Categoria "Acabei de Ler"
18
03
2012

Acabei de Ler: Will e Will: Um Nome, Um Destino – John Green, David Levithan

Em uma noite fria, em um canto imprevisível de Chicago, dois adolescentes – ambos chamados Will Grayson – estão para cruzarem seus caminhos. Quando seus mundos colidem e se misturam, os Will Graysons vêem suas vidas tomando direções novas e inesperadas, levando a reviravoltas românticas e à produção épica do musical colegial mais fabuloso da história. (Tradução livre da sinopse do livro em inglês).

Não sei se já falei por aqui, mas me apaixonei por John Green. Li “Looking for Alaska” (na edição brasileira entitulado “Quem é você, Alasca?” da Editora WMF Martins Fontes), depois li “Paper Towns” e acabei agora o livro “Will Grayson, Will Grayson”, que é metade escrito por ele e metade escrito pelo David Levithan.

“Will Grayson, Will Grayson” conta a história de dois adolescentes que dividem o mesmo nome. Na verdade, como os próprios autores contam, cada um deles começou a escrever seu Will Grayson sem ter idéia do quê o outro estava escrevendo, só sabendo que os seus personagens iriam eventualmente se encontrar.

Assim, o livro é escrito do ponto de vista de cada um dos Will Grayson, e os capítulos vão se intercalando entre os dois.  No começo, achei muito estranho, porque os capítulos escritos pelo segundo Will Grayson não continham nenhuma letra maiúscula, e todos os diálogos pareciam uma conversa em algum chat online, sabe? Mas ou menos assim:

eu: falo assim
minha mãe: responde assim

Mas depois você se acostuma, e quando você descobre que tem uma razão para o autor ter escrito assim, você até entende e dá razão para ele: a razão é que o personagem se sente muito insignificante, logo todas as letras minúsculas.

Os dois Will Graysons são bem diferentes entre si. O primeiro é mais parecido com os personagens dos outros livros que eu li do John Green, ou seja, ele é um nerd, não é popular e pensa demais. Esse personagem em especial tem uma estratégia inteessante de não se envolver com nada e manter-se de boca fechada para não se meter em confusão (ou seja, ele acaba fugindo da vida para não se machucar e não a vive direito). Já o segundo (que eu não posso dizer se é ou não parecido com os outros personagens do David Levithan, já que esse foi o primeiro livro dele que eu li) é bem mais introvertido, mais “tô nem aí”… na verdade, o personagem é clinicamente depressivo, ou seja, toma remédios para tratar do problema. A fuga desse segundo Will Grayson é diferente: ele simplesmente tenta desesperadamente não se importar com nada e com ninguém.

E claro, tem um personagem que precisa ser mencionado aqui: o Tiny Cooper. Tiny é o melhor amigo do primeiro Will Grayson, é gay assumido, se apaixona por um garoto novo a cada fim de semana e está escrevendo, dirigindo e promovendo um musical sobre ele mesmo na sua escola. Olha, depois de ler sobre esse musical, juro que queria estar lá para assisti-lo.

Quando eles se conhecem, aos poucos, a vida dos dois muda e eles acabam reavaliando como se vêem e suas ações em relação às pessoas que os cercam. É legal ver como os personagens discutem o que é o amor, o que é o medo, como os nossos receios nos impedem de viver muita coisa e como às vezes nós não damos o devido valor àqueles que nos cercam.

O livro também discute a questão da homossexualidade e de como os relacionamentos amorosos tem os mesmos problemas, sejam entre pessoas do mesmo sexo ou não.

É um livro gostoso de ler, quando você termina você tem até vontade de sair cantando e dançando. Gostei muito.

04
03
2012

Livros Infantis que Valem a Pena Ler e Reler

Existem vários tipos de livros infantis, direcionados para as mais diferentes faixas etárias e com os mais diversos objetivos educacionais e de entretenimento.

Porém, vocês com certeza já leram algum livro infantil que tem linguagem simplificada, é cheio de ilustrações que remetem ao universo das crianças e quando você lê, vê que em seu conteúdo traz alguns ensinamentos que servem muito mais para os adultos do que para as crianças, que entendem muito melhor do assunto.

Esses são os três livros que para mim se dizem infantis e que de infantis não tem nada.

1. O Pequeno Princípe – Antoine de Saint-Exupéry

Acho que esse é o livro infantil mais adulto do mundo. Com todas as lições que encerra nas suas páginas, o livro “O Pequeno Princípe” encanta as pessoas desde a sua primeira edição, e não é à toa que é o livro de língua francesa mais vendido no mundo e foi traduzido para aproximadamente 160 línguas e dialetos.

Além do seu conteúdo altamente filósofico (ainda que não use nenhuma palavra estranha ou situação complexa para isso), as ilustrações, feitas pelo próprio autor, servem para acompanhar a história e aumentar um pouco da magia do livro.

Com certeza um dos livros que valem a pena ser lidos em diferentes momentos da vida, pois sempre trará algo novo.

