05
10
2013

Acabei de Ler: A Summer Fling – Milly Johnson

Esse foi o primeiro dos livros da Milly Johnson que eu li, mas se você quiser começar a ler livros dessa autora, recomendo que comece com The Yorkshire Pudding Club, porque além de ter sido o primeiro publicado da Milly Johnson, ainda uma das histórias daquele livro tem uma certa continuação aqui.asummerfling

Porém, se você, como eu, começar por esse livro, não tem problema, porque ler “ao contrário” não atrapalha a história.

Esse livro conta a história de quatro mulheres, em idades e momentos da vida diferentes, que trabalham num mesmo departamento. Por serem diferentes, elas nunca pararam para se conhecer e são meramente pessoas que trabalham num mesmo lugar.

Com a chegada de uma nova chefe, a Christie, porém, as coisas começam a mudar. Inconformada com o fato de ser chefe de um departamento totalmente feminino onde não há, porém, sinais de amizade entre as funcionárias, ela começa a implementar mudanças para tentar mudar o clima e quebrar algumas barreiras entre elas. O resultado é surpreendente.

A mais velha delas, a Grace, já poderia estar aposentada, se quisesse. Porém, ainda é nova (tem 55 anos) e se recusa a se entregar a passatempos de velho, o que acaba causando atritos com seu autoritário marido. Ela tem três filhos já adultos que não são biologicamente seus, mas para ela não há nenhuma diferença, e que são, basicamente, a razão para ter se casado.

Anna foi deixada pelo noivo por uma moça muito mais jovem que ela. Na verdade, Anna se sente bem mais velha do que é e acabou se deixando de lado. Isso muda quando é escolhida por um programa de TV daquele estilo “10 Anos Mais Jovem” e um estilista vampiresco e charmoso que promete mudar totalmente sua aparência apenas… mudando sua lingerie.

Raychel é a mais nova das quatro, mas já está casada e feliz há vários anos. Porém, existem coisas em seu passado que Raychel não conta pra ninguém.

Dawn, apesar de não ser a mais nova em idade, é com certeza a caçula delas. Ela está de casamento marcado e, como perdeu os pais muito nova, quer muito voltar a fazer parte de uma família. Porém, talvez a família do noivo não seja a melhor opção.

Bem interessante como a Milly Johnson trabalha as diferenças e semelhanças nas histórias dessas mulheres e mostra como pouco a pouco a amizade entre elas vai nascendo e se desenvolvendo. Com o desenrolar da história e a aproximação das quatro, elas vão descobrindo um pouco mais das vidas umas das outras, e vão percebendo o quão pouco se pode conhecer uma pessoa mesmo a vendo todos os dias.

Conforme os problemas vão surgindo, elas vão se completando e se ajudando, dando força e apoio… é interessante imaginar como a vida delas teria seguido caso a amizade não tivesse surgido. Será que elas teriam coragem de fazer o que tinha que ser feito? Aquela atitude que sem o devido empurrão nunca é tomada, mas pode mudar o rumo da sua vida?

Enfim, A Summer Fling é definitivamente um livro de verão: com várias alusões à essa estação do ano, a história mostra como em cada uma dessas mulheres, independente de suas idades ou momentos de vida, estava a vontade de ver o Sol nascer. mari-transp

04
10
2013

Acabei de Assistir: Firefly

Eu amo ficção científica, principalmente quando diz respeito ao futuro. Adoro assistir e ler sobre os vários futuros que a humanidade pode ter (não é à toa que alguns dos meus episódios preferidos de Doctor Who são exatamente sobre o futuro dos seres humanos, onde eles estariam, como lidariam com as adversidades que o universo, com certeza, vai trazer para esse pequeno planeta que nós chamamos de casa).

Firefly traz uma nova visão sobre o futuro da humanidade: quando a Terra fica pequena demais para tanta gente, os humanos passam a se lançar pelo espaço em busca de outros planetas e luas que pudessem suportar uma adaptação para que seu ambiente ficasse habitável. Nessa busca incansável, gerações inteiras viveram dentro de naves para que se chegasse em sistemas planetários capazes de serem transformados.firefly

Mas como a humanidade é falha, após chegarmos e adaptarmos planetas e luas para habitação, logo logo arranjamos brigas uns com os outros. Uma aliança entre os governos dos planetas centrais não aceita que as luas e planetas mais afastados (e, de acordo com eles, menos civilizados) não se submetam a um governo geral, e logo uma guerra começa pela independência.

