30
03
2017

Planejando As Suas Leituras – Dicas

Muita gente quer e precisa ler mais, ou ainda ler mais de um livro ao mesmo tempo. Isso não é muito fácil, mas também não é impossível. Se você, seja por ter que estudar, seja por estar com a pilha de não lidos enorme, também quer isso, esse post é para você. Aqui tem algumas dicas para organizar suas leituras. Com um pouco de planejamento, é possível aproveitar melhor seu tempo lendo.

Por causa do blog e do meu vício em leitura, acabei desenvolvendo um sistema. Pode ser que ele ajude você. Pode ser que você tenha que adaptar as minhas dicas ao seu estilo. Mas de qualquer forma, é interessante para que você tenha novas ideias. Vamos incrementar suas leituras?

1. Prioridades

Quais leituras são mais importantes? É preciso que você tenha em mente suas prioridades antes de começar. No caso dos estudos, esses seriam os livros de matérias em que você não se sente tão seguro. Para essas matérias, você tem que dar mais atenção. No caso de leitura por lazer, você pode adotar diversos parâmetros. Por exemplo, os livros que estão há mais tempo para serem lidos. Ou então, aqueles livros de gêneros que exigem um pouco mais da sua atenção. Uma boa ideia é colocar tudo numa lista, inclusive dando ordem de prioridades. Assim, você visualizará melhor suas metas.

2. Metas

Falando mais especificamente em metas, ajuda muito quando você sabe quais seus objetivos. Se quiser ler mais, quantas páginas por dia/livros por semana? Quais tópicos, que matérias você pretende cobrir em qual espaço de tempo? Seja o mais específico possível, mas se mantenha dentro de um padrão. Se você se propor metas inalcançáveis, tudo o que vai conseguir é frustração consigo mesmo. Novamente, colocar tudo no papel ajuda e muito. Você pode também se utilizar do computador ou de aplicativos no celular, mas ainda acho o papel melhor. No computador ou no celular fica fácil demais se distrair. Aliás…

3. Tenha um horário e local específico para se concentrar em suas leituras

Não tem jeito: tem que estar concentrado para ler bem. Com um monte de distrações na hora de ler, é fácil passar páginas e páginas sem ter entendido nada. Por isso, planeje seus horários e tente se livrar das redes sociais e de televisão nesse momento. Algumas pessoas preferem ter algum barulho de fundo, como música, por exemplo. Se este é o seu caso, só cuide para que a música esteja num volume agradável. Não recomendo deixar a tv ou a Netflix ligada: a luz da tela atrapalha bastante a concentração.

O local também é importante. Certifique-se de que seja confortável, para que você não tenha que ficar se mexendo o tempo todo. Deve ser bem iluminado e com uma temperatura agradável. Também não pode ter gente passando o tempo todo: sempre vai ter alguém que vai querer parar para conversar. Se possível, avise às pessoas que estarão por ali que não pode ser incomodado. Quanto mais concentrado você estiver, melhor será seu tempo de leitura.

4. Um Planner de Leituras (Reading Planner) pode ajudar bastante

Se você já utiliza a ferramenta, sabe que um planner auxilia bastante na organização das atividades. Com as leituras, não seria diferente. No meu caso, montei um planner especificamente para as leituras. Isso não quer dizer que você não possa encaixá-lo no planner que você já utiliza, ou criar uma aba no seu planner argolado para isso. Pretendo entrar mais a fundo num post específico sobre meu reading planner, mas de uma maneira geral, utilizo para marcar os livros que estou lendo e todas as suas especificações (como gênero, autor, etc) e quando comecei e terminei cada um.

Eu também montei um Diário de Leituras. Nele, eu faço anotações sobre a leitura atual, como comentários e impressões sobre os trechos que estou lendo. Outra dica legal é utilizar pequenos marcadores, tipo post-it, para marcar os trechos mais importantes. Muita gente designa, por exemplo, uma cor diferente para cada personagem ou assunto da leitura. Tudo para que, após sua leitura, você consiga se lembrar com maior facilidade de tudo o que leu.