2. Ei! Tem Alguém Aí? – Jostein Gaarder

Talvez você tenha reconhecido o nome do autor, cujo livro mais famoso é “O Mundo de Sofia”. Esse é um de seus livros infantis, por assim dizer. Conta a história de Joakim, que na véspera em que vai ganhar um irmãozinho ou irmãzinha, fica sozinho em casa e ganha a visita de alguém muito especial: Mika. Juntos, os dois passam 24 horas conversando sobre a origem da vida, suas semelhanças e suas diferenças.

A primeira vez que li esse livro devia ter uns 13, 14 anos. Foi um livro que a minha professora de português (a mesma que me deu de presente o livro “Marta & William”) deu como uma das leituras do bimestre.

Posso dizer que é um livro lindo, com muitas passagens que você quer guardar para a vida e que te fazem parar para pensar. Gosto muito desse livro e recomendo principalmente para as crianças que vão ganhar um novo membro na família: com Joakim e Mika algumas das principais dúvidas que aparecem nesse momento. E também para os adultos que na sua vida diária acabaram perdendo um pouco dessa coisa mais simples que é a ansiedade em esperar por algo novo.

3. O Menino do Dedo Verde – Maurice Druon

Não sei se esse livro é muito conhecido. Ganhei ele de presente de aniversário quando eu fiz 10 anos, eu acho. É um livro que, seguindo o estilo dos livros desse post, tem uma leitura leve, gostosa. Não é um livro longo, e em toda frase, todo capítulo tem um pouco de poesia escondida, um teor um pouco mais filosófico.

Esse livro traz a discussão acerca de temas como convívio social, ética e cidadania. Conta a história de Tistu, um menino que é expulso do colégio por não conseguir se manter acordado durante as aulas. Para não deixar de adquirir conhecimento, seus pais, que são muito ricos, acabam desenvolvendo uma rotina de “aulas” com os empregados da casa.

É em uma dessas aulas com o jardineiro que ele descobre uma coisa impressionante: Tistu é dono de um polegar verde, onde toca nascem flores e plantas. E não importa onde, o que dá a Tistu a oportunidade de fazer brotar as mais diferentes plantas em janelas, paredes e até no teto.

As aventuras e as confusões em que Tistu se mete por causa desse seu talento trazem, cada uma, uma lição diferente. Aos poucos, ele vai mudando, com seu jeito único de ser, a vida de toda uma comunidade.

Claro, existem outros livros que, embora sejam classificados como infantis, traz muito mais lições e reflexões para os adultos. Imagino que o famoso “Alice no País das Maravilhas” seja um desses livros, mas como ainda não li, não posso dizer. É mais um que vai para a minha lista sempre crescente dos livros que ainda quero ler.

E vocês, conhecem mais algum livro infantil que todo mundo devia ler e reler?

01
03
2012

Os Livros de Fevereiro

Mesmo tendo tirado férias do trabalho, fevereiro acabou sendo um mês um pouco mais atribulado, com festas de família e aulas da pós-graduação no caminho. Portanto, li um pouco menos nesse mês, mas consegui chegar a marca de 5 livros completos.

Qual seu número? – Karyn Bosnak

Comecei o mês com esse chick-lit bem divertido da Karyn Bosnak que já virou até filme. Não assisti o filme, mas o livro é engraçado, com a personagem principal um pouco doidinha, é verdade, mas que em alguns pontos você não consegue deixar de se identificar com ela. Uma leitura bem relaxante para as férias.

Conta a história de Delilah Dressing, que após perceber que já se relacionou com 20 homens e ler uma pesquisa num jornal de que a média de homens na vida de uma mulher é 10,5, sai caçando seus ex-namorados, convencida de que um deles é o grande amor da sua vida que ela deixou passar. Para isso, conta com a ajuda do vizinho investigador/ator Collin.

Não assisti o filme, mas a idéia do livro é bem interessante e acho que deve ter dado um filme divertido também. Já está na minha lista de filmes a serem alugados na locadora.

O Diabo Veste Prada – Lauren Weisberger

Depois, aproveitando que eu estava empolgada com um chick-lit, resolvi tentar ler mais uma vez “O Diabo Veste Prada”. Eu já tinha tentado ler o bendito do livro umas três vezes, mas sempre desanimava no meio do caminho.

O livro conta a história da Andy que, recém-formada, sonha em escrever para o The New Yorker, mas que acaba conseguindo um emprego como uma das assistentes pessoais de Miranda Priestly, a editora toda poderosa da Runway, revista de moda importantíssima. O problema é que a nova chefe é super exigente, exigindo até mesmo que suas assistentes adivinhem o que ela quer. Aos poucos, Andy vai tendo sua vida inteira consumida pela chefe.

