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03
2021

O Timbre – Neal Shusterman

Como prometido, vim aqui conversar com vocês sobre tudo o que eu senti lendo O Timbre. Chegamos ao final da trilogia Scythe, que começou com O Ceifador. Já falei aqui também sobre A Nuvem, segundo livro dessa série. Eu achei a história sensacional, fiquei bem impressionada sobre como A Nuvem conseguiu manter um bom ritmo e por fim, O Timbre vem para conectar toda a história. Esse é um universo bastante complexo, portanto o terceiro livro tinha a missão de explicar muito. Embora tenha sido uma tarefa difícil, acredito que esse livro conseguiu fazer isso de forma satisfatória. Por conta disso, nesse post vou contar para vocês como foi ler O Timbre.

Título Original: The Toll
Autor: Neal Shusterman
Série: Scythe #3
Páginas: 560
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A História de O Timbre

Primeiro, para situar todos na história (aqui vão alguns spoilers de A Nuvem), o segundo livro acabou com a queda de Perdura. Tudo isso aconteceu por causa do plano bem sucedido do grande vilão da história, o ceifador sedento de poder Goddard. Também acabou com Rowan e Citra presos numa câmara fechada hermeticamente no fundo do oceano. Por isso, é com esse cenário que partimos para a conclusão da história.

Quem é O Timbre

Nesse último volume acontece a invenção e construção do personagem do Timbre. Ele é ninguém menos que Greyson, agora o único humano com o qual a Nimbo-Cúmulo se comunica. E ele também faz parte dos tonistas, o grupo religioso desse novo mundo. Eles se autointitulam assim por acreditar no Tom, que seria uma frequência sonora que direciona as vidas humanas. Ou seja, algo como a maioria das religiões atuais entitulam Deus.

O culto tonista logo cria o Timbre e as pessoas perdidas vão até ele para pedir orientação, já que ele se comunica com a Trovoada, ou seja, a Nimbo-Cúmulo.

Reencontrando Personagens Centrais

Enquanto isso, os ceifadores da região amazônica estão decididos a resgatar o que sobrou de Perdura, a grande cidade que foi construída pela Ceifa. Isso porque existia numa câmara daquele local os diamantes que todo ceifador deve usar. Por acaso, é a mesma câmara em que Rowan e Citra encontram-se. Mortos pelo frio mas com os corpos ainda preservados, eles podem ser revivificados.

O comandante do navio de resgate é Jeri, pessoa não-binária. Esse personagem é bem interessante, porque não é muito comum termos personagens não-binários em livros. Jeri vai ser bastante importante no desenrolar da história, também.

Ainda temos o ceifador Faraday e sua assistente Munira encontrando Nod, a terra que é o ponto cego da Nimbo-Cúmulo. O atol que eles encontram tem uma função que foi designada pelos primeiros ceifadores e guarda o plano B, para usar se tudo desse errado na Ceifa.

Tudo o Que Eu Senti Lendo O Timbre

O livro é extenso e passa das 500 páginas, logo foi o primeiro calhamaço que li em 2021. Porém, é um livro que li muito rápido. As várias histórias se desenvolvem paralelamente e são intercaladas com pequenos trechos de textos que logo se percebe, não fazem parte da linha de tempo principal.

Isso é um dos aspectos mais interessantes da narrativa de O Timbre: a mistura de linhas temporais. Isso porque enquanto temos uma linha de tempo principal, o livro também conta outras histórias. Algumas acontecem no futuro, outras no passado, porém nunca é colocado de forma explícita. E se num primeiro momento poderia parecer que isso resultaria numa narrativa confusa, na prática, os textos se encaixam. Eventualmente, o leitor vai descobrir a razão de a história ser contada naquele momento.

Cada personagem e cada história traz uma reflexão profunda e de certa forma, até incômoda. Eu senti que era uma leitura bastante ativa, ou seja, conforme ia lendo, pensava sobre os mais diferentes assuntos tocados na história. E essa reflexão ia bem além dos limites da história do livro.

E uma distopia (ou uma utopia) como a de O Timbre tem essa função. De nada vale ler livros como Jogos Vorazes, por exemplo, e não pensar na crítica que é feita para além da história. E essa trilogia escrita por Shusterman consegue isso.

Eu fiquei com a história na cabeça por algum tempo. Ainda hoje, quando penso sobre o destino de cada um dos personagens, percebo como me investi emocionalmente nessa leitura. Não posso discutir mais a fundo pois vou acabar contando spoilers e acho que esse é um livro que o leitor merece ser surpreendido.

Recomendo demais a leitura desses livros. Se quiser conversar sobre a história, pode falar comigo.

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2 Comentários
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Adriana Moreira
6 meses atrás

Oi, Mari!

Eu quero muito começar a ler essa série. Quem teve vontade de comprar foi meu filho, mas eu também estou muito curiosa para ler.

Beijão,

Drica.