Essas são algumas dicas legais para planejar melhor suas leituras. Esse post é o primeiro de uma série sobre o assunto, então siga o blog nas redes sociais para ficar sabendo quando um novo post vai ao ar.

Deixe nos comentários como você organiza suas leituras. Você faz algum tipo de planejamento? O que funciona melhor para você?

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28
03
2017

Acabei de Ler: Um Presente da Tiffany – Melissa Hill

Uma das primeiras leituras desse ano foi Um Presente da Tiffany. Eu confesso, a capa foi a primeira coisa que me chamou a atenção. Mas logo que eu li a sinopse, fiquei interessada pela história. Pareceu um desses romances meio conto de fadas, em que o impossível acontece. Ao ler o livro, realmente essa impressão se confirmou, mas não da maneira que eu esperava.

Título Original: Something From Tiffany’s
AutorMelissa Hill
Editora: Intrínseca
Páginas: 336
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22
03
2017

Mudanças: Como Estou Usando Meu Planner

Pode ser que eu já tenha falado aqui, mas o modo como a gente usa os planners vai mudando. Essas mudanças acontecem porque a gente vai adaptando a forma de planejar conforme nossa rotina muda. Juntando a isso o fato de que eu tenho vários planners, acabo alternando entre eles de acordo com as minhas necessidades.

Até o fim do ano passado, estava usando o Meu Querido Planner da La Pomme para tudo. O problema dele é o tamanho. Não dá para levar na bolsa, apesar de ter espaço para todas as anotações. Eu acabava usando um planner argolado no tamanho personal quando precisava carregar.

Mas aí a Meg & Meg lançou no final do ano passado lançou o seu planner. Já sou apaixonada pelos produtinhos da loja, são todos muito fofos. Tem cadernos, lápis, post-its… Tudo em cores pastéis e decorado com coraçõezinhos e detalhes em dourado. O planner segue o mesmo estilo. O meu é o dálmata pink e nem preciso dizer que me apaixonei logo de cara.

O tamanho dele é ótimo, nem tão pequeno que falte espaço, nem tão grande que atrapalhe na hora de carregar. O layout dele é vertical, ou seja, os dias da semana estão em colunas. Isso para mim é ótimo, pois é o mesmo estilo do Meu Querido Planner e do Happy Planner. Essas mudanças são essenciais para se tirar o maior proveito do planner.

Quanto à frequência do planejamento, continuo fazendo uma vez por semana. Todo domingo eu sento para preencher os planos da semana seguinte. Eu dou uma atenção especial para segunda e terça-feira, tentando detalhar o máximo possível. Durante a semana, vou complementando os dias conforme as tarefas vão sendo realizadas e os imprevistos acontecem.

No meu planejamento, acho importante ter uma certa flexibilidade. Por causa do meu estilo de vida, sim, mas também porque se eu fico muito frustrada por algo que não aconteceu, o fato de ter que mudar tudo afeta bastante o meu emocional. Por mais que fosse muito mais fácil deixar para lá, eu não consigo, então meu modo de planejar vai se adaptando a isso.

Minhas listas de tarefas acabam sendo mais sobre o trabalho, mesmo. Coloco ali as metas para o dia, o que acaba sendo um controle para que eu consiga dar atenção a todas as áreas que são minha responsabilidade.

Eu uso adesivos nesse planner também, mas não é como os layouts que eu posto no Instagram (já me segue lá?). Não uso tanto para decoração, apesar de que acabo decorando também. Uso as caixinhas para dar um destaque maior para o que é mais importante para o dia.

Mudei um pouco a maneira de planejar nos outros planners. Principalmente porque eles são datados e não tenho coragem de deixar eles em branco. Estou fazendo Memory Planner, ou seja, um diário em que coloco o que aconteceu durante a semana. Estou amando o resultado, é ótimo para olhar as semanas passadas e lembrar de tudo o que aconteceu.

Atualmente, também estou tentando encontrar maneiras de fazer um Reading Planner. Logo, logo, compartilho por aqui algumas ideias legais para quem também tem vontade de ter um.

E vocês, já mudaram a maneira de planejar?

