18
02
2013

Acabei de Ler: Welcome To Rosie Hopkins' Sweetshop Of Dreams – Jenny Colgan

Como já disse por aqui, conheci Jenny Colgan através da minha amiga Lany, que colocou o livro Meet me at the Cupcake Café na lista de melhores livros de 2012 dela. Fiquei bastante interessada (hello, tem receitas de cupcakes e de outros tipos de bolo em todo início de capítulo) e fui atrás de conhecer um pouco mais sobre a autora.

rosie

Depois de ler Meet me at the Cupcake Café e, ainda apaixonada pela história, engatar na sequência, Christmas at the Cupcake Café, joguei o nome da autora no Google para saber quais outros livros ela tinha escrito. Qual não foi minha surpresa ao ver que, em seus interesses, Jenny Colgan listava… Doctor Who?

Devo admitir que isso me fez gostar ainda mais dela (eu já tinha ficado toda derretida pelas menções de Doctor Who que ela fez nos dois livros). Mas o melhor ainda estava por vir: descobri que, mais do que ser uma fã de Doctor Who, Jenny Colgan já até publicou um livro da série (em tempo: a BBC Books publica contos e histórias de Doctor Who dos mais variados autores) chamado Dark Horizons, uma aventura com o décimo-primeiro Doctor, interpretado pelo Matt Smith. Eu ainda sou meio iniciante nas minhas leituras whovians, mas já adicionei Dark Horizons na minha lista.

Ok, voltando ao livro em questão (juro que não queria fazer deste um post sobre Doctor Who, mas quando a gente gosta tanto de uma coisa, isso acontece). Bem, Welcome To Rosie Hopkins’ Sweetshop Of Dreams, como o próprio título já dá a entender, é um livro extremamente doce.  Conta a história da Rosie, que acaba concordando em mudar temporariamente para uma cidade do interior da Grã-Bretanha, deixando sua amada Londres e o namorado para trás, para ajudar a acertar a casa, a loja de doces e a vida de uma tia-avó, Lillian, que já não consegue mais morar sozinha.

O livro acompanha Rosie enquanto ela conhece as pessoas que moram no vilarejo, tem que acostumar com aquela velha história de todo mundo saber da vida de todo mundo e ainda tem que aguentar as fofocas sobre a sua pessoa. A breve temporada de Rosie acaba sendo um pouco mais extensa do que ela previa, e a tia-avó reclamona e que não precisa da ajuda de ninguém vai aos poucos se abrindo e se apegando à nova companheira.

O que eu mais gostei nesse livro foi que aos poucos a história de Lillian também vai sendo contada, bem como vai sendo traçado um paralelo com o momento que a Rosie está vivendo. Algumas coisas precisam ser reconsideradas e algumas decisões tomadas, e vivendo com a tia-avó, Rosie acaba abrindo os olhos e enxergando sua vida de um outro ponto de vista.

Outro ponto muito legal é que no começo de cada capítulo você tem um trecho de um livro que a Lillian escreveu sobre doces e a maneira apropriada de se apreciar cada um deles. Dá para rir bastante com algumas das colocações que ela faz.

foto3No fim das contas, Welcome To Rosie Hopkins’ Sweetshop Of Dreams foi um livro que me fez pensar sobre como algumas atitudes que a gente toma podem acabar mudando toda a nossa vida. Gostei muito, mas ainda assim prefiro o Meet me at the Cupcake Café. Ah, e não me lembro de ter achado nenhuma referência de Doctor Who nesse livro… 🙁