Firefly se passa depois dessa guerra. Firefly é o modelo da nave carinhosamente batizada de Serenity, em homenagem a Batalha de Serenity Valley, que foi uma batalha terrível onde a guerra acabou e na qual o Capitão Malcolm Reynolds lutou para os Independentes. A série segue a história da tripulação da Serenity, que faz de tudo um pouco, aceitando trabalhos legais e alguns nem tão legais assim. E aí você tem uma série de faroeste no espaço (yay!).

Se eu tivesse lido só essa parte, pode ter certeza, eu nunca teria assistido a série. Nunca fui fã de caubóis, e sinceramente, caubóis no espaço me parece uma idéia muito idiota. Mas Firefly não é assim. Primeiro, porque o mais importante em Firefly são os personagens: todos os personagens são complexos. Todos tem seus dias bons e seus dias ruins. É fácil defender as atitudes de um personagem e dois minutos depois estar o condenando.

Joss Whedon, o criador de Firefly, descreveu a série como sendo sobre “nove pessoas olhando dentro da escuridão do espaço e vendo nove coisas diferentes”. E é bem isso mesmo.

Infelizmente, a série foi cancelada após a exibição de onze episódios da primeira temporada (apesar de existirem catorze episódios produzidos). Mas conseguiu angariar uma base de fãs tão leal que em 2005 foi lançado o filme Serenity, para dar uma conclusão na história.

Totalmente envolvente, Firefly é uma dessas séries que é difícil escolher um personagem preferido. Como em todas as séries escritas por Joss Whedon, os personagens são especialmente complexos, muito bem desenvolvidos. A história em geral da série também é uma história completa, detalhada, de modo que você consegue acreditar que aquele seria o futuro da humanidade.

Falando em detalhes, eu amei o fato de que Firefly respeita uma lei científica muito importante que, por não ser uma regra nos filmes e programas de TV que se passam no espaço, muitas vezes é esquecida: o som não se propaga no vácuo. Logo, você assiste a tremendas explosões no espaço sideral… sem nenhum ruído sequer.

Até a música tema de Firefly merece ser mencionada: é uma música country (cowboys no espaço, lembra?) com uma letra que tem tudo a ver com a série. Ouçam The Ballad of Firefly e me digam se estou errada ou não.

 

Realmente, uma série que não dá pra não assistir.mari-transp

03
10
2013

Acabei de Ler: A Spring Affair – Milly Johnson

Esse foi um daqueles livros que você se encanta tanto que simplesmente não consegue parar de ler. Foi o segundo livro da autora que eu li (o primeiro, A Summer Fling, eu também amei) e sinceramente, achei mais uma autora do tal do gênero “chick-lit” que eu vou indicar para todo mundo. O único grande problema é que, até agora, nenhum dos livros dela foi publicado aqui no Brasil, o que complica se você não lê em inglês.
 aspringaffair
A Spring Affair conta a história da Lou, que tem que lidar dia-a-dia com uma mãe não só prefere a irmã dela, como também sempre tem uma crítica na ponta da língua, com uma chefe que aterroriza todo o departamento em que ela trabalha, com um marido que exige comida sempre na mesa e a roupa sempre lavada e com o fantasma do caso extraconjugal que ele teve no passado (e o seu medo de que a história volte a se repetir).
As coisas começam a mudar quando Lou lê um artigo numa revista na sala de espera do dentista, com dicas sobre como dar aquela geral e se livrar de todos os cacarecos e tralhas que a gente vai juntando, com a idéia de usar depois, que um dia pode ser útil… Inspirada por esse artigo, a Lou começa a fazer uma limpeza nas gavetas e armários, colocando fora tudo que no fim das contas só ocupa espaço. Mas não é só nas gavetas que a Lou acaba dando uma geral, mas também na própria vida.
Quantas vezes você já não ouviu para largar certas coisas, certos sentimentos e até mesmo certas pessoas na sua vida que só fazem volume? Com o desenrolar da história, a Lou vai escolhendo o que ainda funciona na vida dela e o que já está na hora de pôr na caçamba e deixar ir embora. Inclusive, acaba indo atrás de uma amiga de quem já tinha se distanciado e voltando aos planos de abrir seu próprio negócio.
Acho que foi esse o aspecto que eu mais gostei no livro: mostra como às vezes a gente se agarra em coisas (objetos, situações, pessoas) e na verdade já passou da hora de dar uma reciclada. Não é um livro piegas, não é um livro dramático, mas acaba fazendo você pensar na própria vida, o que é muito mais do que eu posso dizer sobre muito livro de auto ajuda que a gente vê pipocar por aí. Aliás, fiquei totalmente energizada para dar aquela geral nas minhas gavetas cheias de tralha…mari-transp
02
10
2013

