19
03
2016

Acabei de Ler: Perdida – Carina Rissi

perdidaSofia vive em uma metrópole e está acostumada com a modernidade e as facilidades que ela traz. Ela é independente e tem pavor à mera menção da palavra casamento. Os únicos romances em sua vida são aqueles que os livros proporcionam.

Após comprar um celular novo, algo misterioso acontece e Sofia descobre que está perdida no século dezenove, sem ter ideia de como voltar para casa – ou se isso sequer é possível. Enquanto tenta desesperadamente encontrar um meio de retornar ao tempo presente, ela é acolhida pela família Clarke.

Com a ajuda do prestativo – e lindo – Ian Clarke, Sofia embarca numa busca frenética e acaba encontrando pistas que talvez possam ajudá-la a resolver esse mistério e voltar para sua tão amada vida moderna. O que ela não sabia era que seu coração tinha outros planos…

Autor: Carina Rissi
Série: Perdida #1
Editora: Verus
Páginas: 364
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Quando escrevi sobre O Refúgio do Marquês, lembro que comentei sobre a minha vontade de ler romances históricos nacionais que se passassem no Brasil. Após a leitura de Perdida, da autora Carina Rissi, posso dizer que esse livro é o mais próximo que já cheguei de um romance histórico brasileiro. Só não consigo classificá-lo totalmente como romance histórico por suas particularidades.

Perdida conta a história de Sofia, uma jovem moderna que, como todo mundo, é totalmente dependente de seu celular. Ela vive uma vida agitada numa metrópole (que o livro nunca chega a identificar), trabalha, vai para o barzinho com sua melhor amiga… Enfim, mais século 21 impossível. Até que derruba seu celular dentro da privada e sai desesperada à procura de um novo aparelho para chamar de seu.

Porém, o que ela não sabia é que seu novo e moderno telefone celular possuía uma função única e a manda de volta no tempo, para o século 19. Ali, acolhida pela família Clarke, que conta com Ian e sua irmã Elisa, Sofia começa a procurar uma maneira de voltar para casa.

Não é difícil entender qual rumo o livro vai tomar, mas não é tão fácil adivinhar o desfecho final. Confesso que conforme o livro ia chegando ao fim, ainda estava em dúvida sobre qual caminho a história tomaria. Também achei interessante a maneira como Carina Rissi nos apresenta seus personagens. Ela os constrói de maneira a torná-los cativantes. Além disso, acredito que eles são personagens com os quais é fácil se identificar. Fora que o fato de não existir um vilão propriamente dito ajuda bastante.

O grande problema para mim foi a insistência de Sofia em utilizar gírias modernas. Talvez tenha sido uma forma encontrada pela autora para enfatizar as diferenças entre as duas épocas, mas em alguns momentos as palavras utilizadas por Sofia pareceram bem forçadas. Afinal, para alguém que viajou duzentos anos no tempo, e mais ainda, que se diz fã de livros de Jane Austen, quão difícil seria parar de usar a palavra “valeu” e trocá-la por um simples “obrigada”? Ninguém fala tanto “valeu” ou “tipo” assim. Um deslize ou outro em seus diálogos teria sido suficiente.

Foi uma leitura gostosa e divertida. O fato de ser uma autora nacional também ajuda bastante. Pretendo continuar a ler os livros da série.

Vocês já leram Perdida? Gostaram da escrita da Carina Rissi?

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17
02
2016

Acabei de Ler: O Refúgio do Marquês – Lucy Vargas

refugio“Agora você é meu refúgio e, com certeza, o mais belo”.

Henrik e Caroline não poderiam ser mais diferentes.

Ele, o Marquês de Bridington, é um homem selvagem e inapropriado, que vive há anos no campo, fugindo dos fantasmas do seu passado obscuro e repleto de segredos.

Ela, Caroline Mooren, a Baronesa de Clarington, é uma jovem destemida, com um passado doloroso, que recebe a missão de reformar a mansão e talvez o marquês, ao menos é o que a marquesa viúva espera.

Ele é um caso perdido. Ela é uma mulher com um futuro incerto. Mas juntos, eles se completam e acendem a chama da paixão, que ambos acreditavam estar completamente extinguida, trazendo à tona segredos e temores que ambos escondem.