16
02
2013

Acabei de Ler: Meet Me at the Cupcake Café – Jenny Colgan

Que eu amo chick-lit, já deu para perceber. Mas é sempre um prazer muito grande encontrar novas autoras do gênero que façam a gente se apaixonar por seus livros e suas histórias. Resolvi ler o livro por indicação da Lany, minha sis, que o recomendou lá na sua lista de melhores livros de 2012 no blog Por Essas Páginas.
 cupcakecafe
Gostei bastante. O livro conta a história da Issy, neta do Joe, que nos seus tempos de glória foi um daqueles padeiros de mão cheia, que ama o que faz e sempre tem uma boa história para contar e uma boa receita para fazer. Do avô Issy herdou essa alegria em fazer bolos e cupcakes, mas apesar disso ela trabalhava em um escritório de incorporações de imóveis.
Na vida amorosa, Issy também não está tão bem quanto poderia estar: tem um relacionamento com o chefe, que faz de tudo para esconder a relação dos dois.
A vida de Issy começa a mudar com um baque: a empresa em que trabalha resolve fazer cortes no pessoal e uma das primeiras a perder o emprego é justamente ela. Após passar por um período bem parado, Issy resolve arriscar numa empreitada nova e montar o Cupcake Café do título do livro. E que empreitada… Issy vai tendo que lidar com clientes mal educados, com amigas/funcionárias que quase se pegam de tão diferentes que são(e você, lendo, não sabe se ri ou se chora), com o relacionamento com o chefe, que de repente acaba, de repente volta e claro, com o bendito do banco, que pode ou não tornar seu sonho realidade.
O mais interessante é que a Issy nunca tinha tentado nada tão arriscado. Sempre tinha tomado as decisões mais seguras, aquelas que não tinham como dar errado. Mas com a reviravolta que acontece na sua vida, ela decide arriscar. Algumas mudanças são boas, outras simplesmente necessárias, algumas ela tem que voltar atrás.
Algumas coisas devem ser ditas a respeito do livro: ele traz um monte de receitas de cupcake, o que te faz ficar morrendo de vontade de comer (hummmm). Então, leia preparada. É um livro bem fofo (não há como não descrever esse livro como fofo) e que te faz ter vontade de jogar tudo pro alto e tentar seguir seus sonhos. E as crianças do livro são engraçadíssimas.christmascupcake
Um livro que é uma delícia de ler. Recomendo também a sequência, Christmas at the Cupcake Café. Ah, como eu queria ter coragem para me arriscar na cozinha com alguns dos cupcakes… foto3
31
08
2012

Sobre o Desânimo de Ler

Eu amo ler. Se você der uma passeada aqui pelo blog, você percebe como isso é verdade. Mas de uns tempos pra cá, parei um pouco com todo aquele entusiasmo. Nem fiz mais post de livros do mês. Por quê?

Quero deixar bem claro que não parei pura e simplesmente de ler: li The Golden Lily, o segundo livro da série  Bloodlines, da Richelle Mead, e gostei muito. Acho que a autora criou personagens bem interessantes dentro dessa mitologia de vampiros e alquimistas e tudo o mais. Enfim, não vou me aprofundar muito.

Voltando às minhas explicações a respeito de todo o desânimo. Primeiro, a vida me pegou de jeito: passei uma boa parte dos últimos meses escrevendo meu artigo da pós-graduação. Claro, li muito para isso, mas nenhum livro de literatura mesmo, desses que mostram como a leitura é um prazer, não uma obrigação.

Depois, com o artigo da pós entregue, até consegui ler um livro: o This Lullaby, da Sarah Dessen. O livro é bem gostosinho de ler e consegue ser um romance adolescente que escapa de alguns clichés e que não tem um final felizes para sempre, como num conto de fadas, mas um final mais pé no chão.

Aí, como eu sou dessas que diz que a gente nunca pode basear as próprias opiniões no que a gente ouve falar, encarei o desafio e li 50 Shades of Grey (50 Tons de Cinza, na edição brasileira) da E.L. James. Para não ficar aqui descascando o verbo em cima do livro, tudo o que vou dizer é que a única razão que eu consigo visualizar para que esse livro tenha feito o sucesso que fez é que se trata de um assunto tabu (mas que as pessoas tem muita curiosidade) de uma forma bem romantizada, o que faz quem lê se sentir mais confortável. Mas em termos de escrita, de vocabulário e de desenvolvimento de personagens? É, o livro deixa muito a desejar. Muito.

Comecei então a ler O Guia do Mochileiro das Galáxias, do Douglas Adams. Eu amo esse tipo de leitura, mas acho que o 50 Shades me quebrou um pouco e qualquer entusiasmo que eu possa ter foi pelo ralo. Eu ainda estou tentando reencontrá-lo (é Douglas Adams!!!) mas por enquanto…

Uma notícia feliz para mim é que amanhã, finalmente, começa a sétima temporada de Doctor Who! Estou esperando ansiosamente que essa temporada seja melhor que a anterior (que foi, sinceramente, a pior desde que a série voltou em 2005), até porque o nome do segundo episódio é “Dinosaurs on a Spaceship” e isso é basicamente a minha infância descrita em um episódio! Muitas esperanças mesmo!

