ler (e, ainda por cima, nacional) essa é uma ótima dica.

E vocês, gostam de livros desse gênero?

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19
03
2016

Acabei de Ler: Perdida – Carina Rissi

perdidaSofia vive em uma metrópole e está acostumada com a modernidade e as facilidades que ela traz. Ela é independente e tem pavor à mera menção da palavra casamento. Os únicos romances em sua vida são aqueles que os livros proporcionam.

Após comprar um celular novo, algo misterioso acontece e Sofia descobre que está perdida no século dezenove, sem ter ideia de como voltar para casa – ou se isso sequer é possível. Enquanto tenta desesperadamente encontrar um meio de retornar ao tempo presente, ela é acolhida pela família Clarke.

Com a ajuda do prestativo – e lindo – Ian Clarke, Sofia embarca numa busca frenética e acaba encontrando pistas que talvez possam ajudá-la a resolver esse mistério e voltar para sua tão amada vida moderna. O que ela não sabia era que seu coração tinha outros planos…

Autor: Carina Rissi
Série: Perdida #1
Editora: Verus
Páginas: 364
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Quando escrevi sobre O Refúgio do Marquês, lembro que comentei sobre a minha vontade de ler romances históricos nacionais que se passassem no Brasil. Após a leitura de Perdida, da autora Carina Rissi, posso dizer que esse livro é o mais próximo que já cheguei de um romance histórico brasileiro. Só não consigo classificá-lo totalmente como romance histórico por suas particularidades.

Perdida conta a história de Sofia, uma jovem moderna que, como todo mundo, é totalmente dependente de seu celular. Ela vive uma vida agitada numa metrópole (que o livro nunca chega a identificar), trabalha, vai para o barzinho com sua melhor amiga… Enfim, mais século 21 impossível. Até que derruba seu celular dentro da privada e sai desesperada à procura de um novo aparelho para chamar de seu.

Porém, o que ela não sabia é que seu novo e moderno telefone celular possuía uma função única e a manda de volta no tempo, para o século 19. Ali, acolhida pela família Clarke, que conta com Ian e sua irmã Elisa, Sofia começa a procurar uma maneira de voltar para casa.

Não é difícil entender qual rumo o livro vai tomar, mas não é tão fácil adivinhar o desfecho final. Confesso que conforme o livro ia chegando ao fim, ainda estava em dúvida sobre qual caminho a história tomaria. Também achei interessante a maneira como Carina Rissi nos apresenta seus personagens. Ela os constrói de maneira a torná-los cativantes. Além disso, acredito que eles são personagens com os quais é fácil se identificar. Fora que o fato de não existir um vilão propriamente dito ajuda bastante.

O grande problema para mim foi a insistência de Sofia em utilizar gírias modernas. Talvez tenha sido uma forma encontrada pela autora para enfatizar as diferenças entre as duas épocas, mas em alguns momentos as palavras utilizadas por Sofia pareceram bem forçadas. Afinal, para alguém que viajou duzentos anos no tempo, e mais ainda, que se diz fã de livros de Jane Austen, quão difícil seria parar de usar a palavra “valeu” e trocá-la por um simples “obrigada”? Ninguém fala tanto “valeu” ou “tipo” assim. Um deslize ou outro em seus diálogos teria sido suficiente.

Foi uma leitura gostosa e divertida. O fato de ser uma autora nacional também ajuda bastante. Pretendo continuar a ler os livros da série.

Vocês já leram Perdida? Gostaram da escrita da Carina Rissi?