Tive que teimar um pouco, e a idéia de desistir me passou pela cabeça algumas vezes. O meu problema com esse livro é que não só a Miranda me irrita, como a própria Andrea também. Aliás, teve partes no livro que a única personagem que realmente me fez ter vontade de torcer por ela foi a Emily, a outra assistente da Miranda: pelo menos a Emily sabia o que queria e lutava por isso, ao invés da Andrea, que ficava bajulando a chefe e depois dando desculpas para a melhor amiga e o namorado.

É melhor que o filme? Sim, é. O final do livro é muito mais crível do que o fim do filme, por isso acabei gostando mais. Mas nem por isso posso dizer que foi um livro gostoso de ler para mim. Eu insisti muito para terminar a leitura e cheguei ao fim aliviada. Não foi um livro legal para mim.

Destino – Ally Condie

Resolvi então ler uma distopia. Sim, eu sei que a primeira distopia que eu li, Jogos Vorazes, não foi exatamente meu tipo de livro, mas tenho que dizer que a idéia geral de uma sociedade distópica me encanta.

Destino acompanha a história de Cassia, que tem todas as grandes decisões da vida tomada pela Sociedade: qual o melhor companheiro, onde deve trabalhar, quando deve morrer… Ela confia na Sociedade, com suas estatísticas e probabilidades para atingir ao máximo o potencial dos cidadãos. Porém, na noite do seu “Baile do Par”, quando as pessoas são designadas aos seus pares, um erro acontece e lhe são apresentados dois pretendentes… e um deles não teria o direito de ter um par.

Então, Cassia começa aos poucos a questionar tudo o que antes achava que era verdade, inclusive se a Sociedade realmente não comete erros.

Minha alma rebelde odiou a Sociedade desde o início. Não conseguia entender porque as pessoas deixavam de lado o direito de tomar suas próprias decisões. Chega a ser triste ler a descrição de como as pessoas se “divertem”, pois até isso tem seu horário e todos os “jogos” parecem serem desenvolvidos exclusivamente para atingir um objetivo específico. E gente, definir quando as pessoas devem morrer? Argh!

No geral, gostei bastante do livro. Me deixou um pouco frustrada o fato de que em alguns pontos do livro devemos apenas confiar nas suposições da personagem principal e admití-los como verdade para continuar a leitura, sem nenhuma confirmação. Mas apesar desses pontos, é interessante ver como funcionaria um mundo assim, em que todos se vestissem da mesma maneira, comessem somente o que fosse necessário para que seus corpos atingissem seu maior potencial… Valeu a leitura, e vou ler os próximos livros que virão.

Looking For Alaska – John Green

Acabei comprando o livro em inglês mesmo, não achava em português em lugar nenhum para comprar e nas livrarias online, estava sempre em falta. Achei ótimo começar a ler John Green por ele.

Looking for Alaska é, acima de tudo, um livro inteligente. Não apenas porque seus personagens são inteligentes, mas porque a leitura te leva a pensar, porque a história te envolve e você torce, vibra e fica ansioso esperando o próximo acontecimento. O texto em si é muito inteligente.

Basicamente, a história é sobre Miles, um menino que coleciona as últimas palavras de personagens importantes e famosos. Ele é meio nerd, ou seja, não tem muitos amigos, e decide ir para um colégio interno para “ir em busca do grande talvez”. Lá ele acaba fazendo amigos, que não são tão normais (mas também, quem é?) e também a Alaska do título, uma menina que ele acha linda, mas que tem alguns mistérios.

Existe um acontecimento no livro que acaba sendo um divisor de águas, por assim dizer, e divide o livro em antes e depois. Os capítulos do livros são assim, também: cento e vinte dias antes, um dia depois. Mais uma vez, esse é um livro inteligente.

Nem preciso falar que gostei dessa leitura e que me empolguei para ler os outros livros do John Green, né?

Linhas – Sophia Bennett

Linhas foi o último livro inteiro que eu li em fevereiro. Conta a história de um trio de amigas que moram em Londres: Nonnie, que é aficcionada em tudo que diz respeito à moda e às celebridades; Jenny, que foi chamada para ser fazer um filme de sucesso e Hollywood; e Edie, que faz de tudo para melhorar seu currículo, entrar em uma boa faculdade e um dia ser, quem sabe, embaixadora da ONU.

O mundo das três dá uma reviravolta quando conhecem Crow, uma menina da África que é uma estilista talentosa, apesar de ter apenas doze anos. Logo, as meninas acabam descobrindo o porquê de Crow estar em Londres e que há muitas tristezas no seu passado.

É um livro legal, sim, mas nada fora do comum. Eu gostei, mas senti falta de algo que me prendesse mais na história, um pouco mais de aprofundamento nos personagens. É uma leitura boa para quando você está bem disperso e quer algo bem leve para ler.

Bem, foram esses os livros que eu li em fevereiro. Estou na metade de Paper Towns, outro livro do John Green, e estou gostando bastante, mas tenho algumas dúvidas… vamos ver se quando acabar, essa dúvidas vão se confirmar. Mas aí fica para os livros de março mesmo.

E vocês, quais livros leram no mês do carnaval?