02
06
2012

Os Livros de Maio

E mais um mês se passou, e aqui estou eu para falar sobre os livros que eu li nesse mês de Maio. Primeiro, devo admitir que só segui o Projeto 50 Páginas ou Mais até o meio do mês: depois, minha vida começou a correr, meu trabalho mudou de lugar e eu tive que me adaptar a toda uma nova rotina (e eu sou uma aquariana muito ligada à rotina, o que me atrapalhou um pouco)…

Enfim, em Maio eu mantive a média e li quatro livros, o que pra mim não é o ideal, mas é o que tem pra hoje. O primeiro deles foi “Dash and Lily’s Book of Dares” que eu amei, como vocês podem ler na resenha que eu escrevi aqui no blog, do David Levithan e da Rachel Cohn.

O livro é leve, gostoso de ler e não tem como não se apaixonar pelos personagens: o Dash e a Lily são tão diferentes e ao mesmo tempo tão parecidos… enfim, esse é um livro que eu recomendo mesmo.

Já que eu tinha acabado de ler Dash and Lily’s, acabei decidindo continuar com os mesmos autores e ler “Nick and Norah’s Infinite Playlist”. Como eu também já falei por aqui, não me entusiasmou tanto quanto o primeiro. Talvez eu tivesse gostado mais se reconhecesse mais as músicas citadas durante o livro, mas outras coisas também me incomodaram: achei que faltou um pouco de desenvolvimento dos personagens, um pouco mais da história de cada um. O livro se passa todo em uma noite, o que talvez explique o porquê de tudo ser meio apressado, mas mesmo assim… não foi um dos meus preferidos.

Aí eu finalmente tirei da minha estante o aclamado “The Fault in Our Stars” (doravante abreviado carinhosamente de TFioS), do John Green. Já disse em algum lugar que tenho uma quedinha pelo John Green né? O Looking for Alaska (também dele) e o Will Grayson, Will Grayson, que ele escreveu com o David Levithan, são dois livros muito, mas muito bons mesmo. Também li Paper Towns, mas apesar de ter gostado, não me empolgou tanto quanto os outros.

Bem, tudo isso para falar que The Fault in Our Stars é provavelmente meu livro preferido do John Green. Eu ainda quero escrever um post só para ele (sério, já comecei algumas vezes, mas é muito difícil falar sobre esse livro), mas deixo nesse post que é um livro que consegue falar sobre algo sério sem fazer da situação um conto de fadas, mas também não transformando a história em uma tragédia sem fim.

Para fechar o mês, li “The Perks of Being a Wallflower” do Stephen Chbosky. Esse é um livro todo escrito em forma de cartas de Charlie, um adolescente que está começando o high school, que é considerado estranho pelos seus colegas e que tem um modo de processar seus pensamentos que é no mínimo peculiar, para um estranho que nós não conhecemos. Ao narrar o que acontece no cotidiano de sua escola, Charlie vai mostrando quais as vantagens de ser invisível, somente observando tudo o que acontece à sua volta. Aos poucos, ele faz amigos (principalmente Sam, uma garota um pouco mais velha que ele por quem ele acaba tendo uma queda quase que instataneamente, e Patrick, o meio-irmão gay dela) e vai tentando participar do que acontece à sua volta. Vou ser sincera: demorei um pouco para me acostumar com a narrativa. Em alguns momentos, dá pra pensar que o Charlie não é muito normal, ele parece inocente demais para um menino que já está no colegial. Mas todas essas estranhezas você vai entendendo ao longo do livro. Existe um porque para ele agir dessa maneira, existe uma razão para parecer que às vezes ele só faz o que outra pessoa manda. O que no começo você estranha acaba fazendo sentido no fim.

O livro já tem sua versão em português pela editora Rocco, com o título “As Vantagens de ser Invisível” e também está sendo transformado em filme, em que o próprio autor está sendo responsável pela adaptação, com Logan Lerman (o Percy Jackson de “O Ladrão de Raios”) no papel de Charlie e Emma Watson (preciso mesmo falar que ela interpretou a Hermione?) no papel da Sam. Fiquei bem interessada em ver o filme.