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20
03
2017

Parceria: O Que Eu (E Todo Blogueiro Literário) Gostaríamos

Todo começo de ano, várias editoras abrem processo de seleção de blogs parceiros. Na maioria das vezes, esses blogs receberão alguns livros durante o ano para que produzam conteúdo sobre eles. É uma forma da editora mostrar seu produto diretamente para o seu público-alvo. Como meu blog fala bastante sobre livros (embora não seja exclusivamente literário) eu me inscrevo para alguns deles. Seria uma maneira de trazer conteúdo novo para vocês, leitores. Mas são seleções para parceria bem concorridas e vamos aos poucos colecionando os “nãos” que levamos.

 

Nessa última semana, porém, um desses resultados me levou a pensar no que exatamente constitui essas parcerias. Todos os blogs que não foram selecionados receberam um e-mail anunciando que existiriam 3 vagas remanescentes e que quem quisesse produzir conteúdo sobre a editora e seus livros poderia preencher um formulário. Só que isso pegou bem mal, porque parece que a editora quer divulgação gratuita sem a necessidade de qualquer contrapartida.

Essa não é uma discussão nova. Afinal, o que seria uma verdadeira parceria entre blogueiro e editora? Parceria significa um acordo que traz benefícios às partes envolvidas, porém não é o que temos visto na prática. Para muitas editoras, essas “parcerias” significam o envio de alguns livros por ano para ser assunto do post. Mas o simples envio de um livro (que normalmente custa em torno de R$ 30,00) não seria suficiente para pagar o valor de um publieditorial na maioria dos blogs.

As editoras não são benfeitoras, distribuindo livros de graça. Muito pelo contrário, estão recebendo o benefício da divulgação. E na maioria das vezes, não se dão ao trabalho sequer de divulgar o trabalho dos blogs parceiros em suas redes sociais.

O trabalho do blogueiro parceiro é frequentemente desvalorizado. O que coloca mais sal na ferida é saber que os blogs maiores recebem os mesmos kits sem nenhuma obrigação. Que parceria é essa?

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06
03
2017

Assistindo The Walking Dead

Depois do último post sobre algumas dicas para se salvar de um apocalipse zumbi, resolvi falar um pouco sobre minha experiência assistindo The Walking Dead. Para quem não sabe, a série está em sua sétima temporada e é adaptada de uma HQ de mesmo nome.

Eu demorei um pouco para decidir começar. Minha fascinação por zumbis começou quando assisti Resident Evil. Eu sempre gostei da temática de um apocalipse. Por isso, filmes de zumbi sempre me chamaram a atenção. Com Guerra Mundial Z, eu gostei do filme, mas foi o livro que me fez apaixonar de vez. O motivo principal não foram as criaturas em si, mas porque o livro focava em como a humanidade reagiria a uma catástrofe dessa dimensão.

Em The Walking Dead, o foco é exatamente esse. Os zumbis são apenas catalisadores da luta pela sobrevivência. O que realmente está em jogo ali é a forma como a humanidade vai lidar com tudo isso. Até que ponto uma pessoa vai para garantir a sua própria sobrevivência?

Sobre A Série

Basicamente, a série conta a história de um grupo de sobreviventes de um apocalipse zumbi de proporções globais. As grandes cidades caíram. Não há mais governo. Serviços públicos ou qualquer tipo de organização oficial sumiram. Zumbis (ou os Walkers, como são chamados) andam por todo lado e só querem saber de comer qualquer coisa viva.

O grupo é liderado por Rick Grimes. Ele era xerife de uma cidade pequena que acorda de um coma e se depara com o mundo de cabeça para baixo. Após uma tentativa frustrada de encontrar um centro de refugiados em Atlanta, ele acaba se juntando a um grupo que está acampando nos arredores da cidade. Por pura sorte, esse é exatamente o acampamento onde sua esposa, Lori, e seu filho, Carl, estão vivendo. A partir daí, esse grupo vai tentar sobreviver nesse novo mundo, sempre lidando com a ameaça dos zumbis e também de outros grupos de sobreviventes.