28
02
2012

Os Sete Pecados Capitais de Uma Leitora

No YouTube, tá rolando a tag “Seven Deadly Sins of Beauty”, ou seja, Sete Pecados Capitais da Beleza, onde as meninas respondem perguntas sobre qual produto de maquiagem se adequa mais a cada um dos pecados mencionados.

Como eu, apesar de amar maquiagem, não saberia responder aquelas perguntas, decidi dar uma adaptadinha na tag para responder quais são os “Sete Pecados Capitais de Uma Leitora”. Não é uma tag, então não vou indicar ninguém para responder, mas quem tiver um canal do YouTube ou um blog e quiser responder, sinta-se à vontade e deixe o link nos comentários para que eu leia quais são os seus sete pecados capitais de leitor.

Gula: Qual o livro você comprou por gula, ou seja, simplesmente para ter na estante? 

Eu completei esse ano (me dei de presente de aniversário, na verdade) a coleção de Harry Potter na edição inglesa, da Bloomsbury, com as capas infantis. Sempre quis ter a coleção completa no original, por assim dizer, mas até o fim do ano passado só tinha os três últimos livros em inglês.

Avareza: Existe algum livro que você comprou porque estava barato ou deixou de comprar porque estava caro demais?

Há algumas semanas comprei o livro Água Para Elefantes, da Sara Gruen, nas Lojas Americanas, simplesmente porque estava R$ 9,90 enquanto em todos os outros lugares estava R$ 29,90.

Não lembro de nenhum livro que eu tenha deixado de comprar porque estava caro demais, mas se tem algo que eu não pago de jeito nenhum quando compro pela internet é frete. A única exceção que faço é para livros que eu tenha uma certa urgência em ter em mãos.

Luxúria: O que lhe atrai visualmente na hora de comprar um livro? Qual livro você comprou/compraria somente pela capa?

Meus olhos costumam prestar mais atenção em capas mais coloridas, principalmente cor-de-rosa. O último livro que eu comprei foi Linhas, da Sophia Bennett, e tenho que admitir que um dos pontos que pesou na minha escolha foi justamente a capa, que achei linda.

Ira: Qual foi o personagem ou a história que mais te deixou com raiva? Com qual livro ou série literária você tem aquela relação de amor e ódio?

O personagem que mais me deixou com raiva depois que eu li o livro foi a Ever, da série Os Imortais, da Alyson Nöel. Nem consegui ler o resto da série (li o segundo livro bem empurrada e depois desisti) porque sinceramente ela me irritava com a sua burrice. Nunca se interessar em saber o que está acontecendo à sua volta, simplesmente ignorar quando todos os sinais apontam para algo óbvio… me desculpe, mas não consegui gostar dos livros. Sentia vontade de entrar na história para dar uns tapas bem dados na menina.

Minha relação de amor e ódio é definitivamente com a série Jogos Vorazes, que eu gostei mas não gostei. Ainda estou decidindo.

Inveja: Que obra literária você adoraria ter na sua coleção?

Acho que o livro que mais me causa “inveja” por assim dizer é quando alguém tem seu livro de Harry Potter autografado pela JK Rowling. Não é bem uma inveja de querer mal à outra pessoa só porque ela tem algo que eu queria muito, mas mesmo assim, acho que é o que mais se encaixa aqui.

Preguiça: Qual o livro que está/ficou parado na sua estante simplesmente porque você tem preguiça de ler?

Eu tenho em casa a edição em inglês de This Charming Man (que traduzido ficou “Cheio de Charme”) da Marian Keyes, e ele está parado há algum tempo na minha estante exatamente porque toda vez que tento lê-lo, me dá preguiça. Outro livro que eu enrolei até para ler foi justamente Jogos Vorazes, que acabei terminando de ler só quando já tinha os outros dois livros da trilogia (ainda bem, não sei se conseguiria controlar a ansiedade se tivesse que esperar os outros livros serem lançados).

Soberba: Qual obra literária você não lê por orgulho?

Já falei aqui dos meus preconceitos literários, então não dá para deixar de mencionar qualquer coisa que a Cassandra Clare escreva. Sei que deve ser uma leitura legalzinha, mas não consigo nem falar da bendita autora. Não sei se posso chamar isso de orgulho, mas…

Bem, são esses os meus sete pecados capitais quando estamos nos referindo a esse mundo encantado dos livros. Quais são seus?

26
02
2012

Livros que marcaram a minha história

Todo mundo tem aqueles livros que fizeram parte da sua história, até aqueles que quase não lêem. Pode ter sido um livro que a professora de português obrigou a ler na quarta série, pode ter sido um livro cuja capa deu início a uma conversa interessante…

Agora, os apaixonados por leitura como eu normalmente tem uma listinha de livros que marcaram a sua história. São aqueles livros que não tem jeito, não saem da sua estante por nada, você não doa, você não vende no sebo e nem emprestar empresta. Essa é a minha listinha (que deveria se chamar os livros que marcaram minha adolescência, mas deixa pra lá):

1. A Marca de Uma Lágrima – Pedro Bandeira

Todo mundo passa por uma época na adolescência que a paixão chega daquela forma fulminante que só mesmo os adolescentes conseguem entender. Quando chegou esse momento na minha vida, foi esse o livro que me acompanhou. O livro conta a história da Isabel, que se apaixona pelo primo Cristiano, que por sua vez é apaixonado (e correspondido nessa paixão) pela melhor amiga de Isabel, Rosana.