E esses foram os meus livros lidos em maio. Em junho, tenho mais um livro do John Green para ler (“An Abundance of Katharines”), além da Maureen Johnson (“13 Little Blue Envelopes” tá gritando na minha estante) e do “The Scorpio Races”, da Maggie Stiefvater. Ah, e como aproveitei a promoção do Dia da Toalha, no Submarino, finalmente tenho toda a coleção do “Mochileiro das Galáxias”, do Douglas Adams. Ou seja, a lista de livros para ler tá recheada de livros muito bons.

E vocês, leram muito em Maio?

06
05
2012

Acabei de Ler: Nick e Norah: Uma Noite de Amor e Música – Rachel Cohn e David Levithan

O que pode acontecer quando dois adolescentes se conhecem por acaso em um caótico show de punk rock? Eles se apaixonam, é claro. Depois de um beijo, Nick e Norah vivem uma aventura pelos bastidores de NYC – um encontro repleto de alegria, ansiedade, confusão e entusiasmo, como deve ser a primeira vez.

Apesar de ter lido esse livro em inglês, sei que a Galera Record já publicou o livro em português com o título de “Nick & Norah: Uma Noite de Amor e Música”, o que é um título bem apropriado, considerando a maneira como a história é contada. Basicamente, o livro é sobre a noite em que Nick e Norah se conhecem e todas as aventuras que acabam enfrentando. Claro, como o título sugere, tudo se passa conectado à músicas e bandas.

Esse não foi um livro favorito para mim. Dash and Lily’s Book of Dares é muito melhor na minha opinião. Acho que alguns dos motivos são o fato de que existem muitas referências musicais no livro que eu não conheço (apesar de não ser obrigatório para entender a história, talvez tivesse sido mais interessante sabendo sobre que música os personagens estavam falando)… também que tudo acontece em uma noite. Para mim, é rápido demais, acaba focado demais nos personagens principais e de uma maneira bem superficial, e o relacionamento deles acaba parecendo meio que fabricado. É muito drama e muito sentimento para ter acontecido em apenas uma noite.

Além disso, acho que qualquer livro, mesmo um que se propõe a contar uma noite na vida de dois adolescentes, devia usar um pouco mais de desenvolvimento dos dois personagens principais, ou talvez até contar um pouco mais dos outros personagens que aparecem na história.

No fim das contas, acho que o livro simplesmente não me empolgou. É o tipo de livro que daqui há alguns meses já não sei mais sobre o que é, e eu acredito que isso é o mais triste que pode acontecer com o livro.

Vocês já leram? Tem alguma opinião diferente sobre o livro?

04
05
2012

Acabei de Ler: Dash and Lily's Book of Dares – Rachel Cohn e David Levithan

Dash and Lily’s Book of Dares conta a história do Dash, um garoto que está passando o Natal longe de seu pai e de sua mãe por opção e que odeia o feriado festivo e tudo o que o acompanha e da Lily, uma garota que está passando seu primeiro Natal longe dos pais (que estão numa segunda lua-de-mel em Fiji) e que simplesmente ama e abraça o espírito natalino em todas as suas formas e cores.

Lily então, como uma forma de sair um pouco de seu mundinho, acaba, por incentivo do irmão, deixando entre os livros de uma estante em sua livraria preferida um caderno vermelho com alguns desafios. Quem encontra o caderno é Dash que, intrigado pelo caderno e por sua dona, acaba entrando na brincadeira. Então, o caderno vai passando de um para o outro, que, mesmo sem se conhecerem cara-a-cara, vão se conhecendo através das palavras anotadas no caderno.

O legal do livro é que ele discute bastante aquela coisa que todo mundo tem de confrontar a fantasia com a realidade. Será que a pessoa que o Dash imagina que a Lily é condiz com a realidade? Ou será que ele está criando essa garota perfeita na cabeça e no fim das contas a Lily é alguém totalmente diferente (e vice-versa)? Como o livro conta com capítulos alternados entre o Dash e a Lily (mesmo formato de Will Grayson, Will Grayson, que David Levithan escreveu com John Green) você vai vendo no que eles acertam um sobre o outro e no que eles erram também.