Acabei de Ler: Extraordinário – RJ Palacio

Comprei esse livro no meu Kindle porque ele estava na promoção da semana e já tinha ouvido falar maravilhas sobre ele. Não me decepcionei. O livro conta a história de Auggie, um menino de dez anos que nasceu com uma síndrome genética que resultou numa deformidade facial e em várias cirurgias ao longo dos anos. Por causa de tudo isso, ele nunca tinha frequentado uma escola com outras crianças, tendo sido ensinado pela sua mãe, em casa. Porém, ao chegar na idade de ir para o quinto ano, seus pais decidem que é hora de ele começar a ir para a escola. Extraordinário capa revisao 03

O livro é contado sob vários pontos de vista. O principal deles é do próprio Auggie, mas a irmã mais velha dele, alguns amigos da escola, o namorado e a amiga da irmã também contam um pouco da história. O interessante é que nenhum dos pontos de vista é de um adulto; no máximo, são adolescentes. Outra coisa que eu achei genial é que para cada ponto de vista, a maneira que a história é escrita muda também: quando é o namorado da irmã do Auggie contando a história, por exemplo, ele não utiliza nenhuma letra maiúscula. Com isso, a autora consegue dar uma certa autenticidade para a um dos personagens.

A maneira como o Auggie explica sua vida e a maneira como os pais dele lidam com o fato de que ele ser mais diferente dos outros (digo isso porque, sejamos sinceros, quem é igual a todo mundo? o que é ser normal, afinal de contas? esse tal de normal existe?) é bem real. Digo isso porque, como já contei por aqui, minha deficiência física me deu essa experiência. Acredite em mim, nunca é fácil entrar numa sala cheia de gente da sua idade, sabendo que você vai receber aquela olhada – mesmo que seja por um segundo – do tipo “hey, você é meio estranha”. E você se acostuma mesmo. Não há como ser diferente.

É um livro que emociona. Principalmente por ser simples. Não é um livro que tenta fazer grandes afirmações. Simplesmente narra a vida de Auggie, do ponto de vista dele, e nessa simplicidade, mostra como o diferente na verdade é muito mais parecido com o normal de todo mundo. mari-transp

30
09
2013

Acabei de Ler: Fangirl – Rainbow Rowell

Eu já fui uma criança normal (nossa, que jeito lindo de começar uma resenha). Não muito normal, mas ainda assim, já fui alguém que gostava de livros e séries de tv de uma maneira considerada aceitável pela maior parte da sociedade. Mas então, no Natal de 2000, minha mãe me deu de presente os dois primeiros livros da série Harry Potter. Como sou uma devoradora de livros, antes do ano novo, os dois livros já estavam devidamente lidos. No meu aniversário de 14 anos, ganhei o terceiro.

Até esse momento, devo admitir que apesar de estar amando muito a história, ainda não tinha nada fora desse estranho conceito que nós temos de “normal”. Estranho e entediante.

Foi após ler o quarto livro, e ficar obviamente muito ansiosa pela continuação da história, que algo despertou em mim. Gosto de dizer que eu já tinha esse gene geek escondido no DNA, mas que foi nesse momento que ele se ativou. Sem nenhuma data para o lançamento do quinto livro da série (para quem não se lembra, entre o lançamento de Harry Potter e o Cálice de Fogo e Harry Potter e a Ordem da Fênix foram três looongos anos), resolvi fazer algo que iria mudar a minha vida: joguei Harry Potter num site de busca (não foi o Google… talvez tenha sido o Cadê?, lembram dele?) e acabei descobrindo as benditas fanfictions.

A partir daí, para encontrar fóruns sobre o assunto, conhecer gente que amava e alimentava minha paixão por Harry Potter e discutir teorias e mais teorias, foi um pequeno pulo. O fandom (uma palavra que até então eu não conhecia) me puxou de uma forma que logo fui encontrando meu lugar nesse pequeno mundo cibernético e, consequentemente, libertei a fangirl que existia dentro de mim. fangirl

O livro de Rainbow Rowell tem como personagem principal alguém com quem obviamente me identifiquei bastante. Talvez não possa dizer que sou parecida com a Cath, mas com certeza entendo o mundo dela. Fangirl acompanha a jornada de Cath, que acaba de ir para a faculdade com sua irmã gêmea, Wren.

Para Cath já é terrível ela ter que lidar com novas e aterrorizantes aventuras diárias, como conversar com gente nova e ter que comer num refeitório, mas o fato de sua irmã querer arranjar outra companheira de quarto e acima de tudo, não querer mais nada com Simon Snow, série de livros (e filmes) que as duas eram ativas no fandom e inclusive sobre a qual escreveram várias fanfics juntas, é para ela o pior de tudo. De repente Cath se vê sozinha e abandonada por aquela que ela achou que sempre estaria ao seu lado.