Cristiano e Rosana começam a trocar cartas com poemas de amor, mas nenhum dos dois tem o dom para escrever, então os dois pedem para Isabel escrever suas cartas. Logo, Isabel começa a responder as próprias cartas, que só servem para alimentar a paixão da melhor amiga e do primo e para acabar ainda mais com qualquer esperança que ela tivesse.

Para ajudar a confusão, Isabel ainda é envolvida na trama do assassinato da diretora da sua escola junto com o amigo (que daria tudo para ser mais do que amigo de Isabel) Fernando. E assim, em meio a cartas de amor e investigações sobre o crime, Pedro Bandeira vai desenvolvendo essa história que tem poesia, citações de Fernando Pessoa e muita angústia e falta de auto-estima adolescente. Marcou e muito a minha história, porque foi lida no momento certo.

2. Harry Potter (a série), JK Rowling

Desculpa, mas não dá para falar de livros que marcaram a minha história e não falar da série de livros que mais mudou ativamente a minha vida. Digo isso porque através de Harry Potter e da maravilhosa evolução da internet, fiz amigos, conheci lugares novos, ri muito e briguei muito também. A minha relação com HP é tão forte que quando a JK Rowling anunciou nesse dia 23 que vai lançar um novo livro (adult0) ainda esse ano, eu comemorei muito. E vamos ser sinceros, ela pode escrever um manual de mecânica que eu vou ler na pré-estréia.

Harry Potter é Harry Potter e todo mundo deve ler, não importa a idade. É o tipo de história que o livro é enorme, mas você nem sente, porque vai se envolvendo e se apaixonando pelos personagens cada vez mais. Eu recomendo e defendo a importância de Harry Potter na infância das pessoas. E na sua adolescência e na sua juventude e na sua vida adulta e na sua velhice. Ponto final.

3. Marta & William – Álvaro Cardoso Gomes

Esse é outro da minha adolescência. Álvaro Cardoso Gomes é um autor que não pode faltar na lista de livros de uma adolescente, na minha opinião. Quem não leu “A Hora do Amor” e riu das trapalhadas do Beto e da sua paixão também atrapalhada por Lúcia Helena perdeu uma parte muito legal da maldita adolescência.

Marta & William tá aqui por outro motivo muito especial: esse foi um presente da minha professora de português de 5a. a 8a. série. Tem recadinho dela no livro e tudo e eu guardo esse livro com o maior carinho, porque me faz lembrar que tem gente que passa pela vida da gente e faz uma diferença tamanha.

O livro é todo escrito no formato de cartas trocadas entre a Marta e o misterioso William do título. Junto com os textos, cada carta tem uma ilustração diferente, com uma pintura, uma colagem ou outro tipo de arte que os dois trocam entre si. É muito bonito, porque não é uma história contada em palavras somente, as figuras fazem parte da história também. Eu adoro e recomendo.

Esses são alguns dos livros que marcaram minha história, por motivos bem diferentes, mas que não deixam de ser mais ou menos importantes uns dos outros. Você já parou pra pensar em quais são os seus?

12
02
2012

A Minha Experiência com Jogos Vorazes – Suzanne Collins

O primeiro livro que eu li em 2012, como eu já falei por aqui, foi justamente Jogos Vorazes, o primeiro livro da trilogia que leva o mesmo nome. Porém, após ter lido os três livros, acho difícil fazer uma resenha para cada um deles, por isso vou falar do que eu achei sobre os três de uma vez só.

É difícil para mim dizer se eu gostei dos livros ou não. Meus sentimentos em relação a série são conflitantes. Tenho amigas que amaram, querem ler novamente para pegar os detalhes… e eu já posso dizer que, no momento, não consigo me ver relendo esses livros .Um filme vai ser lançado em março, o trailer já saiu, e eu não sei se vou conseguir assistir depois da minha reação quando terminei de ler.

Aliás, a sensação que tive foi “Ufa! Acabou, consegui terminar de ler”. Mas aí é que a coisa complica: esse sentimento não é porque Jogos Vorazes é uma série ruim, muito pelo contrário, foi uma das melhores que eu li nos últimos tempos em termos de personagens bem construídos, história envolvente, muita ação e antecipação. Suzanne Collins te mantém na beira da cadeira o tempo todo, esperando para ver da onde vem o próximo golpe. E talvez seja por isso que eu não caí de amores pela série. Simplesmente, não é meu estilo de livro. Fiquei angustiada depois de ler. Sério, tinha hora que eu me pegava com os olhos cheios de lágrimas por lembrar de algum personagem ou algum fato que aconteceu em um dos livros.