Se reerguer sob o peso do passado será uma batalha que ultrapassará os limites do refúgio que o marquês pensa ter construído, mas será que o amor é capaz de ultrapassar tantas barreiras e vencer, ou eles perderão tudo outra vez?

Autor: Lucy Vargas
Editora: Charme
Páginas: 310
Avaliação: 3/5
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O post de hoje não é apenas sobre um romance histórico, como também é sobre um livro escrito por uma autora nacional. Lucy Vargas é carioca e já tem vários livros publicados, mas esse foi o meu primeiro contato com a escrita da autora.

Meu amor por romances históricos não deve ser novidade para ninguém, afinal, vivo dando dicas de livros por aqui. Mas O Refúgio do Marquês encontrei quase por acaso, no Kindle Unlimited. A sinopse me pareceu interessante, a capa me chamou a atenção e eu decidi dar uma chance para a história. Não me arrependo.

Aqui, nos é contada a história de Caroline Mooren, uma mulher jovem porém já viúva. Seu primeiro casamento não foi muito feliz e, mesmo seu marido tendo sido um Barão, ainda assim não deixou muita coisa para ela, de forma que ela aceita a proposta de uma parente para que vá viver com o filho dela e tome conta de sua propriedade, contratando empregados, treinando os que já estão ali e fazendo as reformas necessárias na casa, que está caindo aos pedaços.

É assim que ela conhece Henrik, o Marquês de Bridington, um homem rude que esconde muitos segredos. Ah, e ele é casado. Sua esposa, porém, é enferma e não sai da cama, mas seus gritos e suas acusações sem fundamento logo mostram a Caroline que seu trabalho ali é bem mais complicado do que imaginava. Há também a filha do casal na história, uma criança criada com amor pelo pai, mas que sofre com a fúria da mãe. Além disso, as moças da região vêem em Henrik uma oportunidade de casamento, já que acreditam que logo ele ficará viúvo.

A premissa da história não é nada inovadora e não é difícil adivinhar qual o caminho que a história vai tomar. A personagem principal é uma mulher com convicções fortes, mesmo tendo um passado um tanto quanto problemático. É interessante observar sua amizade com a marquesa viúva, a mãe de Henrik, e também como ela toma as rédeas de uma situação que parece impossível.

A narrativa é envolvente e mesmo que não traga muitas surpresas, ainda assim faz com que o leitor se importe com os personagens e queira saber o destino deles. É uma leitura rápida e de fácil compreensão. Uma crítica porém que eu sinto que devo fazer é, sendo a autora brasileira, por que não ambientar seu romance histórico no Brasil? Eu entendo a atração pelos títulos de Duque, Barão e etc. e pelos decoros britânicos, mas sinto falta de romances históricos que tragam o Brasil como cenário. Por que não inovar nesse sentido?

Mas fico feliz de ler uma autora nacional e ver que nossa produção de livros para lazer também tem recebido atenção.

Já leram algum livro da autora? E romances históricos que se passem no Brasil?

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29
01
2016

Romances Históricos: Dicas de Livros

Eu amo romances históricos, mas uma das grandes dificuldades quando falamos deles é que é muito fácil para o autor cair na velha receita de bolo e não trazer nada de inovador em sua história. Ou ainda, é comum a protagonista acabar totalmente sem graça, sem atitude e se colocar a culpa na sociedade em que ela vivia.12523641_1020210841382832_531952014_n

Por isso, quando leio esse tipo de romance histórico, uma das características que mais valorizo é justamente o desenvolvimento da personagem principal. Na grande maioria das vezes (só não digo todas porque existem raras exceções) a personagem feminina está à procura de um marido ou está lutando contra isso, pois na época em que a maioria dos romances se passa (normalmente séculos XVIII ou XIX) uma mulher solteira não tinha chances nenhuma na sociedade. Se essa protagonista não for bem desenvolvida, ficará apenas uma mulher correndo atrás de homem e sinceramente, não tenho paciência para isso.