O interessante do livro é que ele não se limita a contar sobre a vida de fangirl da Cath. Na verdade, a autora explora o porquê de Cath gostar tanto de escrever fanfics, mas não faz disso algo ruim, e sim utiliza o fato para contar sobre a jornada que ela percorre, inclusive de se descobrir como pessoa e como escritora, além de suas fanfics.

É um livro sobre crescimento pessoal, sobre como lidar com as relações familiares, com amizades novas e com situações que podem parecer assustadoras para aqueles que não se sentem à vontade ao lidar com o desconhecido. Consegue, sem ser piegas e sem apresentar soluções mágicas para as vidas dos personagens, parecer real.

Uma leitura leve, divertida e principalmente, perfeita para quem convive no meio de fóruns, é chamado de nerd por gostar demais de alguma coisa e sabe a alegria que é participar ativamente de um fandom. E para quem ainda não sabe o que é, vale a pena para ficar conhecendo e tirar alguns preconceitos da cabeça. mari-transp

29
09
2013

Procurando Por Sua Próxima Aventura

Quem lê demais tem um grande problema: como escolher o próximo livro para ler? Aqueles momentos em que você está entre livros/séries podem ser estressantes. Afinal, saber se é o momento certo para ler esse ou aquele livro às vezes é essencial, até para que você aproveite tudo o que ele tem para oferecer da maneira correta.
Ainda mais se você, como eu, tem aquele sério problema de ter uma pilha enorme e que só aumenta de livros para ler. Muitas vezes, essa pilha tem vários livros do mesmo gênero ou assunto do último livro que eu li, porém nem sempre é uma boa idéia ler vários livros seguidos sobre o mesmo assunto.
 livros2
Por exemplo, minha recente fascinação por zumbis me rendeu vários livros de vários autores diferentes sobre mundos infestados de mortos-vivos dos mais variados tipos (sim, existem muitos tipos de zumbis – um post sobre isso ainda aparecerá por aqui).
Porém, após ler três livros do Max Brooks (autor de Guerra Mundial Z) sobre zumbis, percebi que não podia ler outro em seguida. Ia querer comparar a forma como os autores explicam o fenômeno zumbi em suas histórias, e embora sempre haverá uma comparação com livros já lidos, algumas vezes essa comparação pode fazer com que você perca o que o novo autor traz de bom, exatamente por ficar fixada nas idéias do anterior.
Na verdade, eu tento dar uma variada nos gêneros dos livros que eu leio. Claro, existem momentos em que preciso ler chick-lit por exemplo, e acabo lendo sete livros água com açúcar antes de passar para frente. Depende do momento. Mas na maioria das vezes, gosto de variar.
Acho que isso acontece porque tudo o que a gente quer é se apaixonar novamente pelos personagens e pelas histórias. Quando encontramos um livro que amamos, queremos que aquela magia continue conosco para sempre, e por isso, quando chegamos a seu fim, nossa busca pela próxima grande aventura começa com um novo fervor.
Acho que uma parte de mim sempre procurará pelo meu próximo Harry Potter. Não uso essa expressão como tantos críticos literários a utilizam para rotular uma nova série de livros que eles acreditam possa fazer o mesmo sucesso que Harry Potter. Não.
Procuro meu próximo Harry Potter sabendo que nunca o encontrarei. Sei disso porque procuro por aquela sensação de se apaixonar por um mundo literário pela primeira vez, embora racionalmente saiba que a primeira vez é única. Não há como reproduzi-la.
Mesmo assim, não largo minha busca incessante. Por um lado, porque embora nunca acharei exatamente o que procuro, sei que encontrarei pelo caminho outros livros que farão valer a pena. Essa eterna busca é talvez mais importante do que o resultado. Por outro, porque o simples fato de estar procurando é uma emoção por si só. Aquele friozinho na barriga, aquela esperança, a simples alegria do talvez me motiva.
Talvez para você, leitor, não seja o próximo Harry Potter o livro que você procura. Talvez você ainda não o tenha encontrado. Quem sabe? Mas com certeza, ao acabar um livro, você reconhecerá aquela sensação. A sensação de procurar sua próxima aventura. mari-transp
16
09
2013

Acabei de Ler: The Yorkshire Pudding Club – Milly Johnson

The Yorkshire Pudding Club foi o primeiro livro que a Milly Johnson escreveu e até por causa disso é um dos melhores para começar a ler dela. Conta a história de três amigas de longa data, completamente diferentes uma da outra, que de repente se encontram na mesma situação: estão grávidas.theyorkshire (mais…)