Esses livros eu recomendaria para quem gosta de livros de ação, de discussões sobre o poder da TV para controle das massas, sobre como algumas pessoas podem ser totalmente alienadas se recebem do governo o seu “pão e circo” (lembra das aulas de história?). Se você ler ou se já leu, tente adivinhar em que momento do futuro a história acontece.

Um bom conselho para quem vai ler (acho que já dei esse conselho por aqui, mas…): não se apegue a personagem nenhum, a autora não poupa ninguém. Também, se você for uma manteiga derretida como eu, não leia em público, ou você vai ter que explicar para outras pessoas porque está chorando.

É uma série que levanta muitas perguntas mas que não te dá muitas respostas, o que sinceramente não me agrada muito. Muitos personagens secundários você simplesmente precisa presumir o que aconteceu a eles, o que também não gosto muito. E existem algumas cenas que são desnecessárias. Mas, olhando a série como um todo, acho que vale a pena ler. Pelo menos, para mim valeu a pena. Mas, como eu disse, não sei se leria de novo.

06
02
2012

Meme Literário: Isso ou Aquilo?

Esse é um meme literário que eu vi no blog Leitora Compulsiva e resolvi responder as perguntinhas por aqui também…

Isso ou Aquilo?


1. Audiobook ou livro?

R: Livro. A minha experiência com o audiobook resume-se ao primeiro capítulo de “The Son of Neptune”, do Rick Riordan e sinceramente, teria curtido muito mais se ele tivesse disponibilizado a versão escrita no site dele.

2. Capa dura ou capa mole?

R: Não tenho preferência, já que acho que o livro capa dura, pelo menos aqui no Brasil, acaba sendo caro demais e não vale a pena.

3. Ficção ou não-ficção?

R: Ficção, não gosto muito de ler histórias reais não.

4. Harry Potter ou Crepúsculo?

R: Harry Potter sem sombra de dúvidas. Mesmo na época do Volvocast, quando fui louca por Crepúsculo e lia e relia os livros e me debruçava sobre o romance de Edward e Bella, minha resposta nunca deixou de ser Harry Potter. Afinal, foi com HP que eu descobri o que era fandom, o que era fanfiction. E foi com HP que briguei pela primeira vez defendendo um casal de personagens …

5. Ebook ou livro?

R: Apesar de gostar de e-books, ainda prefiro os livros em papel, para levar para onde eu quiser e não ter que depender de baterias ou tomadas para continuar lendo.

6. Comprar ou pegar emprestado?

R: Comprar. Amo ter os livros na minha estante.

7. Livro único ou série?

R: Queria responder livro único, mas praticamente todos os meus preferidos são séries… então, devo dizer que prefiro livros em série, desde que cada um dos livros tenha começo, meio e fim e não acabe com uma grande reviravolta no final.

8. Livraria física ou on-line?

R: On-line, porque apesar de amar pegar o livro nas mãos e já sair com ele da livraria, moro em uma cidade com uma grande livraria só, que nunca tem exatamente todos os lançamentos e aqueles que chegam aqui estão com os preços lá em cima, nem vale a pena comprar.

9. Livro longo ou curto?

R: Mais longos por favor! Eu leio rápido demais, e se o livro for muito curto tenho que me controlar para não ler tudo de uma vez só. Estou tendo que me policiar com Destino, da Ally Condie, exatamente porque é um livro curto e é o primeiro de uma série de livros que ainda não foram todos publicados.

10. Drama ou ação?

R: Depende… sou mais drama, mas também não consigo gostar muito de livros no estilo Nicholas Sparks, então não sei.

11. Prefere ler no seu canto ou tomando sol?

R: Leio em tudo que é lugar, mas devo admitir que acabo lendo mais tomando sol do que sozinha em casa.

12. Chocolate quente, café ou chá?

R: Chá. Não que eu não goste de café, mas quando estou lendo minha tendência é me perder na leitura e aí o café fica frio…

13. Prefere ler a resenha ou decidir por si?

R: Eu normalmente procuro ler a resenha antes de alguém que eu sei que tem um gosto literário parecido com o meu, mas não é exatamente necessário: se eu ler a sinopse na livraria e gostar, levo para casa.

03
02
2012

Os Livros de Janeiro

Janeiro foi um bom mês para mim em relação às leituras. Tive um pouco do recesso do fim de ano, no trabalho as coisas estavam um pouco mais calmas e não tive aulas. Conclusão: consegui ler muito.

Tá faltando na pilha o último livro do mês, Liberte Meu Coração, que tá emprestado.

Comecei lendo Jogos Vorazes. Tenho que confessar que quase morri lendo. Queria começar a chorar antes mesmo da Katniss se oferecer como tributo no lugar da irmã, Prim. Só ela contando como era a vida dela e das pessoas no Distrito 12… bem, eu sou meio manteiga derretida e quando começo a ler sobre injustiça, não consigo me segurar. Foi quando descobri que levar esse livro para a praia não é uma boa idéia.