Esse não é um conto de fadas. No meio do livro, você não sabe se os dois vão ficar juntos ou não, ou se todas as diferenças servirão para uní-los ou para afastá-los de vez. O interessante é ver como a amizade deles começa, como epes lidam com as diferenças… e ficar na expectativa: será que eles vão ficar juntos ou não?

Com algumas cenas bastante inusitadas, um melhor amigo que é ótimo para dar risadas (conheçam o Boomer e vejam se eu estou mentindo) e com os membros da grande e louca família da Lily, o livro é leve, divertido e muito bom de ler. Amei os personagens e sinceramente, quero achar um caderninho vermelho com desafios na livraria também.

01
05
2012

Os Livros de Abril

Quarto mês do ano passou correndo, e ainda bem, consegui colocar um pouco mais em dia as minhas leituras. Claro, para me encorajar um pouco mais, comecei o projeto “50 Páginas ou Mais”, cujo título é bem auto-explicativo e por isso nem fiz um post sobre ele. Basicamente, o projeto consiste em eu ler pelo menos 50 páginas por dia do atual livro que estiver na cabeceira da minha cama. Sem mais, sem menos. Depois, eu estou mantendo um tipo de “Diário de Leitura” lá no meu Livejournal, e quem quiser pode acompanhar o meu progresso e ver pequenos comentários sobre os livros que estou lendo por lá. Estou tentando manter meus comentários “spoiler free”, então pode ler tranquilo.

O primeiro livro do mês foi o lindo, maravilhoso, “O Circo da Noite” da Erin Morgenstern. Gostei muito do livro (que inclusive tem resenha aqui), principalmente por ser um livro bem poético. Gostei também como os cenários são parte da história, se confundem com os personagens… até as cores nesse livro acabam tendo um significado maior. Não vou me estender muito, afinal já escrevi tudo sobre ele na resenha, mas fica aí a dica. Segundo livro do mês foi Feios, o primeiro livro da trilogia do autor Scott Westerfeld. Quando eu li “Amores Infernais” lá no começo do ano, me apaixonei pelo conto do autor, “Abominável Mundo Perfeito” e devo admitir que foi por causa desse conto que fui atrás de ler “Feios”. O primeiro livro da série, que conta a história de Tally, uma menina que vive numa sociedade futurística onde todos são submetidos a uma cirurgia aos 16 anos para ficarem basicamente perfeitos, é muito bom. A trama principal se concentra na amiga que Tally faz poucos meses antes de sua cirurgia, a Shay. O problema é que Shay não acha a cirurgia essa maravilha toda que todo mundo acredita ser e mostra para Tally que existem opções.

Bem, não vou dizer que é um livro pelo qual me apaixonei na sua integralidade: existiram partes que eu devo confessar, me irritaram um pouco. Mas no fim até achei que eles explicaram a maioria das minhas dúvidas e por isso (e também porque eu já tinha comprado a trilogia inteira) acabei decidindo continuar a ler a série. O terceiro livro do mês foi o segundo livro da série, “Perfeitos”. Eu sinceramente queria que as explicações fossem um pouco melhores. Mas acho que depois de ler “Jogos Vorazes”, você acaba sendo mais exigente com qualquer outra distopia que acabar nas suas mãos. Nesse livro Tally passa pela cirurgia e vai morar em Nova Perfeição. O livro então se concentra em como os acontecimentos do final do primeiro livro vão influenciar na vida e nas escolhas de Tally como perfeita. Nesse livro conhecemos Zane, um perfeito que teve a chance de escapar da cirurgia, mas que acabou desistindo de última hora. As aventuras de Zane e Tally em Nova Perfeição são ótimas, mas a grande fuga dos dois é melhor.

De novo, existiram partes que eu gostei, achei ótimas, e outras que sinceramente achei meio chatas. A explicação de como acontecem as pesquisas para que se desenvolva a cirurgia é muito boa. Mas o final desse segundo livro me incomodou um pouco, principalmente por ser basicamente o final do primeiro, só com algumas circunstâncias diferentes. Aí você chega no último livro da série, Especiais, que na minha opinião tem a capa mais bonita dos três, e… se decepciona. Acho que essa foi minha pior decepção do ano até agora. Por mais que existissem alguns pontos em “Feios” e em “Perfeitos” que eu não fosse a maior fã, ainda assim achei bons livros. Mas Especiais… bem, não bateu com meu gosto de leitura, achei a personagem principal especialmente fraca e o fim que o autor dá para ela bem decepcionante. Nesse livro, Tally é uma Especial, alguém que passou por uma cirurgia e vira um tipo de super humano, com visão infravermelha, super velocidade, ossos de cerâmica flexíveis e mais resistentes… até um software interno que a ajuda a se recompor e a se curar ela tem.

