10
04
2017

Acabei de Ler: Coração de Aço – Brandon Sanderson

O poder corrompe. Essa é a principal lição que tiramos desse livro de Brandon Sanderson. A história é muito simples: várias pessoas comuns receberam superpoderes após a Calamidade, uma luz vermelha, aparecer no céu. E isso normalmente quer dizer heróis, não é? Eles protegerão os fracos e oprimidos, combaterão os criminosos, lutarão pela paz. Porém, não é bem assim. Os Épicos, como Coração de Aço, não estão aí para salvar ninguém. Aliás, viraram tiranos, se colocando acima do governo e fazendo a sua própria justiça. Os que não receberam nenhum poder ficam vivendo à sua sombra, com medo.

Título Original: Steelheart
AutorBrandon Sanderson
Série: Executores #1
Editora: Aleph
Páginas: 373
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Para comprar, clique: Coração de Aço

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05
01
2017

Acabei de Ler: Pseudônimo Mr. Queen – Loraine Pivatto

Oi, gente! Hoje quero apresentar para vocês um livro muito interessante. Tive a oportunidade de ler esse livro através de um book tour. A autora, Loraine Pivatto, propôs que eu fizesse parte desse grupo de blogueiros literários. Basicamente, o livro foi sendo enviado, passando de mão em mão por todo o país, para que fosse lido e comentado.

Título: Pseudônimo Mr. Queen
Autor: Loraine Pivatto
Páginas: 404
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A História

O livro parte da premissa que a profecia de que o mundo acabaria em 21/12/2012 se torna realidade. Mas o mundo não acaba simplesmente (lógico, ou não teríamos história, né? Duh). O que acontece é que alguns escolhidos passam a viver num mundo totalmente novo, regido por regras bem específicas. Agora, todos passam a ter duas vidas: uma até completarem 70 anos, outra dos 20 aos 100. Ah, e essas vidas são vividas em realidades separadas. Assim, todos vivem exatamente 150 anos, nem um segundo a mais. (mais…)

06
06
2016

Acabei de Assistir: Ascension

Nesse último domingo, as coisas estavam meio paradas aqui em casa, e lá fora tava uma chuvinha dessas que deixa a gente morrendo de preguiça. Aproveitei para ligar a Netflix e esquecer da vida, afinal de contas, ninguém é de ferro, não é mesmo?ascension01

A escolhida da vez foi Ascension, uma minissérie em três episódios que na verdade são seis, já que são divididos em duas partes de aproximadamente 45min cada um. Ela conta a história de uma nave e seus 600 passageiros numa jornada de 100 anos pelo espaço. Esses passageiros são pessoas que, em 1963, quando estava acontecendo a Guerra Fria, entraram num projeto super secreto do governo americano e partiram em uma viagem que tinha por objetivo salvar a humanidade da extinção e encontrar um novo planeta onde pudessem assegurar a continuação da espécie.

O problema é que no meio dessa jornada, ao aproximarem-se do ponto onde não mais será possível retornar, o primeiro assassinato dentro da nave acontece, o que acaba por deixar as coisas bem tensas lá dentro.

ascension02Ascension é muito interessante. A série foi baseada no Projeto Orion, idealizado no governo Kennedy que temia pela extinção da espécie humana se as ameaças feitas na Guerra Fria chegassem a se realizar. A premissa é que a construção dessa nave, bem como a escolha dos passageiros, teriam acontecido no mais completo sigilo e que essas pessoas estariam mesmo vivendo em uma nave espacial por cinquenta anos, rumo ao desconhecido.

Algo que é fascinante observar é a maneira como esses viajantes viveriam e se organizariam dentro de uma nave: como seria a luta pelo poder e as divisões de funções, bem como as classes sociais. Eles ainda vivem como se estivessem em 1963, seja em suas roupas, seja em suas músicas. Em Ascension, tudo é extremamente controlado, inclusive com quem cada um poderia se casar e quando poderiam ter filhos. E eles nem imaginam, mas apesar de terem perdido o contato com a Terra, eles ainda são observados por uma equipe terrestre, que acompanha cada um de seus passos através de monitores.

O primeiro episódio tem uma reviravolta no seu final que muda toda a maneira como você vê a história e é a partir daí que as coisas realmente ficam interessantes. Eu gostei muito da maneira como a história é contada, mostrando o interior da nave e a equipe na Terra que os observa. Dá uma olhada no trailer:

Enfim, para quem ama ficção científica e histórias que tratam de viagem espacial, essa é uma ótima dica. A minha única crítica é que o SyFy, canal que produziu a série, já avisou que não haverá uma segunda temporada, e o último episódio deixa muitas dúvidas no ar. Mesmo assim, vale a pena assistir.

E vocês, gostam desse tipo de série? Tem alguma para me recomendar? Deixe aí nos comentários!

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27
01
2016

[Clube do Livro Geek] Ubik – Philip K. Dick

Li um livro bem diferente do que costumo ler para o Clube do Livro Geek: Ubik, do Philip K. Dick. Nunca tinha ouvido falar dele antes de ser o escolhido para a primeira leitura do grupo e achei interessante para expandir meus horizontes literários. Ubik é um livro de ficção científica hardcore que foi publicado em 1969 e onde o autor imagina um futuro distante, 1992, quando se passa a história.