Depois, para quebrar um pouco o ritmo (li Jogos Vorazes em menos de 12 horas, e isso porque tive que dormir nesse meio tempo, o livro é angustiante desse jeito) li A Estrela Mais Brilhante do Céu, da Marian Keyes. Adoro a autora e o humor que ela usa em seus livros, então esse foi um ótimo livro para ler na beira do mar.

Mas, antes de acabar o livro da Marian Keyes, não aguentei e, me controlando muito para não ler tudo de uma vez só, li Em Chamas. Consegui enrolar entre os dois livros mais cinco dias, que era exatamente o necessário para que eu voltasse para a minha casa, onde tinha deixado o terceiro livro da série.

Finalmente, foi a vez de A Esperança. Como achei melhor a experiência de ler outro livro junto (assim eu não fico remoendo muito o que aconteceu no livro mais sério dos dois), acabei começando também a ler Amores Infernais. Li A Esperança bem mais rápido, claro, afinal de contas queria muito saber qual que era o chute no estômago que ia ter no final dos livros (sim, ele está lá: é um choque enorme, é triste, é imprevisível… e nem por isso faz os livros deixarem de valer a pena), mas gostei muito do Amores Infernais, achei os contos de cada um dos autores bem legais.

Depois, comecei a ler Sendo Nikki, o segundo livro da série da Meg Cabot. Gostei, mas não entendi a razão de ser uma trilogia sendo que poderia muito bem ser um livro só. Sei lá, não é meu livro preferido da Meg, não me apaixonei por personagem nenhum e achei algumas situações meio bobinhas.

Aí li Anna e o Beijo Francês, que achei um livro muito fofo e muito gostosinho de ler. As descrições de Paris são ótimas e fazem a maioria das pessoas ficar morrendo de vontade de visitar a Cidade Luz. Digo a maioria porque realmente, nesse sentido, não funcionou comigo não. Mas amei o livro.

Para acabar o mês, li Liberte Meu Coração, da Mia Thermopolis com a ajuda da Meg Cabot, que é, como minha amiga Lany definiu, um livro brega, mas que é a cara da Mia. Sério, quem leu os livros Diário da Princesa consegue ver a Mia escrevendo esse livro.

Alguns comentários um pouco mais específicos para cada um desses livros vocês podem ver lá no Skoob, onde eu costumo inclusive colocar meus comentários à medida que vou lendo. Também pretendo postar algumas considerações um pouco mais profundas sobre alguns deles por aqui.

E agora, para Fevereiro, quero ler a mais nova distopia a entrar na minha coleção, Destino, da Allie Condie, e mal posso esperar para que cheguem os livros do John Green que eu pedi de fora mesmo, em inglês, porque por aqui tá meio difícil de conseguir. Também vou me forçar a ler finalmente O Diabo Veste Prada. Ele tá aqui, na minha estante, só esperando a vez dele. Acho que não consigo mais enrolar…

Quais foram os livros que vocês leram em Janeiro?

01
02
2012

Minha Vida de Leitora

Todos nós somos leitores diferentes. Alguns só lêem o estritamente necessário, aqueles livros que a escola manda e que não dá para ver o filme e fazer a prova (infelizmente, esses são a maioria); outros lêem por prazer, mas aos poucos. Existem aqueles em quem a leitura dá sono, outros que simplesmente não conseguem se concentrar no livro.

E ainda, existe aquele tipo de leitor que lê por prazer, que troca fácil, fácil a novela ou a série de tv por um livro, que simplesmente mergulha tão profundamente na história que passa horas lendo, sem cansar. E ai de você se precisar da atenção dele: vai ser respondido apenas com monossílabos. Prazer, essa sou eu.

As pessoas costumam brincar que se me mandassem fazer alguma coisa e eu demorasse demais, podiam ir atrás de mim e me encontrariam lendo até mesmo um jornal que houvesse sido jogado no meio do caminho. Eu aprendi a ler muito cedo, com quatro anos já lia fluentemente. Minha mãe conta que eu tinha tantos livros que ela resolveu contar aqueles que eu já tinha lido para doar para a biblioteca infantil aqui da minha cidade. Ela jura que tinha 700 (claro, pessoas, livrinhos infantis, com poucas páginas, uma ou duas frases por página, e muitas ilustrações).  Não me lembro e não posso afirmar os números com segurança, mas eu com certeza já lia demais.

Ajudava também que na minha infância computador em casa era uma fantasia, internet então, nem se sabia direito o que era; e TV, embora já um meio de entretenimento importante, só passava programinhas infantis de manhã: o resto do dia era reservado para programas chatos de adultos.  Um canal pago só para crianças era mais fantasioso do que computador em casa.