Só isso já me deixou com um pé atrás a respeito do livro. Depois, a Shay (que nunca foi uma personagem que me agradou muito, para começo de conversa) acaba aparecendo demais nesse livro, o que me irrita. E aí tem o fim, que eu não vou comentar aqui por medo de soltar algum spoiler sério, mas que eu posso dizer que quase não acreditei quando eu li. Enfim, não gostei.

E esses foram meus quatro livros lidos em abril. Em maio, é quase certo que eu só vá ler livros em inglês: nas duas últimas semanas, chegaram seis livros aqui em casa, entre eles “Dash & Lily’s Book of Dares” da Rachel Cohn e do David Levithan (o mesmo autor que escreveu “Will Grayson, Will Grayson” com o John Green), “The Fault in Our Stars” do John Green,  e “The Scorpio Races”, da Maggie Stiefvater. Ou seja, terei bastante material de leitura em maio.

E vocês, quais livros leram em abril?

21
04
2012

Acabei de Ler: O Circo da Noite – Erin Morgenstern

Sob suas tendas listradas de preto e branco uma experiência única está prestes a ser revelada: um banquete para os sentidos, um lugar no qual é possível se perder em um Labirinto de Nuvens, vagar por um exuberante Jardim de Gelo, assistir maravilhado a uma contorcionista tatuada se dobrar até caber em uma pequena caixa de vidro ou deixar-se envolver pelos deliciosos aromas de caramelo e canela que pairam no ar. Por trás de todos os truques e encantos, porém, uma feroz competição está em andamento: um duelo entre dois jovens mágicos, Celia e Marco, treinados desde a infância para participar de um duelo ao qual apenas um deles sobreviverá. À medida que o circo viaja pelo mundo, as façanhas de magia ganham novos e fantásticos contornos. Celia e Marco, porém, encaram tudo como uma maravilhosa parceria. Inocentes, mergulham de cabeça num amor profundo, mágico e apaixonado, que faz as luzes cintilarem e o ambiente esquentar cada vez que suas mãos se tocam. Mas o jogo tem que continuar, e o destino de todos os envolvidos, do extraordinário elenco circense à plateia, está, assim como os acrobatas acima deles, na corda bamba.

Há muito tempo não lia um livro como “O Circo da Noite”. Essa é uma história de amor, um Romeu e Julieta cheio de encanto e magia que acaba trazendo um mundo impressionante à imaginação de quem a lê. Com certeza, se tivesse que definir esse livro em uma única palavra, seria rico.

Não há dúvidas, a história é rica em detalhes, em descrições, em magia e em sentimentos. Tudo é muito bem planejado, até a descrição do circo, todo em preto e branco, das suas tendas e das sensações que passam seus expectadores… Nada está ali por acaso, cada detalhe, por menor que possa parecer, serve para complementar a história.

Dito isso, devo avisar aos meus quatro leitores (se você é o quinto novato, se manifeste nos comentários e seja bem vindo!): essa não é uma leitura leve. Não digo que seja pesada por conter muita violência ou temas adultos, mas sim porque é uma leitura que deve ser saboreada. Esse livro foi o primeiro que li dentro do projeto “50 Páginas ou Mais”, em que me comprometi a ler ao menos 50 páginas por dia e postar sobre meu avanço na leitura diária no meu Livejournal, e garanto que raramente cheguei a ler mais de 50 páginas por dia. Achava melhor ler com calma, pois perder um detalhe é perder uma parte da história.

Essa narrativa é bastante visual, contendo muitas informações a respeito do cenário, que podem parecer uma bobeira para quem não está acostumado, talvez até seja cansativo, mas as descrições a respeito do cenário ou mesmo do que vestem os personagens influem muito na história, por isso deixo a dica: se quiser vivenciar a magia desse livro por completo, mergulhe nele e em seus cenários.

Definitivamente, vale a pena a leitura.