Assistindo The Walking Dead Anos Depois

A minha experiência assistindo essa série está sendo diferente. Como comecei tão tarde, as primeiras temporadas quase não vi passar. É uma vantagem de quem começa depois: os episódios já estão disponíveis. E em The Walking Dead, isso significa muito. A maioria dos episódios termina deixando algo no ar que faz você querer ver o próximo imediatamente. O que é bom, pois determina um ritmo rápido para a série. Sempre há alguma coisa acontecendo. E quando as coisas parecem dar uma acalmada, é quando você fica mais atento. Afinal, é certo que algo está para acontecer. 

Eu já sabia alguns spoilers, claro. E essa é uma desvantagem. Quando uma série faz um sucesso como esse, os fãs ficam em polvorosa. E até mesmo quem ainda não assistia acaba descobrindo alguns pontos principais. Nesse caso, as mortes dos personagens não são poucas e sempre tem um impacto muito grande. Várias mortes que foram grandes surpresas quando aconteceram eu já esperava. Não sabia detalhes, mas sabia que iriam acontecer. Por isso, tentei não me apegar a alguns personagens, para ver se não sofria tanto quando tivesse que vê-los ir embora. Não funcionou.

É estranho dizer, mas apesar de ser uma série sobre zumbis, The Walking Dead é muito humana. Não há como não se apegar aos personagens. Eles podem não ser como você, mas lembram alguém que você conhece. Até mesmo os vilões acabam humanos. Eles podem ter ultrapassado limites que nunca deveriam ter sido ultrapassados, mas você entende como eles chegaram lá.

Por tudo isso, meio que me viciei na série. Ainda não cheguei na sétima temporada, mas logo chego lá. E aí vou mudar minha perspectiva. Afinal, vou conseguir evitar spoilers com mais eficácia. Mas confesso que não queria ter que esperar uma semana por um episódio novo. Ou meses por uma temporada nova. Mas quem sabe não encontro outra série para assistir em maratona?

 

22
02
2017

O Que Eu Aprendi Com o Apocalipse Zumbi dos Filmes e Livros

Essa semana finalmente aconteceu: comecei a assistir The Walking Dead. Enquanto escrevo esse post, aproveito para assistir ao nono episódio da segunda temporada. Mas zumbis sempre foram uma fonte de fascinação para mim. Já falei sobre Guerra Mundial Z por aqui e dei algumas dicas de livro sobre o tema também. Por tudo isso, já posso reunir num post alguns ensinamentos que o apocalipse zumbi me trouxe.

1. Sempre Mire na Cabeça

Acho que todo mundo que já assistiu ou leu alguma obra de zumbi sabe, mas não custa lembrar. A única maneira de se parar um zumbi é atirar na cabeça dele, ou pelo menos enfiar algo pontiagudo lá. A maioria das obras sempre atribui ao fenômeno dos mortos-vivos a um vírus ou qualquer outro fator que reativa as áreas instintivas do cérebro. Justamente aquelas que cuidam da sobrevivência. A partir daí, o corpo já morto passa a procurar satisfazer seu instinto mais básico: comer. Sem controle algum. E a única maneira de se parar é destruir o cérebro, que controla todos esses impulsos.

2. Não Faça Barulho

Por serem controlados por seus instintos, os zumbis também são atraídos pelos estímulos mais simples. O mais lógico deles é exatamente qualquer tipo de barulho. Portanto, quando num apocalipse zumbi, não faça barulho. Isso inclui diminuir o número de tiros, também. Um porrete pode ser uma forma melhor de matar um dos mortos-vivos do que uma arma de fogo.

3. Cuidado Com Os Bandos

Na hipótese de um apocalipse zumbi, o mais provável é que a maior parte da população acabe morrendo e saia andando por aí tentando comer qualquer coisa viva. Os zumbis podem não ser muito rápidos (a não ser os do filme Guerra Mundial Z), mas em bando, são extremamente perigosos.

4. Não Fique Esperando o Governo

Esse é um dos erros mais comuns quando um apocalipse acontece é esperar que as autoridades cuidem de tudo. É normal que as pessoas procurem suas organizações para que eles lhe digam o que fazer. Porém, na hipótese de uma epidemia que transforma os mortos em máquinas de destruição, as instituições militares e governamentais podem estar mais perdidas que a população. Portanto, não espere muito dos centros de refugiados. Não acredite em promessas que tudo está bem. Autoridades mentem.

