17
05
2017

E-book ou livro físico?

Se você acompanha o blog, já sabe que eu sou a orgulhosa proprietária de um Kindle. Esse aparelhinho da Amazon serve para que você leia e-books com maior conforto. Sua tela touch screen foi projetada para se parecer com a página de um livro, não cansando a vista do leitor. Eu tenho o meu há algum tempo e gosto muito. Porém, volta e meia vejo uma discussão sobre qual seria o melhor: e-book ou livro físico? Na maioria das vezes, a ideia é denegrir o e-book, porque não seria um “livro de verdade”. Resolvi então escrever esse post para colocar minhas ideias sobre o assunto.

E-book ou livro físico?

Os dois livros aqui já tem post no blog!

Ah, e deixando bem claro: aqui eu falo em e-book comprado de maneira legal, ou seja, nada de PDF baixado de maneira ilegal na internet.  (mais…)

29
09
2013

Procurando Por Sua Próxima Aventura

Quem lê demais tem um grande problema: como escolher o próximo livro para ler? Aqueles momentos em que você está entre livros/séries podem ser estressantes. Afinal, saber se é o momento certo para ler esse ou aquele livro às vezes é essencial, até para que você aproveite tudo o que ele tem para oferecer da maneira correta.
Ainda mais se você, como eu, tem aquele sério problema de ter uma pilha enorme e que só aumenta de livros para ler. Muitas vezes, essa pilha tem vários livros do mesmo gênero ou assunto do último livro que eu li, porém nem sempre é uma boa idéia ler vários livros seguidos sobre o mesmo assunto.
 livros2
Por exemplo, minha recente fascinação por zumbis me rendeu vários livros de vários autores diferentes sobre mundos infestados de mortos-vivos dos mais variados tipos (sim, existem muitos tipos de zumbis – um post sobre isso ainda aparecerá por aqui).
Porém, após ler três livros do Max Brooks (autor de Guerra Mundial Z) sobre zumbis, percebi que não podia ler outro em seguida. Ia querer comparar a forma como os autores explicam o fenômeno zumbi em suas histórias, e embora sempre haverá uma comparação com livros já lidos, algumas vezes essa comparação pode fazer com que você perca o que o novo autor traz de bom, exatamente por ficar fixada nas idéias do anterior.
Na verdade, eu tento dar uma variada nos gêneros dos livros que eu leio. Claro, existem momentos em que preciso ler chick-lit por exemplo, e acabo lendo sete livros água com açúcar antes de passar para frente. Depende do momento. Mas na maioria das vezes, gosto de variar.
Acho que isso acontece porque tudo o que a gente quer é se apaixonar novamente pelos personagens e pelas histórias. Quando encontramos um livro que amamos, queremos que aquela magia continue conosco para sempre, e por isso, quando chegamos a seu fim, nossa busca pela próxima grande aventura começa com um novo fervor.
Acho que uma parte de mim sempre procurará pelo meu próximo Harry Potter. Não uso essa expressão como tantos críticos literários a utilizam para rotular uma nova série de livros que eles acreditam possa fazer o mesmo sucesso que Harry Potter. Não.
Procuro meu próximo Harry Potter sabendo que nunca o encontrarei. Sei disso porque procuro por aquela sensação de se apaixonar por um mundo literário pela primeira vez, embora racionalmente saiba que a primeira vez é única. Não há como reproduzi-la.
Mesmo assim, não largo minha busca incessante. Por um lado, porque embora nunca acharei exatamente o que procuro, sei que encontrarei pelo caminho outros livros que farão valer a pena. Essa eterna busca é talvez mais importante do que o resultado. Por outro, porque o simples fato de estar procurando é uma emoção por si só. Aquele friozinho na barriga, aquela esperança, a simples alegria do talvez me motiva.
Talvez para você, leitor, não seja o próximo Harry Potter o livro que você procura. Talvez você ainda não o tenha encontrado. Quem sabe? Mas com certeza, ao acabar um livro, você reconhecerá aquela sensação. A sensação de procurar sua próxima aventura. mari-transp