E também, devido a todos os meus problemas físicos, eu não conseguia acompanhar as crianças da rua em suas brincadeiras. Logo, o que me restava era os livros. Claro que eu também sempre adorei ler e tive muita facilidade para me concentrar na história: isso não dá para inventar, ou você nasce com isso ou simplesmente não tem.

Na escola, vivia trazendo um livro para casa. Minha carteirinha da biblioteca sempre tinha que ter segunda via, porque eu preenchia rapidinho os espacinhos reservados para os livros retirados. Se eu pudesse passar o horário da aula de educação física na biblioteca, ah, para mim isso era uma alegria.

Os livros que eu li me ajudaram muito: meu vocabulário era notoriamente maior do que a maioria dos meus colegas de sala, a minha redação fluía melhor e nunca tive problemas de ortografia. Isso acontece com quem lê muito: normalmente, a pessoa também escreve melhor. Por isso sempre incentivo as pessoas ao meu redor a ler mais, a leitura constante realmente faz a diferença.

Não acredito que por causa da internet os livros vão acabar. Muito pelo contrário, acho que tantos blogs sobre livros e tantos lugares onde você pode dar sua opinião e também ler a dos outros acaba incentivando as pessoas a comprarem livros que elas nem conheceriam de outra maneira.

Também acho muito melhor ter o livro, em papel. Os e-books são ótimos, mas nada substitui o cheiro de um livro novo. Fora que depois de um tempo, a tela do computador cansa. Com o livro em papel, isso também acontece, mas demora mais tempo e você pode levá-lo com muito mais facilidade para qualquer lugar, sem necessariamente depender de baterias ou tomadas para continuar lendo.

Sou o tipo de leitora que gosta de livros com finais felizes, que gosta de livros que me façam crescer como pessoa, que me façam reavaliar os meus conceitos, que me façam aprender coisas novas e que me façam pensar. Não gosto necessariamente de livros filosóficos ou depressivos sem motivo algum, e não gosto de personagens lineares demais, daqueles que não tem profundidade nenhuma, defeito ou qualidade alguma. Gosto de personagens com quem me identifico ou que pelo menos consigo entender a lógica por trás de suas atitudes. E não me venham com personagens burros: sinceramente, se a resposta para o mistério está pulando na sua frente, não se faça de tonto e finja que não entendeu.

Bom, essa sou eu e é assim que eu leio. E você, quem é como leitor?

14
01
2012

Meus Preconceitos Literários

Em geral, não sou uma pessoa que carrega muitos preconceitos. Gosto de sempre experimentar e conhecer coisas novas, já que assim posso decidir se gosto ou não. Porém, é quase impossível ser uma pessoa 100% sem preconceitos. Por mais bobos que sejam, a gente sempre tem um ou outro. Lógico, não entra aqui aqueles mais feios e que fazem mal pra todo mundo (pro preconceituoso e pro preconceituado), como o racial ou aquele que diz respeito à opção sexual da outra pessoa. Para esse tipo, não tem desculpa.

Mas, quando falamos de preferências literárias, tenho dois preconceitos em relação a dois escritores. O primeiro deles é o Paulo Coelho. Eu sei, muita gente ama, ele é um brasileiro que faz sucesso internacionalmente, várias celebridades citam seus livros como favoritos… mas eu não gosto muito da pessoa do Paulo Coelho. Óbvio, nunca o conheci pessoalmente, mas algumas de suas colocações em entrevistas acabaram por criar uma antipatia muito grande em relação à ele. Tenho a impressão de que Paulo Coelho credita o fato de ser brasileiro como um desses erros da vida. Sempre que o vejo na tv ou leio alguma reportagem sobre ele, chego a pensar que ele tem meio que vergonha do Brasil. Claro, nunca é algo explícito, mas sempre tive essa impressão muito forte. E sim, por isso não leio livros dele.

Já meu segundo preconceito literário é talvez mais forte do que Paulo Coelho, até porque o tipo de livro que essa autora escreve é um dos meus estilos preferidos e se fosse qualquer outra escritora, tenho certeza que já teria lido a série. Mas infelizmente não consigo confiar nas habilidades para escrever de alguém que não tem  habilidade como leitora. Cassandra Clare começou como uma ficwriter e sua fanfic foi uma das mais famosas no fandom de Harry Potter. Quem participou de discussões na internet sobre HP com certeza já ouviu falar de Draco Dormiens. Mas o sucesso da fanfiction subiu na cabeça da Cassandrinha, que chegou mesmo a afirmar que era uma escritora melhor que JK Rowling e que se Harry e Hermione não ficassem juntos no fim, ela iria fazer uma fogueira com todos os livros de Harry Potter.

Confesso que ainda tenho esperanças de encontrar fotos da bendita fogueira da Cassandra Clare.

Enfim, esses são meus dois grandes preconceitos literários. Não vou dizer que nunca vou ler nada desses autores, porém sei que mesmo que algum dia leia, serei bem mais crítica do que seria com qualquer outro. E sinceramente, não tenho vontade nenhuma. E olha que sou uma pessoa curiosa, viu?

Bjos

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