5. Cuidado Com Quem Você Vai Se Tornar

Engana-se quem acha que os filmes, séries e livros que falam sobre zumbis são sobre a destruição que os mortos-vivos e como eles destroem a humanidade. Na verdade, são sobre como a humanidade reage a essa ameaça. Como a perspectiva da luta pela sobrevivência muda as pessoas. Ou talvez mostre quem elas realmente são. Por isso, quando a epidemia estiver em seu auge, cuidado com o que você faz para se manter vivo. Cuidado para que a luta pela sobrevivência não acabe com tudo o que faz de você humano.

Esse é um pequeno guia. Na hipótese de um apocalipse zumbi, espero que você se lembre desse post. Espero ter ajudado. E boa sorte.

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16
02
2017

Regras Para Ser Um Bom Fã De Qualquer Coisa

Você já viu por aí aquele bendito meme Raiz vs. Nutella. Aquele que diz que qualquer coisa raiz é muito mais bruta e real do que a mesma versão Nutella. Basicamente, algo raiz é aquele mais antigo, que sabe todos os detalhes e o algo Nutella é o modinha. O meme tem várias versões onde você pode entender o que é um leitor raiz, que só lê clássicos, em comparação com o leitor Nutella, que lê todas as séries que estão sendo lançadas. Ou o que é ser criança raiz, que brincava na rua, e criança Nutella, que fica só no video game. E temos, claro, a versão com o fã.

Sinceramente, achei o meme bem bobo. Mas algumas versões são até bem engraçadas. Conforme o meme foi virando febre, algumas versões acabaram virando uma maneira de algumas pessoas se sentirem melhor do que outras. Foi aí que surgiu a versão do fã raiz vs. o fã Nutella. E vou confessar, isso me incomodou bastante. Principalmente porque é algo que vem me deixando inquieta há algum tempo.

Ser fã quer dizer amar alguma coisa. Pode ser um filme, um livro, uma série… Mas conforme a gente vai se envolvendo com a comunidade na internet, vai percebendo que tem gente colocando requisitos. Em alguns casos, para ser fã, você precisa passar por um teste de conhecimento. Não é suficiente gostar daquilo. É necessário que você saiba tudo sobre o assunto. E ai de você se errar. Vira piada. E eu fico pensando… Por que?

Ser fã devia ter a ver com paixão. Aquele sentimento que faz você querer ler e reler o mesmo livro. Aprender mais sobre o assunto, também. Mas não ter que memorizar tudo, como algumas pessoas na internet querem fazer parecer. Não entendo a finalidade de se tirar toda a leveza de ser fã.

Por isso, se você ama alguma coisa, ame-a do jeito que você quiser. E só isso já te faz fã. Não se deixe levar por gente que diz que você tem que assistir todas as temporadas. Que tem que saber o nome de todos os atores. Se você quiser, aprenda mais sobre o assunto. Respeite tudo o que faz respeito ao filme, livro ou série que você tanto gosta. Respeite os fãs que demonstram sua paixão aprendendo todos os detalhes. Mas não acredite que essa é a única forma de ser um bom fã. Quem decide como gostar de algo é você. Não desrespeitando nenhum dos aspectos e entendendo que cada pedaço da história faz parte daquilo que você ama, a decisão é sua.

A única regra para ser um bom fã é amar aquilo do que se diz ser fã. Ponto final.