14
04
2012

Acabei de Assistir: Doctor Who


Depois de declarar minha obssessão por Doctor Who nos dois últimos posts, nada mais natural do que finalmente escrever um post exclusivamente sobre a série. Mas, afinal, sobre o que é Doctor Who?

O 9º. Doctor, interpretado por Christopher Eccleston.

Doctor Who conta as aventuras do último dos Time Lords (Senhor do Tempo), o Doctor (que a dublagem em português traduz para Doutor, mas sinceramente, não consigo chamá-lo de Doutor). E aí você pode perguntar: mas… Doutor quem? É essa a pergunta que dá nome a série. E não, ele não diz o nome, simplesmente responde para chamá-lo “just… The Doctor”.

O Doctor viaja por todo o tempo e espaço a bordo de sua TARDIS (acrônimo para Time and Relative Dimension in Space) que tem a forma de uma cabine de polícia azul, utilizada em Londres nos anos 60. Na realidade, a TARDIS teria a capacidade de mudar sua forma para se camuflar de acordo com o local em que ela aterrisa, mas a TARDIS do Doctor meio que travou na cabine de polícia e ficou por isso mesmo.

O 10º. Doctor, interpretado por David Tennant (que sinceramente merece um post só dele), e sua TARDIS - ela é bem maior por dentro.

A série Doctor Who foi primeiramente exibida no período de 1963 até 1989, sendo suspensa até 1996, quando foi produzido um filme da série e então, voltando ao formato de série em 2005. É essa nova série que eu assisti. Até o momento, a nova série teve seis temporadas, com a estréia da sétima prevista ainda para esse ano e mais um especial em comemoração pelos 50 anos da série que deve ser exibido em 2013.

O que garante que a série consiga ser exibida por tanto tempo é justamente o fato de que pode ser renovada por completo, inclusive o ator principal, sem perder a sua linha de história. Para dar uma idéia, o atual Doctor (interpretado por Matt Smith) é o décimo-primeiro, desde o começo da série. Isso se dá pelo fato de que os Time Lords tem um truque para enganar a morte: quando eles estão para morrer, eles regeneram cada uma das células do seu corpo, o que acaba mudando completamente a sua aparência e também sua personalidade.

O 11º Doctor, interpretado por Matt Smith, e sua "companion", Amy Pond.

O Doctor também costuma levar consigo “companions” (acho que a tradução mais usada para companion seria companheiro), pessoas que o acompanham em suas viagens. Normalmente sempre existe uma mulher que é mais constante, mas isso não impede de volta e meia a tripulação da TARDIS ser de quatro pessoas, por exemplo.

As companions também costumam mudar com uma certa frequência. Por exemplo, já tivemos cinco companions mais constantes nas últimas seis temporadas (atualmente, fazem companhia ao Doctor o casal Pond, Amy e Rory), sem contar aqueles que ficam apenas por alguns episódios.

Com tanta possibilidade de mudança, e ainda podendo ter como cenário qualquer lugar em qualquer tempo, não é difícil entender porque a série conseguiu durar tanto tempo sem cair na mesmice. Ainda, apesar de tanto tempo, alguns mistérios continuam sem resposta. Com base nisso, ainda tem muita história para ser contada em Doctor Who.

A série também conta com o maravilhoso humor britânico, o que, se todo o resto não tivesse me convencido, isso com certeza teria.

Se você, como eu, também sempre foi um pouco fascinado pelo universo, adora uma série que conta o improvável porém possível, e que não só foca nos tipos de vida alienígena, mas também nas relações humanas (e nem tão humanas assim), eu realmente indico Doctor Who.

Doctor Who está sendo exibida pela TV Cultura, na tv e pela internet, dublada e com opção do áudio original, de segunda à sexta, às 20h20.

E vocês, o que andam assistindo?