05
08
2013

Maratona Literária – Conclusão

E aqui está, o post final da Maratona Literária. Eu até quis fazer alguns posts sobre o meu progresso durante a semana, mas a vida ficou corrida e acabei decidindo fazer um só, para finalizar.
garotaexemplar
Consegui terminar tanto Garota Exemplar quanto The Casual Vacancy nos três primeiros dias da Maratona. Garota Exemplar tem um final tão psicótico quanto eu imaginava, talvez até mais porque não sei se em meus mais loucos devaneios eu conseguiria imaginar algo tão fora da casinha como o fim desse livro. O que não quer dizer que o livro seja ruim, muito pelo contrário: a autora consegue convencer que aquele final é algo que poderia acontecer. E isso me assusta… Não vou discutir detalhes da história porque esse é um livro melhor apreciado sem spoilers, mas posso garantir que você vai se surpreender lendo. thecasualvacancy
The Casual Vacancy (Morte Súbita, na edição brasileira) eu acabei lendo muito mais rápido do que pensei que ia ler. Como é um livro com vários personagens e vários pontos de vista, achei que talvez teria que voltar um pouco para lembrar quem era quem. Para minha surpresa, não tive que fazer isso. As vidas de cada um dos personagens acabaram me vindo à memória com facilidade.
Acabei de ler no dia do aniversário da JK Rowling, e foi ótimo, porque o livro mostra os motivos pelos quais a autora é considerada uma das melhores da atualidade. Mesmo com vários personagens, ela desenvolve a vida e a história de cada um, de forma que, com alguns, você acaba querendo proteger de tudo e de todos, mesmo sabendo que algumas ações daquele personagem não são corretas, mas ela te explica o porquê daquela decisão. Você sente uma raiva profunda de outros personagens, ao ponto de se imaginar entrando na história para salvar esse ou aquele ou dar uma surra enorme em outros. Talvez seja esse um dos maiores trunfos da JK: você realmente se importa com os personagens que ela escreve e você quer saber qual o rumo que a história vai tomar.
Depois, passei para The Scorpio Races, da Maggie Stiefvater, um livro que eu comprei no Book Depository ano passado e que deixei na pilha, esperando o melhor momento para ler. Qual não foi minha surpresa ao abrir o livro e descobrir que o meu exemplar é autografado pela autora? O tempo todo ali e eu não sabia!thescorpioraces
Amei a história, é muito envolvente, os personagens principais são maravilhosos, a história é extremamente bem desenvolvida e as descrições fazem a ilha, os cavalos e a corrida ganharem uma vivacidade imensa. Quando você acaba de ler, é difícil imaginar que aquele lugar, aquelas pessoas realmente não existem… mesmo que o evento principal da história seja uma corrida entre pessoas montadas em cavalos que aparecem do oceano e comem carne vermelha, podendo (e frequentemente chegando a fazê-lo) matar as pessoas que os rodeiam.
abundanceofkatherines
O último livro da minha meta era An Abundance of Katherines, do John Green. Gostei da história também, mas acho que os outros livros do John Green são mais interessantes. Esse livro foi o que eu acabei mais rápido: comecei e terminei no mesmo dia. E agora posso dizer que já li todos os livros do John Green.
Fiquei feliz de ter cumprido a minha meta, deu para dar um gás legal nas minhas leituras, e finalmente acabar dois livros que eu tinha começado mas empacado. Achei a Maratona Literária um evento muito legal, onde deu para interagir bem com os outros leitores que como eu também estavam dedicados em alcançar suas metas. E é sempre bom conhecer gente nova que é apaixonado pelas mesmas coisas que a gente: livros!
Agora, volto ao The Cuckoo’s Calling (o livro que eu tô lendo no Kindle) e para O Projeto Rosie, que minha irmã me trouxe de São Paulo e que eu comecei a ler hoje e já soltei umas boas gargalhadas. Porque com Maratona ou sem Maratona, não dá para parar de ler, não é verdade? mari-transp
29
07
2013

Maratona Literária – Desafio I

O primeiro desafio da Maratona Literária, hospedado pelo blog Por Essas Páginas, consiste em escrever uma carta para um personagem que tenha te cativado. Algumas pessoas *cofcoflanyeilycofcof* acreditam que já sabem sobre quem eu vou escrever, e se vocês acertaram, meninas, vocês me conhecem melhor do que eu mesma, porque eu fiquei meio surpresa com a minha escolha. maratona1

Senhoras e senhores, aqui vai a minha carta para um personagem que é muito especial para mim:  (mais…)

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