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09
02
2017

Acabei de Ler: Série A Garota do Calendário – Audrey Carlan

Já citei aqui que gosto de ler um romance hot de vez em quando. É uma leitura divertida… Se não me irrita. Tem histórias bem contadas, com personagens interessantes. O problema é que quando dá para ser ruim, é muito ruim. Por isso, sempre acabo com um pé atrás na hora de ler. A Garota do Calendário eu resolvi dar uma chance, aproveitando que o primeiro livro da série, Janeiro, estava disponível no Kindle Unlimited. A série conta com doze livros, um para cada mês do ano. Mas depois de ler, posso dizer que dá para considerar como um livro só, com doze capítulos.

a garota do calendárioTítulo Original: Calendar Girl 
Autor: Audrey Carlan
Editora: Verus
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A História de A Garota do Calendário

A Garota do Calendário em questão é Mia Saunders. Ela tem uma tarefa difícil: pagar a dívida de um milhão de dólares (já ia escrever reais, hahahahaha) do seu pai, um viciado em jogo que mora em Las Vegas, com um agiota. Para piorar a situação, esse agiota é um ex-namorado dela. Quando o pai não conseguiu pagar a dívida, levou uma surra que o deixou em coma. Mia ainda teve que aguentar uma ameaça sobre ela e a irmã mais nova.

Para conseguir o dinheiro e livrar sua família, Mia resolve ser acompanhante de luxo. Ser acompanhante não é se prostituir, mas sua tia, dona da agência, deixa bem claro que se ela quiser, pode transar com o cliente. E isso acontecendo, ela ganha um extra. E é nesses termos que Mia começa a trabalhar, um mês com cada um dos clientes.

A Leitura e seus Pontos Positivos

Quando comecei a ler o primeiro livro, não sabia bem o que pensar. Afinal de contas, ela ia transar com doze homens diferentes ao longo do ano? Era essa a história? Foram essas perguntas que acabaram me deixando curiosa o suficiente para embarcar.

Primeiro: lendo os livros, você entende que não, Mia não vai transar com todos eles. Ela é porém uma mulher sexualmente resolvida, ou seja, se se sentir atraída, ela não vai se fazer de rogada. Isso é um ponto positivo, afinal é interessante ter uma personagem que sabe que a decisão é dela. E ninguém vai cobrar dela outra coisa, o que devia acontecer também na vida real.

Outro ponto: cada um dos clientes vai ensinar uma coisa diferente para Mia. Ela vai descobrir muitas coisas sobre ela mesma. Vai resolver muita coisa na cabeça dela. Os livros não são sexo, sexo, sexo. Tem muito isso? Tem, afinal um livro desse gênero tem que ter. Mas as cenas hot são parte da história, ao invés de ter uma história só para justificar as cenas de sexo. E a jornada da personagem é interessante.

O Que Eu Não Gostei Tanto Assim

Nem tudo são flores, porém. Algumas cenas dá para sentir vergonha. Definitivamente não é um livro que dê para ler em público. Mas não tem nada de tão estranho, é só muito explícito. Outra coisa que me incomodou em certos pontos: é dramático demais. Alguns acontecimentos não dá nem para acreditar. E envolve extremos, ou seja, tem gente boazinha demais, tem gente má ao extremo… Certos personagens são unidimensionais, o que pode cansar um pouco o leitor.

A série, no fim, cumpre o seu papel: uma leitura interessante para quem procura uma distração. A Mia acaba sendo uma boa contadora de histórias (que é contada em primeira pessoa) e você se interessa o bastante para querer saber o resto. Se você não ler, não vai perder muita coisa, mas se for um gênero que te atrai (como acontece comigo) se joga.

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03
02
2017

Doctor Who e a Regeneração – Algo Que Todo Fã Deveria Ler

Doctor Who, seus fãs e mais um anúncio de regeneração. Um post que também podia ser intitulado: “Eita galera chata do c*ralho”. Peter Capaldi deixa Doctor Who no Especial de Natal de 2017

Desculpa o palavrão ali em cima. Sei que não é uma maneira pela qual costumo me expressar. Mas com a notícia de que a próxima temporada é a última de Peter Capaldi, os fãs de Doctor Who ficaram em polvorosa. Eu não estou no fandom há muito tempo. Na verdade, só vi Matt Smith sair ao vivo, os anteriores já haviam deixado a Tardis quando comecei a assistir a série. E toda vez que sai um anúncio desses, é a mesma coisa.