08
04
2012

Dicas para Música de Formatura

Então, você vai se formar. Chega a hora da festa, você sai correndo atrás da roupa perfeita, dos sapatos que dêem certo com a roupa, corre para a internet para procurar idéias de penteado e maquiagem que mais combinem com você… e aí se depara com um dilema: a escollha da música para a entrada na festa de formatura.formatura

Pode parecer algo fácil para alguns, mas garanto que a maioria, como eu, acaba se batendo para achar a música ideal. Afinal, são tantas as opções, como escolher qual é a melhor para você? Aí vão algumas dicas:

1. Lembre-se que essa é a sua formatura. Escolha algo que vá significar muito para você.

Porque eu digo isso? Porque às vezes a gente esquece e acaba escolhendo alguma coisa nada a ver e se arrepende depois. Tenha em mente sempre que essa é a sua formatura e aquele momento vai ficar marcado na sua vida. Escolha algo que tenha significado.música para formatura

2. Tente fugir das músicas muito manjadas.

Essa é uma dica importante: só escolha músicas como “Vou Deixar” do Skank se ela realmente significar algo pessoalmente importante que você queira relembrar na sua formatura. 9 em cada 10 festas de formatura contam com um formando entrando com essa música: se você se decidir por ela, que seja pelo seu significado. Senão, é só mais uma vez que ela foi usada, e aí perde o sentido… Quem nunca pensou que “Pescador de Ilusões” d’O Rappa daria uma ótima música de entrada? Pois é, quase todo mundo.

E aí eu repito uma máxima: a formatura é sua. Se você quiser entrar com uma música que já foi bastante usada, entre e divirta-se. Só fica a dica: quer entrar com “A Estrada” do Cidade Negra (Você não sabe o quanto eu caminhei…)? A música é legal e a letra tem tudo a ver, concordo. Só verifique se não tem ninguém na sua turma que teve a mesma idéia…

3. Tenha em mente qual a mensagem que você quer passar com a música.

Você pode escolher uma música pelo significado dela nesse momento da sua vida; eu, por exemplo, entrei com “Unwritten” da Natasha Bedingfield, por causa da letra: “Today is where your book begins/ The rest is still unwritten” que numa tradução bem livre, “Hoje é quando seu livro começa, o resto ainda está para ser escrito”. É uma música que eu amo e que tinha tudo a ver com o momento, para mim. Minha outra opção era “Don’t Rain On My Parade” na versão cantada pela Lea Michele na primeira temporada da série Glee.

Outra opção é entrar com uma música para complementar o ritmo festivo, ou seja, escolher uma música engraçada que tenha a ver com você: uma amiga minha entrou com o tema do “Miss Brasil”, por exemplo (não, gente, eu não tenho essa música para mandar para ninguém – já coloco aqui porque toda vez me pedem). Em outra formatura, vi um formando entrando ao som de “Aleluia”. Não sei se era realmente um milagre ele ter chego até ali, mas garanto que não teve ninguém no salão que não riu.

Ou você pode escolher uma música que represente quem você é, ou pelo menos quem foi durante a faculdade dentro da sua turma. Se você foi uma dessas bem festeiras, talvez você possa querer entrar com “Baladeira”. Já vi gente entrar com a música-tema dos Flintstones porque vivia gritando “Yaba-daba-dooo” nas festas da turma, e com o tema de “Jaspion” porque era esse o apelido que ganhou durante os anos de faculdade.

E se você imitar o Silvio Santos, por favor, entre com “Ritmo de Festa” e me manda o vídeo, vai?

4. Por fim, lembre-se: sua família vai estar lá e provavelmente tudo vai ser filmado.

Logo, não faça nada que você possa se enrolar depois para explicar. Claro, cada um tem sua família e seu jeito de lidar com ela, mas é sempre bom ter isso em mente e não inventar de entrar com a “Dança do Créu” e depois ter que explicar para a sua avó de 90 anos o que isso quer dizer.

Ainda não conseguiu pensar em nenhuma? Aqui vão algumas sugestões (algumas até bem manjadas, mas se funcionar para você, tá valendo):

  1. Firework – Kate Perry
  2. Hakuna Matata – Timão & Pumba
  3. All Star – Smash Mouth
  4. Catch My Disease – Ben Lee
  5. Tubthumping (I Get Knocked Down) – Chumbawamba
  6. My Life Would Suck Without You – Kelly Clarkson
  7. Don’t Worry Be Happy – Bobby McFerri

Espero que essas dicas acabem dando uma luz para alguém na hora de escolher a música de entrada na festa de formatura. De qualquer maneira, espero que seja uma festa divertidíssima porque vou te contar: essa época deixa uma saudade…

Ah, quer mais dicas? Esse post tem uma parte 2.

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