Um dos pontos mais intrigantes do livro é como você é jogado, sem dó nem piedade, no meio do universo construído pelo autor. Não existe uma introdução ou qualquer explicação acerca das particularidades do mundo em que os personagens vivem. Basicamente, dá para imaginar o autor  jogando o leitor no meio da história e quando grita por socorro, o Sr. Dick grita de volta: “Se vira!”.

ubik2Título Original: Ubik
Autor: Philip K Dick
Editora: Aleph
Páginas: 240
Avaliação: 4/5
Site: Editora Aleph
Adicione: Goodreads – Skoob

Num primeiro momento, não gostei nada disso. Queria qualquer tipo de explicação acerca do que eram o precogs ou como funcionava a empresa de Glen Ruciter, um dos personagens principais, mas simplesmente não havia explicação nenhuma. Porém, ao insistir na história, pude ao pouco juntar as peças do quebra-cabeça, e aí comecei a admirar essa nova forma de se contar a história.

Também devo dizer que não li nenhum tipo de sinopse da história. Mesmo aquela do Goodreads já condensa bem os pontos principais do enredo, mas acho que a experiência foi bem mais interessante dessa maneira como fiz.

ubik

O livro tem muitos pontos fantásticos, como a construção de mundo e do que seria a meia-vida, um estado entre a vida e a morte onde as pessoas podem se comunicar com aqueles que ainda não se foram através da tecnologia. Algo que achei admirável também é como tudo que é contado tem sentido, está ali por uma razão e não por acaso ou, pior ainda, para encher linguiça.

Porém, um dos pontos mais fracos na trama diz respeito ao desenvolvimento e aproveitamento dos personagens. São muitos e tem suas características pessoais, mas por não serem bem explorados, acabam virando um ente único na mente do leitor. Particularmente, gostaria de ter conhecido mais a Pat Conley e seu poder único, mas o autor apenas pincela por ele utilizando-se da desculpa que ninguém saberia ao certo o alcance de suas habilidades.

Achei o Joe Chip um ótimo narrador, mas ainda teria apreciado melhor a história como um todo se houvessem menos explicações científicas (são muitas, razão pela qual classifiquei a obra como ficção científica hardcore) e mais aproveitamento de cada um dos personagens.

O final é bem satisfatório e acredito que o autor tenha conseguido explicar bem o enredo e levado o leitor até um ponto onde se consegue visualizar a história como um todo. Talvez, lendo pela segunda vez, a trama pareça mais completa.

Por fim, foi sem dúvida uma experiência interessantíssima e uma ótima introdução ao mundo mais sério do sci-fi.

Vocês já leram livros assim? Gostam do gênero?

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11
10
2015

Filme Vs. Livro: Perdido em Marte – Andy Weir

Perdido em Marte é um livro que me surpreendeu em muitos sentidos. Quando li a sinopse e fiquei sabendo que contava a história de um astronauta que havia ficado para trás, sozinho em Marte, pensei logo que seria um desses dramas bem pesados, explorando toda a agonia de alguém que estava perdido num planeta hostil, lutando para sobreviver. E bem, a história é exatamente essa. Mas o drama é quase que inexistente. The_Martian_2014 (mais…)

19
05
2014

Acabei de Ler: Brilho – Amy Kathleen Ryan

brilhoBrilho é um livro que se passa no espaço. Existem duas grandes naves mães: a Empyrean e a New Horizon, viajando pelo espaço em busca da Terra Nova, um planeta onde a humanidade possa recomeçar.

O problema começa quando as mulheres da nave New Horizon não conseguem engravidar e as da Empyrean conseguem. Para garantir sua sobrevivência, as pessoas que vivem na New Horizon atacam a Empyrean e raptam suas meninas.

A história é contada pela Waverly e pelo Kirean, que nasceram na Empyrean. Kirean está sendo treinado para ser o futuro capitão da nave e Waverly é sua namorada. Basicamente, vamos descobrindo o que acontece a bordo das duas naves após o ataque através do ponto de vista dos dois.

O livro se propõe a discutir assuntos como religião, a escolha da mulher e também como as pessoas reagem em situações extremas. Existem referências na história à violência sexual e violência doméstica.

Devo dizer, entretanto, que minha experiência com o livro não foi tão boa. Acho que foram muitos pontos para serem discutidos, e como a autora decidiu escrever o livro num ritmo rápido, com muitas cenas de ação, acho que não houve tempo para se aprofundar em nada.

Também não gostei de nenhum dos personagens principais, e a velha fórmula do triângulo amoroso já cansou. A Waverly então me cansou demais.

Além do mais, é um livro que não tem fim. Muito embora seja o primeiro livro de uma série, existe uma diferença entre ser a parte 1 e ser o livro 1. Esse livro não tem fim. A história que ele se propõe a contar acaba no meio. Senti falta de um verdadeiro epílogo. Senti falta de uma conclusão.

Enfim, não acho que vou querer ler a continuação. O livro simplesmente não me encantou o suficiente para que eu quisesse saber o que vai acontecer agora.mari-transp