Mas não temam. Por já ter lido uma quantidade considerável desse tipo de romance, aí vão algumas dicas de livros: (mais…)

07
09
2015

Acabei de Ler: Nunca Julgue Uma Dama Por Sua Aparência – Sarah MacLean

Para finalmente finalizar a série de posts sobre a série de livros da Sarah MacLean, aqui está o último livro, Never Judge a Lady By Her Cover, que na edição brasileira da Editora Gutenberg ficou Nunca Julgue Uma Dama Por Sua Aparência. E logo de cara já aviso: não dá para falar desse livro sem falar do principal spoiler, então, se você ainda não leu pelo menos até o fim do terceiro livro, pode ir parando por aqui. Você foi avisado.  (mais…)

27
03
2015

Acabei de (re)Ler: Entre o Amor e a Vingança – Sarah MacLean

A Rogue By Any Other Name é o primeiro livro da série The Rules of Scoundrels, da autora Sarah MacLean. No Brasil, a série foi publicada com o nome O Clube dos Canalhas pela Editora Gutenberg. Esse primeiro volume recebeu o título Entre o Amor e a Vingança.

 

entreoamorO que um canalha quer, um canalha consegue

Uma década atrás, o marquês de Bourne perdeu tudo o que possuía em uma mesa de jogo e foi expulso do lugar onde vivia com nada além de seu título. Agora, sócio da mais exclusiva casa de jogos de Londres, o frio e cruel Bourne quer vingança e vai fazer o que for preciso para recuperar sua herança, mesmo que para isso tenha que se casar com a perfeita e respeitável Lady Penélope Marbury.

Após um noivado rompido e vários pretendentes decepcionantes, Penélope ficou com pouco interesse em um casamento tranquilo e confortável, e passou a desejar algo mais em sua vida. Sua sorte é que seu novo marido, o marquês de Bourne, pode proporcionar a ela o acesso a um mundo inexplorado de prazeres.

Apesar de Bourne ser um príncipe do submundo de Londres, sua intenção é manter Penélope intocada por sua sede de vingança – o que parece ser um desafio cada vez maior, pois a esposa começa a mostrar seus próprios desejos e está disposta a apostar qualquer coisa por eles…

…até mesmo seu coração.

Título Original: A Rogue By Any Other Name
Autor: Sarah MacLean
Editora: Gutenberg
Páginas: 304
Avaliação: 4/5

Essa série é a continuação da série Love By Numbers, e conta a história de Penelope Marburry, filha de Marquês que foi criada para ser a esposa perfeita , e quase o foi; porém, após ter seu noivado com um Duque desfeito por causa de um escândalo envolvendo a irmã dele (reconheceu a história? sim, ela é a ex-noiva do Duque de Leighton, de Eleven Scandals to Start to Win a Duke’s Heart), acabou ficando meio que encalhada. Com vinte e seis anos, até recebeu outras propostas de casamento, mas após o noivado desfeito, ela passou a querer mais do casamento… O que resultou em sua quase-solterice.

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08
02
2015

Acabei de Ler: Série Love by Numbers – Sarah MacLean

A série Love by Numbers é constituída de três livros: Nine Rules to Break When Romancing a Rake, Ten Ways to be Adored When Landing a Lord e Eleven Scandals to Start to Win a Duke’s Heart. Todos eles se passam no começo do século XIX e cada um acompanha a história de um casal. O primeiro é da Callie (Lady Calpurnia Hartwell) e de Gabriel St. John, o Marquês de Ralston; o segundo já vai contar a história do irmão gêmeo dele, Lord Nicholas St. John e da Lady Isabel Townsend e o terceiro conta a história da meia-irmã dos dois, Juliana Fiori e de Simon Pearson, o Duque de Leighton. Essa série tem a sua continuação com a série The Rules of Scoundrels, que eu acabei lendo antes. Não me arrependo exatamente, mas gostaria de ter lido na ordem correta.numbers-three

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05
06
2014

Vamos falar sobre Julia Quinn e seus romances históricos?

No começo desse ano, por acaso, comecei a ler um dos livros da Julia Quinn, “O Visconde e Eu”. Ambientado na Inglaterra, no ano de 1814, esse livro é o segundo livro de uma série que a autora escreveu sobre os Bridgertons, uma família de 8 irmãos (quatro mulheres e quatro homens), sendo que cada um ganhou um livro para contar sua história.

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