O Ciclo do Fã e a Regeneração em Doctor Who

Primeiro, vem o choro. E nós choramos bonito, hein? Demora para a gente se acostumar a um Doctor, e de repente ele vai embora. Vem outra pessoa e toma o lugar dele. Por isso, toda vez que um anúncio desses sai, nós choramos. Ficamos viúvas. Num primeiro momento, olhamos para o futuro e não conseguimos imaginar outra pessoa em seu lugar.

Depois, vem a fase do “mas quem vem por aí?”. Normalmente, as revistas e sites especializados começam a levantar nomes logo depois que o anúncio é feito. A maioria dos fãs demora um pouco mais, mas logo se rende à curiosidade. Afinal, quem vai ser o protagonista da série? Façam suas apostas.

Pare só um minuto para voltar ao começo e assista o Peter Capaldi sendo anunciado como o novo Doctor, em 04/08/2013. Acredite, vai fazer você se sentir um pouco melhor.

Feito? Que bom! Porque aí acontece uma coisa chata: os ataques. Afinal, se tem uma coisa que todo fã de Doctor Who é, é possessivo. Não falamos em melhor Doctor ou em melhor Tardis. Não. Converse com um fã de Doctor Who e o veja falando em MEU Doctor ou MINHA Tardis. Nem precisa ir muito longe. Clique aqui e leia sobre o MEU Doctor. E aí começam aquelas opiniões de que ninguém será capaz de substituir o MEU Doctor. Logo, toda sugestão é horrível. Voltamos ao choro.

Não Se Desespere!

Por isso resolvi escrever esse post. Amigo fã de Doctor Who, calma. Vai ficar tudo bem. Pode parecer o fim do mundo agora, mas um novo Doctor é importante para a série. Desde que a regeneração foi a solução encontrada para que a série não acabasse com a saída de William Hartnell, por problemas de saúde, Doctor Who continua por causa dela. Mais que isso, Doctor Who se renova por causa dela. E essa renovação é algo muito bom.

Por isso, quem me segue no Twitter sabe: eu odeio quando alguém que sugere que um ator que já fez o papel volte a ser o Doctor. Sim, mesmo que a sugestão seja o Tennant. Regeneração serve para impulsionar a série para frente. Voltar para trás seria uma degeneração. Vamos parar com isso?

E você pode amar o Peter Capaldi (eu também o amo). O ator fez um trabalho maravilhoso em Doctor Who. É difícil no momento imaginar alguém no lugar dele. Talvez, mesmo daqui há alguns anos, com mais algumas regenerações, você ainda não tenha superado o Capaldão. Mas não deixe que isso o impeça de admirar e até aprender a amar o ator ou a atriz que vem por aí. Doctor Who é única no sentido que se renova de tempos em tempos. Por isso, experiencie sua dor. Viva o seu luto. Mas que isso não vire uma barreira para que você aproveite o melhor da série: a novidade.

Boa décima temporada (que aliás começa em 15/04). Bom especial de Natal, que esse ano vai ser mais emocionante por contar com uma regeneração. E acima de tudo, bom novo Doctor (ou nova Doctor, quem sabe?).

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01
02
2017

La La Land: Um Filme Sobre Sonhos

É fácil ir ao cinema assistir La La Land: Cantando Estações pensando que se vai assistir a um romance. Eu não fui com expectativa nenhuma. Sinceramente, queria assistir por ser um musical (vocês sabem que eu amo) e por ter ouvido comemtários maravilhosos sobre o filme. Mas nem sabia sobre o que era. Porém, o filme que ganhou todos os Globo de Ouro a que foi indicado e igualou o recorde de indicações ao Oscar de Titanic é mais do que um simples romance. Não, esse musical fala sobre sonhos. E como as nossas escolhas podem levar a eles ou não. Ou como é importante abrir mão de algumas coisas para chegar lá.

Poster Oficial de La La Land

La La Land conta a história de um casal em Los Angeles: Mia e Sebastian. Ela, interpretada por Emma Stone, é uma aspirante a atriz. Ele, interpretado por Ryan Gosling, é um músico apaixonado por jazz. Os dois vão se conhecer e não vai ser amor à primeira vista, mas vai sim ser uma bela história de amor. Em meio a canções e números de dança, a história envolve o espectador e nos faz lembrar dos nossos sonhos. (mais…)

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