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20
01
2016

Acabei de Ler: Os Garotos Corvos – Maggie Stiefvater

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Todo ano, na véspera do Dia de São Marcos, Blue Sargent vai com sua mãe clarividente até uma igreja abandonada para ver os espíritos daqueles que vão morrer em breve. Blue nunca consegue vê-los – até este ano, quando um garoto emerge da escuridão e fala diretamente com ela. Seu nome é Gansey, e ela logo descobre que ele é um estudante rico da Academia Aglionby, a escola particular da cidade. Mas Blue se impôs uma regra – ficar longe dos garotos da Aglionby. Conhecidos como garotos corvos, eles só podem significar encrenca. Gansey tem tudo – dinheiro, boa aparência, amigos leais -, mas deseja muito mais. Ele está em uma missão com outros três garotos corvos – Adam, o aluno pobre que se ressente de toda a riqueza ao seu redor; Ronan, a alma perturbada que varia da raiva ao desespero; e Noah, o observador taciturno, que percebe muitas coisas, mas fala pouco. Desde que se entende por gente, as médiuns da família dizem a Blue que, se ela beijar seu verdadeiro amor, ele morrerá. Mas ela não acredita no amor, por isso nunca pensou que isso seria um problema. Agora, conforme sua vida se torna cada vez mais ligada ao estranho mundo dos garotos corvos, ela não tem mais tanta certeza.

Título Original: The Raven Boys 
Série: The Raven Cycle #1 
Autor: Maggie Stiefvater
Editora: Verus
Páginas: 376
Avaliação: 5/5

Vocês tem algum livro na sua estante que está lá, parado, você sabe que vai gostar quando ler, mas por um motivo ou outro, simplesmente vai deixando para depois? Com a série Os Garotos Corvos eu me senti assim. Falta de boas recomendações é que não foi: todo mundo com quem eu conversei sobre a história se derramava em elogios sobre a trama e a escrita da autora. Mas eu demorei um pouco mais para decidir lê-lo.

Uma das razões, porém, eu sempre tive muito clara: eu sabia que o estilo da Maggie Stiefvater proporciona uma leitura densa, complexa. Não é o tipo de livro que você consegue ler sem prestar muita atenção. A narrativa da autora é bem descritiva e acima de tudo, sua construção de personagem e de mundo é minuciosa, o que pode assustar o leitor de primeira viagem.

Não era o meu caso quando resolvi ler esse livro, porém. Já tinha lido A Corrida do Escorpião da autora (inclusive já comentei sobre ele aqui) e por isso já estava preparada. E por isso, acredito, não só consegui ler as primeiras páginas já me ambientando com o universo que a autora criou, como logo comecei a me apaixonar pelos personagens.

E que personagens! A história acaba girando em torno de Blue Sargent, uma garota que vive com sua mãe, tias e mais algumas mulheres da família que são todas médiuns (e que apesar de serem consideradas secundárias, ainda assim são extremamente bem desenvolvidas) e sua amizade com os Garotos Corvos, um grupo de quatro amigos que estudam na Academia Aglionby, que é uma escola para os filhos de famílias ricas e que tem um corvo como símbolo.

Gansey, Ronan, Adam e Noah estão numa missão: encontrar Glendower, um rei que já está morto há muito tempo, mas cujo lenda diz que ele só espera ser despertado e que aquele que o despertar terá seu pedido concedido. Essa sempre foi a missão de Gansey, que aos poucos foi juntando seus amigos para que o ajudassem nessa tarefa.

O interessante do livro é que eu poderia passar horas explicando cada um dos personagens, porque existem muitos detalhes na história de cada um. E, mesmo com todo o desenvolvimento de cada um deles, a leitura não fica pesada e nem se perde nas suas descrições.

Toda a mitologia criada por Stiefvater encanta o leitor e mesmo que a história se prolongue em quatro livros (o segundo e o terceiro, Os Ladrões de Sonhos e Lírio Azul, Azul Lírio, já publicados no Brasil pela Editora Verus e o último, The Raven King, que será lançado em 26 de abril nos EUA), ainda assim dá para ficar muito interessado no que vai acontecer e esperar ansiosamente pelos próximos livros.

Definitivamente, cinco estrelas e favoritado, tanto no Goodreads quanto no Skoob. E vocês, já leram? O que acharam do livro?

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